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A Saga dos Dunamai

E aí galera!

Depois de muuuuuuuuuuuito tempo sem posts (muuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo mesmo, vamos combinar! rsrsrsrs) aqui segue uma dica de livro especial para vocês. É mais um dos brilhantes projetos de uma grande amiga escritora, a Renata Colombo. Depois de ter escrito Predestinada (obra que vocês já ouviram falar aqui no blog) e A Casa de Pedra, ela inovou totalmente com a trilogia dos mutantes Dunamai.

Bom, segue o teaser de divulgação!

Gostaram? Pois então não deixem de pedir o seu exemplar gratuito, e embarcar nessa aventura! Basta enviar um email para trilogiadunamai@hotmail.com

Valeu!

Dicas de Livros – (U1) Universo 1

Oi galera!

Vamos a mais uma dica de livro? Esse chama-se (U1) Universo 1, do autor Jarlilson Ricardo. Título estranho, não? Pois espere até conhecer o resto da obra!

Alguma informações:

Vídeo de Divulgação:

Segundo o próprio autor…

O MEU LIVRO É UMA SAGA DE FICÇÃO-CIENTÍFICA ATERRORIZANTE E SOMBRIA CHAMADA: (U1) UNIVERSO 1. ESTE É O PRIMEIRO LIVRO DA SAGA, COM O SUBTÍTULO: A ATERRORIZANTE E SOMBRIA SAGA DOS INOCENTES ENGANADOS PELO MAIOR DE TODOS OS SEGREDOS DA ESCURIDÃO.

EU SOU O AUTOR: JARLILSON RICARDO DE OLIVEIRA LIMA SILVA. JÁ ESTÁ A VENDA NO CLUBE DE AUTORES NO LINK: http://www.clubedeautores.com.br/book/48868–U1_UNIVERSO_1
Sinopse da Obra:

Num futuro distante jamais imaginado…

Uma mensagem holográfica de pedido de socorro dos seres do Universo 1, inclusive dos seres do planeta Terra, segue para os confins do universo obscuro (a parte desconhecida do universo total, exterior ao Universo 1). Um pedido de socorro desesperado, na esperança que algo misterioso o encontre.

Demônios e seus aliados (a maioria composta de várias raças aliens hostis e sanguinárias) já instalaram o caos atormentador no Universo 1, e agora, depois de devastarem muitos planetas, já estão destruindo e transformando quase a totalidade do planeta Terra (o foco principal no momento), todos os seus seres, e alguns amigos dos seres humanos; amigos estes, que vieram do espaço sideral e que tiveram autorização dos humanos para se fixarem nas redondezas do sistema solar.

 No planeta Terra, atualmente (depois de milhões de anos), existe só uma grande nação única, a PANGEIA 2. A Teoria de Gaia já foi confirmada e a Teoria das Cordas, muito mais recentemente, também. Agora, todos os habitante do planeta Terra já sabem o que o resto do Universo 1 já conhecia… No universo total existem dezenas de outras dimensões.

 A escuridão achou a brecha que tanto queria no planeta Terra.

Mas… Todo mal tem um começo…

No planeta Terra, o foco da origem de todo este caos que o assola, está no passado… Em 1958.

Ilha de Itamaracá, Pernambuco, Brasil… Um sargento da marinha brasileira e um professor também a serviço da marinha do Brasil, seguem numa jornada rumo ao aterrorizante… Seguem rumo ao desconhecido…

Uma história num universo de ficção que é envolvida por uma teia sombria de escuridão e medo. Focando temas complexos, alguns intrigantes, mas, numa linguagem de domínio público dificilmente vista em ficção científica, de fácil leitura e entendimento; porém, uma linguagem em “alguns momentos” chegando a transcender o sombrio da narrativa e que poderá deixar transparecer em alguns leitores “nestes momentos”, um formato um pouco incomum no gênero ficção científica/terror da literatura brasileira, de um estilo de linguagem fusionando a narrativa tradicional e o que beira a ser um poético sinistro. Muitos mistérios pavorosos, projetos secretos, mundos fantásticos (alguns infernais; outros angelicais), algumas tecnologias jamais pensadas, personagens marcantes. Este é o mundo do enredo aterrorizante e sombrio da história (U1) UNIVERSO 1.

         Prepare-se para enfrentar o caos.

Dicas de Livros – O Ciclo das Sombras

Olá novamente!

Bom, vamos a outra dica de livro… Aliás, não é uma dica de um livro, mas de uma coleção inteira! Chama-se O Ciclo das Sombras, da Michele Irigaray. A coleção é composta por três volumes: Início, Fim, Recomeço.

E aí… achou interessante? Espere até ver os dois blogs da autora!

http://ociclodassombras.blogspot.com/

http://bibliotecaria-michele-irigaray.blogspot.com/

Dicas de Livros – Cortina de Fumaça

E aí galera!

Vou aproveitar o fim de semana para botar o blog em dia!

Publicarei algumas dicas de livros hoje… Começando pela obra da Sayonara Oliveira, Cortina de Fumaça. 

Bom, vamos a algumas informações da obra!

Primeiramente, o vídeo de divulgação:

Gostou da obra e gostaria de adquiri-la? Fale com a autora! nara_oliva@hotmail.com

Dicas de Livros – O Voo da Estirpe

E aí galera!

Como prometido, aqui vai mais uma dica de livro! Dessa vez é o livro da Adriana Vargas, O Voo da Estirpe. Vamos a alguns detalhes da obra?

Título do livro – O Voo da Estirpe

Subtítulo – Rumos à Libertação

Categoria – romance (com alusões psicológicas e filosóficas contemporâneas)

Pretensão – pretende-se explorar o autoconhecimento do ser e suas limitações. Um livro que demonstra a personagem com aspecto humano, e não somente pseudoheróis que nos trazem a magia da fantasia, e sim, a fantasia que nos aponta a realidade dos sentimentos.

Público – adulto

Autora – Adriana Vargas de Aguiar

Pseudônimo – Drisph

Bloghttp://drisph.blogspot.com/

Twitter – @poetisasph

ISBN  – 978-85-8045-135-1

SINOPSE - 

Um romance contemporâneo de cunho psicológico que conta a saga de uma escritora de artigos de jornal solitária, vivendo um monólogo consigo, passa a ser perseguida por um estranho, que conheceu através de um pesadelo. Clarice tenta desvendar a situação entre ser caça, e em outras horas, a caçadora, porém, acaba por se apaixonar por seu perseguidor. A partir deste momento, a trama do livro envolverá muita emoção, revelações e alusões sobrenaturais; com um final surpreendente. Centra-se no indivíduo com seus conflitos interiores, reproduzindo o pensamento da personagem de modo visceral, entre o linear da vida, e a morte, revelando o lado humano longe das máscaras e os rotineiros papéis de super-heróis.

Ficou interessado no livro da Adriana? Clique na capa para adquirir!

Dicas de Livros – Emagreça com a Palavra I e II

E aí galera!

Desculpem pelas férias não avisadas do blog, mas agora já está tudo normalizado… E para compensar, vamos a algumas dicas de livros do pessoal que me mandou por email! O primeiro livro que será divulgado chama-se Emagreça Com A Ajuda Da Palavra I e II (atente-se que são dois volumes do mesmo tema!), da autora Rose Camargo.

                                                                         

Segundo a autora, estes livros são para quem precisa emagrecer e realmente necessita de um incentivo. Autoestima, domínio próprio, obediência a certos princípios da Palavra, destruição de fortalezas: são alguns dos assuntos tratados neles.

Com certeza sua vida mudará se atentares para o que está escrito na Palavra, não só a respeito do peso, mas em outras áreas também da sua vida.

Para maiores informações, visite o blog roseccafe.zip.net

Deseja adquirir a obra? Pode encomendá-la através deste email: roseccafe@hotmail.com , ou pelo telefone (19) 3032 9820 (19) 9321 3474

Dicas de Livros – Os Herdeiros dos Titãs

E aí galera!

Então, vestibular se aproximando, e eu ando com pouco tempo para escrever… Mas tudo bem, sempre que consigo um “tempinho” dou uma passada aqui, beleza? Então vamos lá! Hoje tenho outra dica de livro legal!

Recebi um e-mail do autor Eric Musashi, falando sobre o romance que publicou esse ano, chamado Os Herdeiros dos Titãs. Particularmente, gosto muito desse gênero de livros, que misturam ficção e realidade de um modo bastante envolvente… Sendo assim – como não poderia deixar de ser – não vejo a hora de ler mais essa obra! E você, o que achou? Que tal conhecer um pouco mais da obra?

Os Herdeiros dos Titãs narra o período decadente de uma civilização de quatro mil anos, que agoniza e desafia o tempo num sistema falido baseado nos desmandos de uma Rainha-Deusa e seus sacerdotes, ditos imortais.
Em De lutas e ideais, a primeira parte dessa aventura, somos apresentados ao drama familiar de Téoder, o maior herói de seu tempo, mas que foi levado a assassinar a própria esposa por ordem da Rainha, e Arion, seu filho, um líder revolucionário que tenta trazer de volta o velho modo de vida em sua cidade.
Contudo, conflitos sangrentos e tragédias o levam a meramente lutar para se manter vivo. E tudo o que ele temia, um reencontro com o pai, se torna cada vez mais iminente e necessário, trazendo à tona feridas antigas provocadas por um crime imperdoável.

BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR: Nascido em Campo Grande-MS em 10-10-1985, Eric Musashi é autor e pesquisador, atualmente concluindo a sua graduação em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. É autor da trilogia Os Herdeiros dos Titãs, que teve a sua primeira parte, “de lutas e ideais”, lançada em 2011 pela Editora Giostri. Nesse universo, também publicou na web os contos ”A Espada e o Sol” <http://www.benfazeja.com/2011/05/espada-e-o-sol.html>, mais de dois milênios antes dos acontecimentos dos livros, e “O Filho do Béli” <http://osherdeirosdostitas.blogspot.com/2011/04/o-filho-do-beli.html>, poucos anos antes do início de Os Herdeiros dos Titãs.

TWITTER: www.twitter.com/ericmusashi

Teaser de divulgação: 

Blog oficial da obra: http://www.osherdeirosdostitas.blogspot.com/

Venda no Submarino: http://www.submarino.com.br/produto/1/23800858/herdeiros+dos+titas      

Parabéns pela obra Eric!  Desejo-te muito sucesso na sua carreira literária!

Dicas de Livros – Portais Sagrados

E aí galera!

Já faz algum tempo que não posto nada, então aqui vai mais uma grande dica de livro. O autor entrou em contato comigo ontem – através do meu email, contato.arthurlucena@gmail.com – e pediu apenas uma única coisa: que o livro fosse disponibilizado gratuitamente.

Como já diz o título do post, a obra chama-se “Portais Sagrados“, e é de cunho religioso. Pelo que pude perceber em uma rápida olhada no conteúdo da obra, parece ser muito interessante! Vale a pena conferir! (para acessar a obra, basta clicar na imagem abaixo)

Feliz Páscoa

E aí galera!

Então, dei uma passadinha rápida no blog apenas para postar uma mensagem muito legal de Páscoa que eu achei na internet. Feliz Páscoa a todos!

Páscoa

Quando eu era criança não entendia muito bem a

Páscoa. Só adorava procurar os ovinhos de

chocolate que o coelhinho escondia. Mas, o que

tem a ver coelho com ovos, seus símbolos, com a

ressurreição de Jesus ou a fuga dos hebreus do

Egito comandada por Moisés? Agora sei qual a

relação de tudo isto. Os ovos são o símbolo do

nascimento. Ali dentro, uma vida por vir ao mundo.

É o eterno milagre da vida que renasce todos os

dias. O coelho é o animal que se reproduz com uma

velocidade estonteante, é uma ode à família, uma

declaração de amor que a natureza faz todos dias.

Renascer é nascer, somos nós mesmos que

renascemos nos nossos filhos, é a vida que se

pereniza na prole. A fuga dos hebreus é o fim da

escravidão de uma povo. A escravidão equivale à

morte, escravizar equivale a tirar a vontade e a

alma de alguém, equivale a tirar sua vida. Se

libertar da escravidão é viver de novo, é

renascer, é estar sempre começando tudo de novo.

Por fim, Jesus é a ressurreição. Quer prova mais

clara do que digo? Este eterno milagre que nos

encanta é o milagre da vida que a Páscoa nos

relembra. A Páscoa é a ressurreição das nossas

almas. Este é o dia de renascer, começar tudo de

novo. De nos libertamos do mal que corrompeu

nossas almas e nos recobrirmos com o véu da pureza

da alma que tivemos um dia. Abandonar tudo o que é

velho e antigo e olhar pra frente com coragem. Nos

dedicarmos à vida como quem sorve o sumo de um fruto

saboroso. Hoje é dia de renascer.

Feliz Páscoa para todos.

Benno Assmann


3.000 visitas!

E aí galera!

Então, hoje o post é diferente! Nada de dicas, nada de divulgação (só por hoje, hein!): hoje o post é para festejar!

Festejar o quê? As recém-completadas 3000 visitas ao blog! Valeu galera pelo apoio, e continuem sempre visitando o arthurlucena.wordpress.com !

Lembrando, a todos aqueles que se sentirem a vontade, podem mandar emails (contato.arthurlucena@gmail.com) com dúvidas, sugestões, críticas e elogios, ok? Será tudo muito bem vindo! Valeu!

Novo – Biografia do Autor

E aí galera!

Então, como sumi semana passada, hoje trago duas novidades!

Primeiro, uma inovação no Clube de Autores: agora, qualquer autor cadastrado lá no clube tem direito a montar uma página autobiográfica! Dá para colocar fotografia, biografia, sites oficiais do autor na internet, notícia sobre o autor e suas obras, e os livros publicados no Clube! Muito massa!

Quem quiser, dá uma conferida na minha aí:

http://clubedeautores.com.br/authors/10603

Agora, a segunda novidade: o pessoal do BlogLivros.com falou da minha obra, A Lenda de Avalon, na página de divulgação de obra semanal deles! Vejam só o post:

http://bloglivros.com/index.php/2011/03/28/info-a-lenda-de-avalon-a-espada-do-rei-de-arthur-lucena/

Bom, por hoje é só! Até semana que vem galera!!!

Dicas de Livros – Et Clichés

E aí pessoal!

Então, voltei hoje com mais uma dica de livros, de um autor velho visitante aqui do blog. Ele se chama Giancarlo Marinho Costa, e Et Clichés é o seu quinto livro publicado. É um livro muito, muito criativo de poesias. E o melhor: o autor permitiu que eu o disponibilizasse gratuitamente aqui no blog! Então vamos a algumas informações sobre a obra:

SINOPSE: “et clichés” é o quinto livro do autor pernambucano e as 245 páginas da obra, transitam pelo terreno concretista, com fortes influências de Pignatari, Antunes, Leminski e dos irmãos de Campos. Suas poesias são de caráter social e político. A capa do livro é de autoria do artista visual gaúcho, James Zortéa, que sem quebrar a tensão traçada nas linhas retas, se inspirou nas galaxias de Haroldo de Campos.

Et clichés
Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2010.
Editora Prestígio
Gênero: poesia brasileira, poesia concreta.

Achei a obra muito interessante! Parabéns Giancarlo!

Para quem se interessou, pode baixar a versão digital da obra clicando aqui, ou também acessar o blog do autor, clicando na capa do livro (acima). Lembrando apenas que o autor permitiu que eu divulgasse a obra em seu conteúdo integral (licença abaixo).

Licença Creative Commons

A obra Et clichés de Giancarlo Marinho Costa foi licenciada com uma Licença Creative Commons – Atribuição 3.0 Brasil.
Permissões adicionais ao âmbito desta licença podem estar disponíveis em www.rasgue.zip.net.

Dicas de Livros – Inegável Sentimento

E aí galera do blog!

Desapareci por alguns dias, mas já estou de volta, e com novidades!

Como vocês sabem, vários e vários autores entram em contato comigo para divulgar suas obras aqui no blog: tudo parte daquela promoção que eu lancei no blog, há alguns meses, e que está dando o que falar. Agora foi a vez da obra Inegável Sentimento, de Gu Rennex.

Assim como as minhas e tantas outras obras já comentadas aqui no blog, Inegável Sentimento foi publicado lá no Clube de Autores; quem quiser conferir a página do livro no site da editora online, basta clicar na capa da obra (abaixo):

Bom, vamos aos dados técnicos da obra:

SINOPSE: Barbara é uma garota muito esforçada em seu trabalho. Sua vida apesar disso é um pouco infeliz por causa dos seus sentimentos do passado. Muito tempo atrás ela foi separada do seu grande amor pelo seu próprio pai. Ela tem dois grandes amigos David e Renata, que a convida para ser sua madrinha de casamento. Porém quando ela vai conhecer o noivo, ela descobre que se trata de Ricardo, o seu amor do passado. Agora ela tem que decidir se vale apena ter sua felicidade destruindo a da sua melhor amiga. Já Ricardo, tenta entender tudo que o destino aprontou com sua vida, pois ainda ama a garota que conheceu em sua adolescência. A amizade e o amor são postos a prova e seus desfechos são surpreendentes.

LINK NO CLUBE DE AUTORES: http://www.clubedeautores.com.br/book/36213–Inegavel_Sentimento
BLOG DO AUTOR: http://gurennex.blogspot.com/
TWITTER: http://twitter.com/#!/gurennex

Ficou interessado? Não deixe de ler os dois primeiros capítulos da obra! (abaixo)

- CAPÍTULO 1 – CIRCUNSTÂNCIAS -
Mais um dia nasce, para Barbara, apenas mais um dia em que sua existência busca algum sentido. Após uma noitada com alguns amigos em um clube, é chegada a hora de abrir os olhos para o novo dia; pois mesmo com o seu despertador tocando, a preguiça ainda a amarra na cama. Então ela diz a si mesma:
-Tenho que esfriar minha cabeça! Nada melhor que um banho pra tirar essas coisas da cabeça.
Após finalmente se levantar, Barbara vai ao banheiro e deixa a água escorrer pelo seu corpo enquanto pensa no dia de trabalho que terá pela frente.
Depois do banho, ela coloca uma roupa e senta a mesa para tomar seu café e ao mesmo tempo folheando as suas correspondências da semana, que não teve tempo de ler anteriormente, vê uma carta de sua irmã Aline e tomada de curiosidade abre a carta que continha os seguintes dizeres:
“Barbara, desculpa não ter dado muitas noticias pra você nesses últimos meses, mas o rumo que minha vida tomou foi surpreendente. Você não vai acreditar! eu desencalhei! eu vou me casar! Pois é! Nem eu estou acreditando! estou indo te visitar em breve, pois vou passar minha Lua de mel ai no Rio. Quero que você conheça meu noivo; ele é uma pessoa muito legal e quando chegarmos, vamos passar na sua casa pra botar o papo em dia e te deixar a par de tudo! beijão no coração! Aline “
Pensativa, Barbara se lembra das grandes fantasias construídas com seu antigo amor, e logo se lembra que sua amiga Renata também vai se casar e ela ainda nem conhece o noivo da amiga.
De repente seus pensamentos são interrompidos pelo som da campanhinha de seu apartamento, que não era tão grande, já que ela morava sozinha.
- Barbara! Ainda esta tomando café? Já vi que a noite de ontem foi boa!
- Bom dia pra você também Renata! e a noite poderia ser melhor! Senta ai no sofá, estou tomando café mais já vou sair.
- Adoro esse seu bom humor matinal!
- E eu adoro o seu sarcasmo 24 horas Renata!
- Deixa de ser chata! Vim perguntar se você quer conhecer o meu noivo
- Na verdade ele tem que me conhecer, quem sabe ainda não dá tempo de roubá-lo de você?
As duas caíram na gargalhada, e depois de muitos risos conseguiram voltar ao assunto
- claro que eu quero, Disse Barbara: Estou super curiosa pra conhecer ele! Só não dá pra ser hoje, eu tenho uma reunião na corretora e acho que vai até tarde
- Você heim? só faz trabalhar? Tem que se desligar um pouco mais do trabalho! Uma noite como a de ontem não pode ser vivida uma vez por ano!
- Ai ai Renata, até parece que você não sabe que se eu não trabalhar, ninguém vai me sustentar
- eu sei Barbara, não me leva a mal amiga, mais eu já te falei pra você vir trabalhar comigo, seria muito menos desgastante
- Eu sei, mas você me conhece, não acho certo conseguir um emprego dessa maneira, mais quem sabe um dia?
- Você que sabe! o convite ta feito. Quem sabe eu não chame um impinotizador pra ver se muda essa sua cabecinha?
- Que exagero Renata! Você que está precisando de um psicólogo!
- Olha quem Fala!
- Bom, tenho que ir.traz teu noivo amanhã a noite La pelas oito, que vai dar pra eu organizar um pouco o apartamento
- Ta bem, eu vou ligar pra ele pra avisar, não esquece não heim Barbie! Tchau!
Dessa maneira as duas se despediram, cada um foi pelo seu caminho, e Renata fez a Sua Ligação.
- Oi amor! É a Rê! A gente pode jantar na casa de uma amiga minha amanhã? Você vai poder ir?
- Claro, então finalmente vou conhecer essa sua amiga! Estava curioso!
Disse o noivo pelo celular
- Sabe que ela disse a mesma coisa? Acho que vocês vão se dar bem! Ela é corretora de imóveis e como você tem uma imobiliária… Quem sabe um dia vocês possam até trabalhar juntos?
- Quem sabe, Rê, estou indo para uma reunião agora
- A gente vai se ver hoje?
- Provavelmente não, mais eu ligo pra você
Então ela responde já desanimada:
- Tudo bem, até depois então, te amo
- Beijo.
Horas depois, a reunião de Barbara está entrando noite adentro, Barbara está perdendo a paciência! ela está pensando, e o que vem em sua mente é:
- Não ha mais nada a ser decidido, não ha mais nada a ser feito, por que estão enrolando tanto? Será que não vêem que as soluções já estão bem claras? Isto me enche! Principalmente ter que aturar esse diretorzinho que não sabe administrar a própria empresa por falta de competência. Estou odiando isso, será que a Rê tem razão? Eu devo ir trabalhar com ela na distribuidora? Talvez, o que eu sei com certeza é que não agüento mais fazer essa cara de ” A Corretora VEA é o melhor lugar pra se trabalhar!” talvez eu abra meu próprio negocio, só sei que minha faculdade em administração não foi em vão! Enquanto Barbara bombardeia a corretora em seus pensamentos o diretor encerra a reunião.
- Até que enfim!
- Pois é Barbara! Hoje demorou muito mesmo! Disse David, um amigo com quem trabalha na corretora.
- acho que eu me mataria se demorasse mais um minuto!
- não precisa ser tão radical! Embora eu tenha pensado a mesma coisa!
Disse ele com uma risada cansada pelo duro dia de trabalho
- Pois é David, até o fim de semana!
- Divirta se nessa folga prolongada!
Falou se despedindo.
Após isso Barbara Pensa:
- estou morta por hoje! Que saudade da minha cama!
Depois dessa reunião quatro dias de folga é pouco! Era pra eu tirar ferias!
Ela pegou seu carro e foi pra casa, quando lá chegou, só deu tempo de trocar de roupa e desabar em sua cama, para cair em um sono profundo, quase um coma, mais que reservaria muitas surpresas para ela.

- CAPÍTULO 2 – RECORDAÇÕES, SURPRESAS DA VIDA -

Após pegar no sono, Barbara teve um sonho, mas não era simplesmente um sonho, mais era uma lembrança, que a reprimia e que ela buscava a todo custo esquecer…
Toda sua historia se passou diante de sua mente, começando da sua maior perda, seu único amor.
Barbara tinha dezessete anos, e estava perdidamente apaixonada por um jovem chamado Ricardo, que estava tentando entrar na faculdade Estácio de Sá no Rio de Janeiro cursando arquitetura, um sonho o qual perseguia com todos os seus esforços. Mais nada disso impressionou o Senhor Álvaro de Castro, pai das irmãs Barbara e Aline, que não desejava ver uma de suas filhas comprometidas com ninguém da cidade de João Pessoa, cidade que ele só ia a negócios, mesmo tendo sua esposa e suas filhas morando lá.
Quando ele descobriu o relacionamento de Ricardo com sua filha Barbara, tomou a decisão de levar toda sua filha mais velha para o Belo Horizonte para morar com ele; deixando Aline, a filha mais nova aos cuidados da mãe, Deborah.
- Minha filha! Dizia ele: – você merece coisa muito melhor!
Deixe que esse membro da ralé dessa cidade apodreça aqui, um dia você irá me agradecer!
A separação foi inevitável e muito dolorosa. Barbara foi arrastada pelo pai para o carro, quando ela não foi a um encontro que tinha marcado no farol de Cabo Branco, Ricardo foi até a casa da amada para ver o que estava acontecendo, e viu um carro partindo da saída lateral da casa. Era Barbara! Batendo desesperadamente contra o vidro do carro, buscando chamar a atenção do amado, derramando rios de lagrimas em seu rosto, foi um choque!
Mesmo assim ele correu atrás do veículo chamando por ela, chorando, gritando com todas as suas forças, mais tudo que ele pode dizer foi que a encontraria um dia.
Isso ficou fortemente marcado nas lembranças de Barbara, que nunca mais viu aquele que a amou tanto, e que tinha decidido amá-la também.
Após esse fato, a relação de Barbara com seu pai nunca mais foi a mesma, culminando em sua expulsão de seu próprio lar ao entrar na faculdade, quando isso ocorreu, sua irmã Aline foi impedida de ajudá-la, e como conseqüência, foi mandada pelo Pai para um colégio em Tóquio, bem distante da UFMG, onde Barbara estava estudando.
Finalmente, Barbara acorda. De uma forma terrível, as suas mais duras lembranças vieram à tona.
Seu coração estava apertado, sabia que algo estava pra acontecer.
- Por que essas lembranças? Por que agora?
Um Sentimento de tristeza estava instalado em seu corpo, como se espadas a tivessem transpassado e a tivesse prendido em um mundo sombrio que ela desejava tanto esquecer.
Ela estava suada, ofegante, e ao mesmo tempo em que chorava, abraçava as próprias pernas, pois estava muito confusa, fazia muito tempo que ela não recordava a época em que foi separada de Ricardo. Ela queria ter sido mais forte para enfrentar o seu pai e lutar pelo seu amor… Tanta
coisa poderia ter acontecido… Repentinamente, o seu Telefone toca e mesmo atordoada com tudo que aconteceu, Barbara atende:
- A.. Alô?
- Barbara? o que houve? Pergunta Renata com preocupação
Então Barbara inventa uma desculpa e torce pra Renata engolir:
- não é nada, é que eu acabei de acordar!
- Você sabe que qualquer coisa pode contar comigo não é?
Barbara sabia, Renata era sua amiga dos tempos de faculdade, mas ela preferia nunca contar-lhe sobre sua história para evitar recordações sobre essa fase da sua vida.
Então a conversa prosseguiu:
- É serio Renata, só estou com um pouco de sono!
- tudo bem então, mais eu liguei mesmo pra confirmar se o jantar está de pé
- Por que não estaria? Só vou ter que dar uma geral no apartamento e comprar umas coisinhas!
- Que bom! É que eu falei com o meu noivo e ele topou!
- ótimo!
- Então a gente se vê mais tarde! Tchau!
- Beijos
Barbara foi pro banho, estava disposta a esquecer tudo que sonhara, estava mais animada por que teria a amiga em sua casa à noite, e finalmente iria conhecer o tão falado noivo, pois mesmo sendo grandes amigas, Barbara sempre perdia as chances de conhecer o noivo de Renata.
Mais tarde, Barbara foi ao mercado fazer compras, e como não era muito boa na cozinha, preferiu encomendar a comida e compraria apenas algumas bebidas. Mesmo fazendo isso, não conseguia tirar Ricardo da cabeça, ele sempre vinha a sua mente, até que ela pensou:
- Eu devo estar ficando louca mesmo, faz tanto tempo, me deixa ir logo pra casa, fazendo a faxina eu vou tirar isso da cabeça! Ainda bem que meu apartamento é pequeno, se não eu não estaria em bons lençóis!
Ao chegar em casa, Barbara começou a faxina e depois de duas horas ela tomba sobre o sofá e pensa consigo mesma:
- Tenho que limpar essa coisa a cada dois meses, se eu continuar assim, vai demorar dois anos da próxima vez!
O relógio já marcava 18h30min e Barbara preparava a mesa com a comida que tinha acabado de ser entregue. Ela queria deixar tudo perfeito.
Após isso, escolheu um vestido simples e confortável, afinal, era só um jantarzinho com a amiga em seu apartamento.
Tomou um banho e se aprontou em tempo recorde, pois já era 19h30min. Tudo pronto; era só esperar os dois chegarem. Ás 19h45min soa a campanhinha.
Ela abre a porta e olha para Renata, mais seus olhos parecem não acreditar, ela gelou e pensou aflita:
- Não pode ser! Ri… Ricardo!

Novo livro – Antologia de Arthur Lucena

E aí galera do blog!

Então, como o prometido, estou eu aqui, para mais um post bacana… Dessa vez, resolvi trazer para vocês uma ideia interessante que tive em relação as minhas obras publicadas no Clube de Autores. Então vamos lá:

Após quase um ano de blog, confesso que já tive contato com muitos leitores que admiraram o meu trabalho como escritor. Entretanto, hei de confessar – e essa também é a opinião de vários de meus leitores – que o preço das obras é muito caro. Esse “fator agravante”, para dizer bem a verdade, não é culpa minha (os meus direitos autorais por cada obra são mínimos, acreditem! rsrsrsrs), e também não é culpa da editora (Clube dos Autores); aliás, o Clube desempenha um papel muito interessante de fornecer impressões sob demanda; não encontramos muitos serviços como esse na internet. O fato é que, como é comprado apenas uma obra por vez, o preço encarece mesmo, e não há como mudar. Ou, pelo menos, assim eu pensava.

Tentando encontrar uma maneira de agradar aos leitores, e, ainda assim, fazer uma publicação que possa ser impressa (diferente de publicar em um blog), encontrei uma maneira bem agradável de ser resolver esse problema: acabo de publicar, no Clube, mais uma obra. Chama-se Antologia de Arthur Lucena, que, como o termo “antologia” sugere, é o conjunto das minhas três obras publicadas (A Lenda de Avalon – A Espada do Rei, Magic e S.O.S. – Código Azul). Assim, com as três obras impressas juntas, o preço sai bem mais em conta!

O conteúdo do livro é exatamente o mesmo que as obras separadas; portanto, a Antologia possui 347 páginas. Agora, acompanhem o raciocínio de economia na compra:

1 Exemplar de A Lenda de Avalon – A Espada do Rei = R$34,90

1 Exemplar de Magic                                                   = R$29,90

1 Exemplar de S.O.S. – Código Azul                             = R$32,90

.                                                              TOTAL: R$ 97,70


Agora, um exemplar de Antologia de Arthur Lucena = R$ 44,90 !

Ou seja, é uma redução de mais de 50% do preço! ;p

Lembrando que há também a opção de adquirir a obra como Ebook; como eu já havia dito anteriormente, padronizarei todos os meus Ebooks para o valor de R$ 9,90, ok? Então, é possível adquirir o Ebook da Antologia por R$ 9,90!

Ah sim, vale lembrar também que qualquer dúvida sobre como adquirir as obras, basta entrar em contato comigo no meu email: contato.arthurlucena@gmail.com , ok? Valeu galera!

Para adquirir a obra, seja no modelo impresso ou no digital (ebook), clique na imagem abaixo:

 

Dicas de Livros – O Longo Caminho

E aí galera!

Nossa, quanto tempo que eu já não escrevo aqui no blog! Pois é, ando meio ocupado com os estudos… Mas vamos lá, porque depois dessas duas semanas, confesso que tenho muitas coisas para falar…

Bom, por hoje, três novidades:

1º: a divulgação de um livro muuuuito interessante – vocês vão ver! – do qual eu tomei conhecimento por um email do autor (lembrando que quem quiser ter seu livro divulgado aqui no blog, ou precisar de alguma ajuda literária, é só me escrever: contato.arthurlucena@gmail.com);

2º: uma mudança na frequência dos meus posts no blog; assim eu vou ficar sumido por tanto tempo!

3º: uma breve chamada para um interessante artigo que publicarei aqui no blog em breve… ;p

Então vamos lá!

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DICAS DE LIVROS – O LONGO CAMINHO

Bom, eu já disse isso algumas vezes aqui no blog, mas não custa repetir: eu estou sempre me surpreendendo com os escritores dos quais tenho notícia pelo meu email. Já foram váááárias histórias diferentes, que se fossem narradas em um livro, daria um best-seller. Aliás, é mais ou menos sobre isso essa dica de livro.

O livro chama-se O Longo Caminho, de Henrique Van Biene. E vejam só que história emocionante: ele foi um sobrevivente do holocausto e escreveu o livro contando sua trajetória. Em 2008 conseguiu publicar o livro de forma independente, e ele está à venda na Livraria Cultura. Confiram a sinopse:

Release

O Longo Caminho narra a história de um menino que enfrentou fome, frio, pobreza, discriminação e perseguição devido à sua origem judia, mas conseguiu chegar à idade madura como um vencedor.
Cruzou o mundo sozinho, trabalhando em diversas profissões, fugindo da guerra e do nazismo, construindo e perdendo famílias, até se firmar no Brasil. Em nosso país, encontrou paz, amor, tranquilidade, e finalmente um lugar para permanecer, criar os filhos e adotar como lar até a sua “passagem” para a eternidade.
Essa longa trajetória é contada de forma autobiográfica, permitindo que o leitor tenha uma visão sensível de fatos históricos, a partir dos medos, anseios, dúvidas e sonhos de um personagem real. Além das conhecidas histórias dos campos de concentração, Henrique Van Biene leva o leitor a refletir sobre a luta pela sobrevivência num cenário tão hostil.

Alguns links importantes sobre a obra:

Site www.olongocaminho.com.br

Leia o 1º capítulo em PDF clique aqui

Para comprar na Livraria Culturaclique aqui

A Saga para publicar o livro clique aqui

A opinião de quem já leu o livro clique aqui

Recomende a um amigo clique aqui

Livro no Faustãoclique aqui

Para comprar na Livraria Culturaclique aqui

twitter: @olongocaminho

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Beleza, galera! Agora deixe-me contar a vocês como passará a funcionar os posts daqui em diante: como durante a semana eu não estou mais conseguindo tempo para os posts, resolvi tornar os posts, antes diários, em posts semanais. Todo fim de semana, provavelmente no sábado de manhã, vou colocar alguma novidade aqui no blog… Assim, todos ficam sabendo quando os posts vão acontecer, e podem acessar o blog crentes de que haverá um post novo a ser lido no fim de semana. Valeu galera!

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Bom, agora a última novidade, mas não menos importante: há algumas semanas, entrei em contato com a Rafaela Rocha, do blog Ei, Olha Meu livro! (já falei deles algumas vezes aqui no blog). Ela está, agora, oferecendo aos escritores, um serviço gratuito de resenha de livros. Basta apenas enviar uma cópia do livro para ela! Eu já enviei o original de cada um dos meus três livros, e, em breve, ela fará uma resenha de cada um deles, que colocarei aqui no blog. Além disso, eu também farei uma resenha da obra dela, Escapismo! Estou terminando de ler um outro livro agora (Nélida Piñon – O Calor das Coisas), mas logo que acabar, vou começar a ler Escapismo, e publicarei a resenha, aqui mesmo, no blog.

Valeu galera! Desculpem-me pelo desaparecimento súbito, mas agora voltamos com tudo!

Até mais!

A Lenda de Avalon – Todos os Capítulos

E aí galera!

Ufa! Esse início de aula anda bem corrido… Mas eu sempre dou um jeito de escrever um pouco… Bom, já faz quase uma semana que eu terminei de postar todos os capítulo do meu  primeiro livro, A Lenda de Avalon – A Espada do Rei, aqui no blog. Então, achei que o post de hoje poderia ser útil para “localizar” os leitores aqui do blog que querem se aventurar pela obra… Abaixo, deixo o sumário do livro: basta clicar no capítulo a ser lido, que ele aparecerá na tela. Valeu!

SUMÁRIO (basta clicar no capítulo a sua escolha):

CAPÍTULO I – VITÓRIA

CAPÍTULO II – O LACRE MÁGICO

CAPÍTULO III – UM REINO EM GUERRA

CAPÍTULO IV – TEMPOS DE GUERRA

CAPÍTULO V – ATAQUE EM MAZERA

CAPÍTULO VI – GOBLINS

CAPÍTULO VII – POR FAVOR, ME ENSINE A LUTAR

CAPÍTULO VIII – O CAMINHO PARA KWÖN

CAPÍTULO IX – MORGANA

CAPÍTULO X – O MAPA DE ARTHUR

CAPÍTULO XI – O EXÉRCITO DE AARON

CAPÍTULO XII – SAOHR

CAPÍTULO XIII – FORAGIDOS

CAPÍTULO XIV – NAS PROFUNDEZAS

CAPÍTULO XV – STRAWS E GALATHA

CAPÍTULO XVI – A FLORESTA CASTOMURRO

CAPÍTULO XVII – AS RUÍNAS DE COLOSTA

CAPÍTULO XVIII – VISITA INESPERADA

CAPÍTULO XIX – EXPLICAÇÕES

CAPÍTULO XX – A CIDADE DAS BATALHAS

CAPÍTULO XXI – COMEÇA A BATALHA!

CAPÍTULO XXII – O EXÉRCITO DO REI

CAPÍTULO XXIII – O CAVALEIRO NEGRO

CAPÍTULO XXIV – RUÍNAS DA GUERRA

CAPÍTULO XXV – NOVO CONFRONTO

CAPÍTULO XXVI – O FILHO PERDIDO

CAPÍTULO XXVII – O PASSADO GANHA VIDA

CAPÍTULO XXVIII – A VERDADEIRA BATALHA

CAPÍTULO XXIX – O NOVO REI

Volta às Aulas!

E aí galera!

Bom, confesso que hoje venho um tanto entristecido escrever aqui no blog… Acontece que amanhã, dia 7 de fevereiro de 2011, as aulas no colégio recomeçam. É… Ser escritor e estudante colegial não é fácil não! E ainda mais esse ano que terei preparação para os vestibulares que virão… 3º ano, como passou rápido!

Mas vamos ao que realmente interessa: com toda a carga horária que será “despejada” no meu dia-a-dia, talvez não consgia postar diariamente como estava postando nas férias. Mas fiquem tranquilos: sempre que puder, faço algum post!

Valeu galera! Um ano bom para os estudantes que estão voltando agora, e um ano bom também para os árduos trabalhadores que mal férias tiveram.

Até a próxima!

Novidade – Os Ebooks de Arthur Lucena

E aí pessoal!

Então, hoje vim comentar sobre uma novidade do Clube de Autores – editora online onde eu publico minhas obras – lançada bem recentemente. Até o mês passado, a única forma de compra disponível pelo Clube era o formato impresso; e, em razão dos preços de impressão, a obra acabava ficando com um preço um pouco “salgado”. De qualquer forma, o Clube dos Autores inovou e já colocou no ar uma nova ferramenta: a comercialização das obras em ebooks.

Ebooks são, na tradução literal do inglês, livros eletrônicos. Possuem o mesmo conteúdo de texto que o livro impresso; a diferença é que este é baixado no computador, em formato PDF, e lido diretamente no PC. E qual a vantagem de se adquirir um ebook? Simples: como não há custos de impressão, o preço da obra fica bem mais barato.

O site dominiopublico.gov.br conta com várias obras nacionais disponibilizadas em ebook; já li algumas, e confesso: a diferença entre ler uma obra impressa e uma obra virtual é menor do que imaginamos.

Para quem gostou da ideia, deixo aqui os links dos ebooks dos meus livros no Clube de Autores. Basta clicar na capa do livro a sua escolha, e você será redirecionado para a página do livro no site da editora. Para adquirir o ebook, basta selecionar a opção referente a ele (existem duas opções apenas: impresso ou ebook). Como, nos preços do ebook, não há grande importância do número de páginas, consegui padronizar os preços das minhas três obras em R$ 9,90. Considerando que os bons livros impressos não custam menos do que R$ 20,00 (com raras exceções), creio que esteja bem em conta, não é mesmo? Valeu galera!

Dicas de Livros – Tratado de Toxicologia Ocupacional

Bom dia galera!

Novamente fugindo um pouco à rotina do blog de divulgar literatura ficcional, venho hoje contar-lhes sobre mais um livro que tomei conhecimento ontem mesmo: Tratado de Toxicologia Ocupacional. A autora, Suelen Queiroz, estudante de medicina da UFPR, entrou em contato comigo pelo meu email, e me explicou detalhadamente do que se trata a obra.

Abaixo segue o texto na íntegra:

A OBRA:

Uma obra inovadora que aborda a questão das doenças do trabalho com ênfase no procedimento diagnóstico e nas medidas jurídicas para assegurar a proteção dos trabalhadores expostos a agentes químicos e físicos em ambiente laboral.

A obra é revolucionária na medida em que ressalta a importância da segurança no trabalho, bem como exames médicos ocupacionais periódicos. Em análise epidemiológica das doenças ocupacionais concluiu-se que mais de 90% dos profissionais brasileiros em diversos ramos do mercado de trabalho já sofreram acidentes ou apresentaram quadros patológicos em ambientes de trabalho. Esta obra auxilia a esclarecer quais os procedimentos jurídicos e médicos para resguardar a saúde do trabalhador.

Foi baseado na experiência de relatos de casos clínicos , e em obras técnicas científicas como: na obra do Drº:Irineu Antônio Pedrotti,”Doenças profissionais ou do trabalho” e no livro “De Morbis Artificum Diatriba “ ,do médico Bernardino Ramazzini,em que pode-se encontrar, além da agudeza das observações, uma sutil critica de costumes. Em função da importância de seu trabalho, recebeu da posteridade o título de pai da Medicina do Trabalho. Ramazzini, antecipando alguns conceitos básicos da Medicina Social, enfatizou a importância do estudo das relações entre o estado de saúde de uma determinada população e suas condições de vida, que estavam, segundo ele, na dependência da situação social.

Em 1700, foi publicado, na Itália, um livro, cujo autor era um médico chamado Bernardino Ramazzini, que teve repercussão em todo o mundo, devido à sua importância. Nesta obra, Ramazzini descreve cinquenta profissões distintas e as doenças a elas relacionadas. É introduzido um novo conceito por Ramazzini: “Qual é a sua ocupação?”. Hoje, poderíamos interpretar esta pergunta da seguinte forma: “Digas qual o seu trabalho, que direi os riscos que estás sujeito”. Por essa importante obra, Bernardino Ramazzini ficou conhecido como o “Pai da medicina do Trabalho”.

Na época da publicação deste livro, as atividades profissionais ainda eram artesanais, sendo realizadas por pequenos números de trabalhadores e, consequentemente,os casos de doenças profissionais eram poucos, ou seja, pouco interesse surgiu com relação aos problemas citados na obra de Ramazzini.

No século XVIII, surge então, quase um século mais tarde, na Inglaterra, a Revolução Industrial, um mo0vimento que iria mudar toda a concepção em relação aos trabalhos realizados, e aos acidentes e doenças profissionais que deles advinham. As primeiras fábricas foram instaladas próximas aos cursos d’água, pois as máquinas eram acionadas através da energia hidráulica; devido a esta localização, tinha-se uma escassez de trabalhadores. Com o aparecimento da máquina a vapor, as fábricas puderam ser instaladas nas grandes cidades onde a mão-de-obra era conseguida com maior facilidade..

Como a produção estava em primeiro lugar, não havia limites de horas de trabalho, sendo utilizado bicos de gás para o horário noturno. Nos ambientes de trabalhos haviam ruídos provocados por precárias máquinas,altas temperaturas, devido à falta de ventilação, iluminação deficiente, etc. fatores esses, que contribuíam para o elevado número de acidentes, pois, até as ordens de trabalho na produção não eram escutadas pelo trabalhador, devido ao elevado nível de ruído.

O modo habitual de vida moderno em que consiste na agilidade e rapidez no desenvolvimento de tarefas ocupacionais podem provocar doenças. Em virtude de maus hábitos alimentares,estress,entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento de patologias que se desenvolvem no organismo ,como por exemplo a depressão , distúrbios de comportamento, LER (lesão do esforço repetitivo). a necessidade de exames periódicos médicos ocupacionais em trabalhadores expostos a agentes físicos e químicos, bem como a fiscalização efetiva dos equipamentos individuais de segurança no trabalho.

A importância de proteger a saúde do trabalhador brasileiro ,através de medidas de segurança ocupacional que consistem em exames médicos periódicos e aplicação efetiva de EPI(equipamento de proteção individual);

A obra contempla desde Aposentadoria especial ,questões previdenciárias ,acidentes do trabalho ,diagnóstico de doenças ocupacionais. Auxiliando profissionais e pacientes na proteção da saúde e do direito trabalhista.“Qual é a sua ocupação?”. Hoje, poderíamos interpretar esta pergunta da seguinte forma: “Digas qual o seu trabalho, que direi os riscos que estás sujeito”. Bernardino Ramazzini, o “Pai da medicina do Trabalho”.

Na lista dos fatores de risco profissionais, os fatores de risco químico ocupam o primeiro lugar, com 100 000 substâncias conhecidas (incluindo 400 cancerígenas), seguidos de 200 agentes biológicos, 50 fatores físicos e 20 condições ergonómicas adversas. As substâncias alergénicas, que não estão subordinadas aos agentes químicos ou biológicos, são nomeadas em 3000 entradas. Segundo as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), morrem anualmente cerca de 2,2 milhões de pessoas vítimas de acidentes ou doenças profissionais, em todo o mundo. Registam-se ainda, a nível mundial, cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho e 160 milhões de vítimas de doenças profissionais, por ano. A OIT estima, além disso, que 4% do produto interno bruto mundial se perde em consequência dos acidentes e doenças relacionados com o trabalho. A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é um exemplo de doença causada por um agente biológico com potencial para provocar uma pandemia, podendo, por isso, contribuir fortemente para as doenças acima referidas. As doenças causadas pelo trabalho devem ser identificadas e as suas vítimas adequadamente compensadas. Há que tomar medidas de prevenção e proteção no local de trabalho para evitar o desenvolvimento dessas doenças. As doenças profissionais são normalmente definidas pela legislação nacional. A OIT define várias doenças profissionais numa série de convenções .

Agora, a ficha técnica do livro:

TRATADO DE TOXICOLOGIA OCUPACIONAL SUELEN QUEIROZ

Autora: Suelen Queiroz

I.S.B.N. : 9788578937317

Páginas: 498

Peso: 601 Gramas

Alugar

Preço Livro Virtual: R$ 25,65

Comprar

Preço Edição Impressa: R$ 85,52

acessem: wwww.biblioteca24X7.com

SAC: (11) 3259-4224

Na obra encontram-se informações que constituem a formação do conhecimento das doenças ocupacionais. Desde a antiguidade greco-romana, o trabalho já era visto como um fator gerador e modificador das condições de viver, adorecer e morrer dos homens. Trabalhos de Hipócrates chamavam a atenção para a importância do ambiente, da sazonalidade, do tipo de trabalho como fatores determinantes na produção de doenças.

A OBRA TRATADO DE TOXICOLOGIA OCUPACIONAL APRESENTA:

1-PRIMEIRA PARTE:

O contexto histórico das doenças ocupacionais;

2-SEGUNDA PARTE:

Agentes patogênicos causadores de doenças profissionais;

3-TERCEIRA PARTE:

Regulamento dos benefícios da previdência social;

4-QUARTA PARTE:

REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

ANEXO IV

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES NOCIVOS

Sobre a autora:

Dados pessoais:

Título Sr(a), Dr(a), Prof(a):estudante de medicina(4º período)

Nome: Suelen Queiroz

Nacionalidade: brasileira

Profissão: estudante universitária -Universidade Federal do Paraná-

Cargo: estudante

Dicas de Livros – Como se Livrar da Violência: aprenda a se proteger, previna-se e preserve-se

E aí galera!

Bom, como terminei ontem mesmo de postar tooodos os capítulos do meu primeiro livro A Lenda de Avalon – A Espada do Rei (espero que tenham gostado), hoje já estou voltando com os posts “normais”. E para começar bem fevereiro, um post de Divulgação de Livro. O autor Roberto Guimarães me escreveu há alguns dias atrás, e achei muito interessante a iniciativa: chama-se Como se Livrar da Violência: aprenda a se proteger, previna-se e preserve-se.

Como eu dizia anteriormente, achei muito interessante a iniciativa. Já é difícil, hoje em dia, encontrarmos pessoas preocupadas com a cultura do nosso país, seja na literatura ou em qualquer outro seguimento; não que não encontremos pessoas do ramo, mas, em proporção com a população, é apenas uma mísera parte. E o autor, Roberto Guimarães, além de dar a sua contribuição na Literatura, ainda escreve sobre um tema como a Violência, numa tentativa de conscientização da população. Merece minha admiração! ;D

Abaixo segue uma pequena sinopse, divulgada no próprio site do livro:

A Insegurança hoje em dia tornou-se uma rotina nas nossas vidas. Seja no nosso ambiente Familiar, Lazer e Trabalho, não existe mais tranqüilidade, onde quer que a gente vá ou esteja, ela sempre está presente, são assaltos, sequestros, homicídios, “chegadinhas e saidinhas bancárias”… Então eu lhe pergunto: como se livrar da violência?

Eu tenho a solução: a Prevenção. E o que é a prevenção? É você trabalhar o “antes que aconteça”, pois depois que acontece, na maioria das vezes, não tem volta (homicídios). Por isso, Previna-se e Preserve-se, conheça o conteúdo desse Livro através do Sumário e veja quantas Dicas importantes ele contém, dicas que, com certeza, ajudar-lhe-ão muito a evitar esse tipo de ocorrência no seu dia a dia. “Sumário

Por isso: ¨ CUIDADO! A PROXIMA VÍTIMA PODE SER VOCÊ! PREVINA-SE E PRESERVE-SE ¨. “Comprar

Parabéns Roberto, pela iniciativa! E você, leitor? Quer saber mais sobre essa obra? Acesse o site oficial (http://www.comoselivrardaviolencia.com.br/)! Valeu!

Capítulo XXIX – O Novo Rei

 

CAPÍTULO XXIX – O NOVO REI

 

Sim, o fim é apenas o começo de uma nova história! exclamou Aaron, com as vestes toda manchada e embarreada, extasiado. Agora, ali estava ele, sendo homenageado pelo povo, contando sobre como ele e o exército haviam, heroicamente, vencido a guerra. Arthur encontrava-se ao seu lado, incentivando-o no discurso; o povo ouvia silenciosamente toda a narração.

Quando Aaron terminou, todos se mantiveram quietos por mais alguns instantes; subitamente, uma única palavra foi ouvida entre a multidão: – Rei! disse um homem. Em seguida, várias pessoas começaram a segui-lo; diziam repetidamente, enquanto Aaron olhava para Arthur, confuso, sem entender o que acontecia:

– Acho que eles clamam por você – disse o jovem para Arthur.

Arthur colocou a mão sobre o ombro do rapaz. – Não, meu jovem, eles clamam por você – disse ele. – O meu reinado já se extinguiu há dois séculos; agora é tempo de outro assumir o poder; e pelo que vejo, esse alguém é você.

Momentos depois, Merlin trazia do salão real uma coroa, a qual colocou sobre Aaron, diante dos aplausos do povoado.

– Parabéns, garoto! – disse o feiticeiro, enquanto colocava o símbolo da realeza.

***

Os dois dias que se seguiram foram marcados pela alegria de Aaron. Depois de quase sete meses se aventurando, ele finalmente terminara sua missão, com uma recompensa incomparável. – O que Safir dirá quando souber disso? – pensou ele, enquanto vestia-se para sua formal cerimônia de coroação que aconteceria logo à noite. Os empregados do castelo lhes forneceram roupas finas e delicadas, de qualidade que Aaron jamais provara antes; para o banquete da cerimônia de coroação, Merlin encarregou-se dos preparativos: toda a corte seria convidada, além de Lagorn e Hefnna.

A coroação foi como Aaron esperava: estavam todos, guerreiros, soberanos e lordes do reino, reunidos no grandioso salão real, quando um dos guardas reais soou a trombeta. Aaron entrou, acompanhado por Galatha, desfilando por um longo corredor. Ao final da trajetória, encontravam-se Arthur e Merlin, vestidos com luxuosas roupas, aguardando para colocar-lhe o manto real.

– Que você represente para o reino tudo o que este povo merece – disse Arthur, enquanto colocava-lhe o manto. – Agradeço-lhe novamente por sua coragem, e devo despedir-me para sempre.

Aaron estranhou: – Despedir? Para onde vai? – perguntou ele.

– É hora de eu viver o final de vida que eu nunca tive – disse o antigo rei. – Quero passar os próximos anos vivendo junto ao povo que eu tanto amei.

O banquete teve início logo após a coroação. A mesa estava farta, todos se deliciaram com o jantar. Em certo momento, Merlin chamou Aaron, que conversava com dois cavaleiros de Titanius, para avisar-lhe sobre alguns assuntos.

– Aaron, devo lembrar que este é também o último dia de Leonel, Ivain, Gareth e Safir conosco – disse o feiticeiro com seriedade. – Despeça-se deles logo.

– Eles precisam mesmo ir? – perguntou Aaron, entristecido. – Não podem ficar?

– Sinto muito, mas a nossa missão já acabou – respondeu o feiticeiro. – É hora de eles voltarem para o lugar de onde pertencem. Isso me lembra de uma coisa… Aaron, tem alguém que quer vê-lo por alguns momentos…

Dito isso, o feiticeiro levou Aaron até a enfermaria do castelo. Safir estava lá.

– Safir! É bom vê-lo, meu amigo! – exclamou Aaron, contente.

– É bom vê-lo também, garoto – disse o cavaleiro, com uma voz quase que inaudível. – Sempre soube que conseguiria. É uma pena que tenhamos que partir logo.

– Não diga isso! Vamos aproveitar esses últimos momentos então – pediu Aaron. – Espere um pouco, trarei algum quitute para nos deliciarmos e conversarmos.

Na manhã seguinte ao banquete, Aaron despediu-se dos quatro cavaleiros. A cena entristeceu a todos, mas era preciso. Por sorte, Galatha e Merlin traziam uma notícia que alegrou um pouco Aaron:

– Aaron, se você permitir, decidimos reassumir o laboratório do castelo – disse o feiticeiro. – Eu e Galatha trabalharemos juntos para o que for necessário.

– Isso é muito bom! – respondeu Aaron, contente com a novidade. – Aliás, Hefnna e Lagorn também vão se mudar para Camelot, e meu irmão diz que quer aprender tudo o que puder sobre magia e criaturas mágicas!

Todos riram. – Pode deixar que lhe ensinaremos tudo! – respondeu Galatha. – Ele será meu primeiro pupilo.

– Bom, já é hora de irmos; tenho muito a fazer para consertar o reino: Ostheros deixou tudo por aqui uma bagunça! – exclamou Aaron.

– Que governante aplicado! – disse Galatha, irônica. – Já quer mudar o reino todo em tão pouco tempo!

– Estou apenas começando! – disse o jovem erguendo Excalibur, que guardava sempre presa à cintura.

 

- FIM -

 

Capítulo XXVIII – A Verdadeira Batalha

 

CAPÍTULO XXVIII – A VERDADEIRA BATALHA

 

Durante poucos segundos, a guerra parou: foi quando todos perceberam a chegada de Arthur e Aaron. Nem mesmo Lancelot conteve a surpresa do ressurgimento do rei.

– Não! Você não pode estar aqui! – exclamou Lancelot, raivoso. – Esse garoto não pode ter conseguido!

– Mas conseguiu, meu caro Lancelot. E é bom estar preparado para o combate – respondeu o antigo rei.

– Pois estou! Veja só o meu poder! – anunciou o guerreiro, enquanto corria agilmente de encontro a Arthur, procurando atingi-lo com sua espada; um ruído metálico foi ouvido quando duas espadas se chocaram: Lancelot foi interrompido por Aaron e Excalibur, que continuava a arder no fogo.

– Eu serei seu oponente, Lancelot! – bradou Aaron, sério. – Agora você verá qual é o poder de um verdadeiro cavaleiro!

Com uma velocidade quase que impossível de ser percebida, Aaron atingiu Lancelot na armadura; com as vestes em chamas, Lancelot foi obrigado a recuar e a apagar o fogo. – Como pode? – perguntou Lancelot, alarmado. – Nem mesmo vi seus movimentos! Mas não há problemas; também tenho meus truques.

No mesmo instante, o guerreiro negro colocou o elmo novamente, e partiu na direção do jovem. As espadas novamente colidiram, com um força tão poderosa que jogou todos os presentes para longe. Jamais uma batalha havia reunido tamanho poder. Lancelot correu novamente de encontro ao rapaz, chocando as armas novamente; no entanto, com um ardiloso golpe, o guerreiro chutou as pernas de Aaron, que desequilibrou e caiu sobre o chão duro.

– Agora você é meu! – gritou Lancelot, brandindo sua espada para cravá-la no peito de Aaron. Felizmente, o jovem foi mais rápido, e, com um golpe sagaz, jogou a espada do inimigo para longe. Agora, apenas ele possuía uma arma em mãos. Aaron apontou a espada sobre o pescoço de Lancelot, ameaçando feri-lo se ele se movesse.

– Vejam todos! – exclamou ele, para todos os combatentes. – Aqui está Lancelot, vencido por Excalibur!

O que se passou a seguir foi rápido. Os poucos guerreiros inimigos que ainda sobravam, vendo a derrota de seu líder, se renderam. Lancelot foi desarmado, e Merlin encarregou-se de vigiá-lo para que ele não se libertasse.

Juntos, todo o exército que sobrou partiu para Camelot, com o objetivo de destronar Ostheros. Durante a noite, Aaron foi ver Hefnna em uma das tendas.

– Está melhor, meu irmão? – perguntou Aaron, que soube que Hefnna ficara adoecido nas masmorras.

– Aaron! Como é bom vê-lo, meu irmão! – disse o garoto. – Você viu? Arthur está lá fora! O que diria o papai se visse isso!

Aaron riu da alegria do irmão. – É bom vê-lo feliz – disse ele, saindo da cabana.

Quando chegaram a Camelot, surpreendentemente, nenhum dos guardas tentou impedi-los no caminho para o salão real; todos respeitavam Arthur muito mais do que o atual rei.

Ostheros encontrava-se sentado no trono, no fim do salão real. Ele estremeceu quando viu Arthur entrando.

– Guardas! Prendam esse impostor! Arthur jamais poderia ser libertado de um feitiço tão poderoso por um jovem tão insignificante! – esbravejou ele. Contudo, nenhum dos guardas veio ao seu auxílio; ele estava acabado.

Arthur e Aaron finalmente chegaram até o trono. – Ostheros! Ordeno que saia deste assento agora mesmo! – exclamou Arthur, sério. Ele sabia que o rei temia sua presença mais do que qualquer outra coisa. – Por favor, deixe-me ficar! Eu prometo que serei melhor para o povoado! – pediu Ostheros, já submisso a Arthur.

– Sinto muito, meu caro: você já teve a sua chance. – respondeu Arthur, enquanto chamava Gareth e Ivain. – Em nome da ordem dos Cavaleiros, eu, Arthur, eterno rei de Camelot, ordeno que este homem seja levado até as masmorras, pois assim também ordena o povoado!

 

Capítulo XXVII – O Passado Ganha Vida

 

CAPÍTULO XXVII – O PASSADO GANHA VIDA

 

Não demorou muito para que Aaron encontrasse o templo. Esquecido através dos séculos, o lugar estava todo revirado. Mesmo assim, o jovem conseguiu identificar claramente onde ficava o altar do templo. Cautelosamente, ele dirigiu-se para lá; levou um susto quando identificou uma espada com desenhos idênticos ao de sua bainha: Excalibur. De repente, a bainha soltou-se do cinto de Aaron e encaminhou-se para o altar; uma incrivelmente forte explosão de energia empurrou o jovem contra uma das espessas paredes do templo. Aaron tentou se levantar; foi quando percebeu um homem que estendia sua mão para ajudá-lo. A sua frente, carregando Excalibur, estava o grande Rei Arthur.

– Sempre soube que você conseguiria – disse Arthur, enquanto ria do olhar apalermado de Aaron. – Estive ciente, em todos os momentos, do que você passou, e quero que você receba meus mais sinceros agradecimentos por sua coragem. Você foi mais valente do que qualquer outro guerreiro que eu já conheci – disse o rei.

– Já que você já sabe de tudo o que aconteceu, é melhor que corramos para ajudar Merlin e Galatha; Lancelot é muito poderoso – lembrou Aaron, enquanto dirigia-se para a entrada do templo. De súbito, Arthur segurou o braço do rapaz:

– Espere só um momento; eu quero que entenda tudo o que aconteceu; você tem o direito de saber – disse o rei. – Quando fui, em uma expedição, procurar pelo meu jovem filho Yunnór, há dois séculos, eu o encontrei, junto a Lancelot e Guinevere. O covarde guerreiro fugiu, levando a mulher e deixando a criança para trás, e eu, temendo que pudessem acontecer coisas piores, entreguei-o para um casal de mercadores que eu conhecia em Mazera.

– Eu entendo suas razões, caro rei – respondeu Aaron, enquanto corria para fora do lugar. – Mas devemos nos apressar! Já pode ser tarde para você vencer Lancelot!

– Não serei eu quem fará isso – disse Arthur, entregando Excalibur para o garoto. – Tome, ela lhe pertence agora. Creio que sabe o que fazer com ela.

Aaron estava incrédulo. – Como que eu vencerei Lancelot? Já tentei; foi inútil! Não sou páreo para ele.

– Sim, você é – respondeu Arthur. – Acontece que Lancelot está usando de feitiços sinistros para ficar mais forte; você só precisa aprender a igualar as forças de vocês dois – dito isso, Arthur tocou levemente a lâmina de Excalibur, o que fez com que ela ardesse em chamas. – Agora vá! Você pode vencê-lo!

 

Capítulo XXVI – O Filho Perdido

 

CAPÍTULO XXVI – O FILHO PERDIDO

 

Aaron fechou os olhos, preparado para um novo ataque; foi quando ouviu um novo estrondo: Lancelot fora atingido por Galatha, que apontava seu cetro para ele, enquanto carregava o irmão de Aaron, Hefnna, entre os braços. – Corra, Hefnna! Esconda-se! – disse ela, liberando-o. – Lancelot! Que desprezível surpresa! – disse ela, com rancor.

Lancelot recompôs-se, nada surpreso com o aparecimento da feiticeira. – Eu já imaginava que aqueles Goblins inúteis não seriam capazes de vigiá-la! – disse ele, sibilante. – Mas não há problema: acabarei eu mesmo com você!

Enquanto Lancelot e Galatha guerreavam, Aaron e Merlin tiveram tempo para recuperarem o fôlego e se aproximarem. – Aaron, já é hora de você saber a verdade – exclamou Merlin, sério. – Que verdade? – perguntou Aaron, confuso. Ele não entendia o que Merlin poderia estar escondendo.

– Descobrimos isso há pouco tempo, no combate em Alvendra; entenda que, se eu soubesse disso antes, teria te poupado de certos problemas. Lembra-se de quando você deteve Lancelot naquele dia? Com aquele escudo de energia? – perguntou Merlin. – Há algo que você deve saber sobre ele; na magia, existem certos feitiços que só podem ser criados por uma geração de feiticeiros; era o caso de Arthur, que aprendeu a fazer este escudo de energia quando recebeu Excalibur.

Aaron ainda não havia entendido o que Merlin queria lhe dizer. – Aaron, se você pode criar tal escudo, isto significa que você é um dos descendentes de Arthur! Isto significa que o filho desaparecido de Arthur, Yunnór, sobreviveu à guerra contra Mordred, e você é fruto de sua geração! Aaron, você é o quarto pergaminho; Arthur sabia que a bainha de Excalibur só poderia pertencer a um de seus descendentes!

O jovem estava paralisado. Jamais pensara sobre tal possibilidade. – Corra, garoto, para o Templo Ignión imediatamente! Libertando Arthur, nós conseguiremos deter Lancelot! Vá! – disse o feiticeiro, enquanto levantava-se para ajudar Galatha que, a essa altura, já sucumbia ao poder do guerreiro negro.

 

Capítulo XXV – Novo Confronto

 

CAPÍTULO XXV – NOVO CONFRONTO

 

Depois de quase um dia de intensa caminhada, o grupo chegou ao seu destino; encontravam-se há poucas milhas de distância do exército inimigo. Diante da expressão cansada e abatida de todos da armada, Merlin e Aaron decidiram que seria melhor que todos aguardassem e atacassem apenas durante a noite, período em que as aranhas conseguem ser mais sorrateiras e dariam melhores resultados em combate.

– É melhor que descanse, meu jovem – aconselhou Merlin, analisando o abatimento de Aaron. – Não conseguiremos muito se estivermos todos fadigados.

Seguindo o conselho do feiticeiro, Aaron recolheu-se para a sua tenda, que as amazonas, gentilmente, haviam acabado de armar. Deitou-se no modesto leito e pensou em tudo o que lhe acontecera nos últimos dias; Safir continuava inconsciente, sendo tratado pelos curandeiros dos minotauros. – Por que tudo tem que ser assim? – pensou ele, quando foi interrompido por uma trombeta que soava no acampamento. Alarmado, correu para descobrir o que acontecia; conseguiu ver um grande contingente de guerreiros aproximando-se rapidamente da armada: algo dera errado; o Cavaleiro Negro e seu exército antecipara o ataque, pegando a todos desprevenidos.

– Vista-se, Aaron! Não temos tempo! – exclamou Merlin, correndo para conversar com as rainhas Shynaga e Helena, o Lorde Dragão e o rei Vandhur.

Minutos depois, estavam todos apreensivos com o início da nova batalha; restavam poucos metros até que o exército inimigo chegasse. Merlin e Aaron decidiram que guerreariam lado a lado, posicionados no campo esquerdo de batalha; Gareth, Leonel e Ivain foram colocados no campo direito para ajudar as amazonas que também estavam ali; os dragões, as aranhas e os minotauros ficariam no centro do campo, onde conseguiriam atingir melhor os oponentes.

– Abaixe-se! – preveniu Merlin a Aaron, quando identificou um machado que voava em sua direção; os Goblins, ogros e humanos do exército inimigo venceram a última linha que separava os dois grupos.

Aaron e Merlin, juntos, venciam sem grandes dificuldades seus adversários; contudo, o mesmo acontecia com o Cavaleiro Negro, que devastava todos os guerreiros que o atacavam; não foi difícil perceber que ele estava se dirigindo ao encontro de Aaron.

– Venha aqui, seu menino imbecil! – disse o inimigo, com uma voz um tanto assombrosa. – Você me venceu da última vez, mas milagres não acontecem duas vezes! Eu vou pegá-lo!

Enquanto Merlin estava ocupado com três jovens Goblins, Aaron distanciou-se, indo na direção do Cavaleiro Negro. – Não, Aaron! Já te avisei que ele é muito forte para você sozinho! – anunciou o Mago, inutilmente.

Aaron já guerreava contra o apavorante guerreiro. O jovem atacou-o com o primeiro golpe que Safir lhe ensinara: girando o seu corpo, rapidamente o jovem desvencilhou-se de um ataque do oponente, e logo após, fincou a espada na direção do peito do cavaleiro; não adiantou: Lancelot aproveitou-se de um momento de distração para chutar para longe sua espada, deixando Aaron a mercê dos seus golpes.

Por sorte, Merlin chegou a tempo de evitar que o cavaleiro concluísse o ataque. O oponente recuou e começou a gargalhar. – Como nos velhos tempos! – disse ele, removendo seu elmo. Merlin ficou surpreso quando descobriu que a sua frente estava nada menos do que Lancelot, o traidor de Arthur.

– Acha mesmo que pode me derrotar? – perguntou ele, irônico. – Aposto que deve estar pensando em como eu sobrevivi há todos esses anos; deixe que eu mesmo esclareço: lembra-se do seu livro de feitiços que desapareceu? EU o roubei! E agora sei de todos os seus truques! Nem você, nem esse seu infeliz pupilo vai conseguir me deter! Eu venci! – Dito isso, Lancelot começou a recitar uma sequência de palavras, que fizeram com que seus olhos assumissem uma coloração avermelhada; Aaron tentou atacá-lo, inutilmente: um campo de força isolava Lancelot dos adversários. O guerreiro negro finalizou o feitiço, fazendo com que um forte choque empurrasse Aaron e Merlin para longe.

 

Capítulo XXIV – Ruínas da Guerra

 

CAPÍTULO XXIV – RUÍNAS DA GUERRA

Trancafiados numa assombrosa cela, Hefnna e Galatha foram despertados pela figura do homem vestido de preto que detivera Galatha na guerra. O cavaleiro negro gargalhava, enquanto removia o elmo de sua cabeça: esvoaçantes cabelos de cor castanha surgiram, juntos a um par de olhos castanhos.

Aaron despertou abruptamente de seu novo sonho. Estava deitado sobre uma cama improvisada em sua tenda. Vozes ecoavam, vindas da cabana ao lado:

– Você nunca nos contou da identidade do garoto, Merlin! – A voz familiar de Leonel soou. – Tudo seria diferente se soubéssemos quem ele era!

– Nem mesmo eu fazia ideia! Arthur nunca deixou que eu me envolvesse nesses seus assuntos! – O mago também parecia bastante agitado.

– Acalmem-se! – A grossa voz de Ivain ecoou também. – Merlin, como está Safir?

– Como Safir está? – A voz do mago aumentou mais ainda. – Gravemente ferido! É assim que ele está!

Subitamente, todos pararam quando viram o jovem Aaron parado sobre a entrada da tenda. – Safir… – Lágrimas encheram os olhos dele quando foi amparado por Ivain.

– Acalme-se, Aaron – o cavaleiro entendia perfeitamente sua dor. – Lembre-se sempre, meu caro amigo: o fim é apenas o começo de uma nova história; e é assim que Safir quer que seja!

– Você não entende! – Aaron desvencilhou-se do amparo do rapaz. – Foi culpa minha! Foi para me proteger que ele está assim! Foi por mim!

– Chega disso! – Gareth finalmente posicionou-se na conversa. – Culpar alguém ou se sentir culpado nunca me levou a nada, e acredito que o mesmo aconteça com vocês!

De súbito, todos pararam de falar e olharam para a entrada da tenda; Anahí, a amazona que os guiara na floresta Castomurro, trazia importantes novidades:

– Merlin! Temos um grande problema em mãos! – disse a mulher, apavorada.

– O que foi, Anahí? O que aconteceu? – perguntou Aaron, recompondo-se do último momento.

– Informaram-nos, há pouco, que um grupo de amazonas foi derrotado próximo ao rio Viohr; acreditamos que o Cavaleiro Negro esteja querendo destruir o Templo Ignión, que fica nas redondezas; ele deve saber que Arthur deve ser libertado lá! – anunciou ela, notícia que deixou a todos alarmados.

Merlin pegou seu cetro, que estava encostado próximo à entrada da cabana, e aproximou de Aaron. – Garoto, eu sei que este não é o melhor momento, mas precisamos partir imediatamente para o templo; não quero nem imaginar o que aconteceria se Ignión fosse destruído. – disse o mago, com tom sério.

O final da manhã passou rápido; ao meio-dia, o exército partiu para o Viohr, liderados por Aaron, Merlin e os outros cavaleiros.

 

Capítulo XXIII – O Cavaleiro Negro

 

CAPÍTULO XXIII – O CAVALEIRO NEGRO

A batalha já persistia por horas, e todos estavam visivelmente abatidos. Um vulto negro destacou-se entre os inimigos. De repente, um grito horrendo foi ouvido. – O mesmo sonho que outrora Aaron tivera, voltou rapidamente em sua memória: o vulto no lado inimigo era do Cavaleiro Negro. – Agora, de quem será o grito? – O jovem pensou, quando viu Gareth, Ivain, Leonel, Safir e Galatha correndo em direção ao feroz inimigo.

– NÃO! Ele vai matá-los, Merlin! Impeça-os! – O jovem guerreiro implorava, enquanto, desesperadamente, descia do cavalo do feiticeiro.

– Pare Aaron! Deixe-os! Você não pode ajudá-los! Ainda não é forte o suficiente! – Merlin gritava, sem sucesso, para que Aaron voltasse.

Galatha, junto a Straws, enviou uma rajada de fogo contra o cavaleiro; rapidamente, o adversário segurou o feitiço com as próprias mãos, enviando-o contra a feiticeira. Galatha tombou na relva desacordada.

Impressionados com a capacidade de luta do inimigo, os quatro cavaleiros resolveram voltar-se para a magia. Safir era quem organizava o feitiço a ser jogado sobre o adversário, mas parou seus planos ao avistar Aaron correndo na direção do cavaleiro negro.

– Aaron! Volte! Você não pode vencê-lo! – Um raio projetou-se de Safir e atacou Aaron, empurrando-o para longe da luta e do perigo; o som metálico da queda de sua espada no chão ecoou pela floresta. Entretanto, o mesmo não aconteceu a Safir: alguns momentos bastaram para que o Cavaleiro Negro aproveitasse a oportunidade e desferisse um golpe contra o experiente guerreiro. Assistindo a cena, Aaron viu o sangue fluir do dorso do amigo que, instantaneamente, caiu contra o chão.

Uma impressionante luz esverdeada surgiu da bainha de Aaron quando o jovem guerreiro agarrou sua espada em meio às plantas; ela projetou um poderoso escudo de energia separando o cavaleiro negro dos outros. Incapaz de quebrar o escudo, o cavaleiro caminhou para sua esquerda; um corpo desacordado estava ali.

– Galatha! Deixe-a! – Gareth gritou, enfurecido com a audácia do inimigo. Mas já era tarde. O cavaleiro correu por entre a floresta, galopando seu cavalo negro com Galatha a tiracolo.

Misteriosamente, o escudo de energia provindo da bainha desapareceu; assustados com tamanho poder, ogros, humanos e goblins correram, escondendo-se por entre a mata: a guerra acabara graças a Aaron.

O jovem, exausto, debruçou-se em uma grande árvore que estava perto de si. A sua frente, avistou o mago correndo em sua direção.

– Aaron! Você está bem? – O mago estava visivelmente assustado. – O que você fez foi… Incrível!

– Acabou? – A voz do jovem cavaleiro mostrava visíveis sinais de exaustão.

– Sim. Acabou, por enquanto – o mago colocou-o entre os braços. – Mas não há muito pelo que comemorar; perdemos muitos guerreiros na batalha; aliás, ambos os lados perderam – mago e cavaleiro olharam para o campo de batalha, destruído e lotado de corpos. No alto, era possível ver a lua, cuja luz já não mais brilhava como outrora. Abruptamente, os olhos de Aaron começaram a fechar, lentamente, até que o cavaleiro desmaiou sobre os braços do feiticeiro.

 

Capítulo XXII – O Exército do Rei

 

CAPÍTULO XXII – O EXÉRCITO DO REI

O Choro de criança chamou a atenção da pobre família que morava naquela humilde casa em Mazera; o berço, na qual o bebê estava, era revestido de ouro, reluzente com o brilho do sol, assim como também brilhava um estranho símbolo, gravado em sua pequenina face. O casal acolheu o bebê, que cessou o choro ao ser confortado no colo.

Aaron foi despertado por Safir, que trazia um escudo e uma cota de malha para o guerreiro. – Venha, vai começar – o cavaleiro o conduziu para fora da tenda. O céu havia escurecido, trazendo consigo o brilho da luz da lua e das estrelas. A batalha, que por seis meses fora aguardada, estava prestes a começar.

Uma multidão de ogros, humanos e goblins passaram rugindo pela última faixa de terra que separava os inimigos das dependências do acampamento. O número de guerreiros era praticamente igual nos dois exércitos, a grande diferença era que os guerreiros do rei estavam melhores equipados que os de Merlin.

O sinal de alerta soou quando a primeira linha de ataque do rei foi pega pela armadilha quente dos caldeirões. Urros de dor ecoaram por toda a floresta. Os guerreiros, agora petrificados, eram pisoteados pelas próximas linhas de ataque, que colidiram com os guerreiros do mago. Aaron, que havia sido aconselhado a se manter cauteloso na batalha, aguardava de fora os acontecimentos. Entretanto, uma rajada de flechas ardentes vindas do lado oposto jogou-o contra os inimigos. Brandindo sua espada ferozmente, atacou o peito desprotegido de dois Goblins que se aproximavam, com suas armas em punho.

Safir, envolvido com a batalha, demorou a perceber a presença de Aaron. Correu para perto dele, a tempo de protegê-lo de um golpe de um ogro. – Cuidado, Aaron. Os ogros são fortes e traiçoeiros; seja extremamente cauteloso com eles – disse o experiente cavaleiro, enquanto desarmava e feria um inimigo ao seu lado.

Gareth, Leonel e Ivain lutavam separados em diversas partes da batalha. Todos trajando armaduras douradas, destacavam-se na multidão. Outra rajada de flechas do inimigo fez com que se escondessem por detrás dos escudos. No entanto, as amazonas estavam prontas para contra-atacar: a nova rajada de flechas foi contra o inimigo, ferindo diversos deles.

***

A manhã chegou, banhada pela violência da batalha. Aaron agora combatia dois ogros que o atacavam pelos lados. Rapidamente, quando ambos os guerreiros estavam prestes a feri-lo com suas espadas, ele deu um salto para trás, fazendo com que eles cravassem suas espadas um no outro. Correu para ajudar duas aranhas, suas aliadas, que lutavam para se libertar de uma armadilha feita pelos Goblins. Cortou as redes que as prendiam e deixou que elas se encarregassem dos pequeninos inimigos.

Apesar de possuírem a mesma quantidade de guerreiros, o exército de Ostheros estava superando o exército de Merlin. A linha de defesa das amazonas arqueiras estava sendo atacada por um grupo de ogros, evitando que elas arremessassem flechas nos inimigos, mas o mesmo não acontecia do lado oposto. Alguns humanos, leais ao rei, arremessavam flechas e mais flechas, ferindo e matando muitas aranhas que, sem escudos para se defender, tornavam-se frágeis a esse tipo de ataque.

A floresta, devastada pela batalha, parecia querer expulsar os invasores. Os animais, assustados, escondiam-se pelos buracos que encontravam no caminho.

Merlin brandia ferozmente seu cajado contra os inimigos. Montado em um cavalo prateado, ele usava toda a sua energia e concentração contra os ogros. Encontrou Aaron enrolado com um grupo de seis Goblins, que tentavam feri-lo com grandes lanças: rapidamente, seus olhos brilharam, e uma luz azulada fez com que raízes, vindas da terra, agarrassem os seis Goblins.

– Suba Aaron, descanse um pouco. Passou a noite lutando – o mago delicadamente puxou-o para cima do cavalo. – Estamos perdendo. O rei deve ter acumulado muitos equipamentos para essa batalha; não somos páreos para eles.

– Nós vimos Titanius inteira reunida para armazenar armas e equipamentos, mago – Aaron limpou o sangue que banhara a lâmina da espada. – Talvez seja melhor nos retirarmos.

Surpreendentemente, uma rajada de fogo vinda dos céus devastou a linha de arqueiros do inimigo. Merlin, assustado, olhou para cima, preparando-se para um novo confronto; quando percebeu a origem do fogo, uma gargalhada escapou da sua boca.

– Veja Aaron! Os dragões vieram! – Mais rajadas de fogo surgiam, e gigantes criaturas pousaram, pisoteando diversos inimigos. Um dragão vermelho pousou ao lado de Merlin e Aaron. O mago, alimentado pelas novas esperanças, agradeceu ao Lorde Dragão:

– É bom vê-lo, amigo. Não esperávamos a sua presença.

– O rei invadiu nossas terras depois de você passar por lá; muitos de meus irmãos foram mortos, mas os restantes concordaram em ajudar vocês – a cauda do Lorde dragão rapidamente levantou-se e desceu, esmagando três adversários.

Em poucos minutos, a batalha mudou de lado. Com a ajuda dos dragões, a vitória estava destinada a Merlin. Entretanto, um vulto vindo do lado inimigo amedrontou mesmo a Merlin e ao Lorde Dragão: um poderoso Cavaleiro Negro, montado em um grande e robusto cavalo, começou a devastar toda e qualquer criatura que se opunha a ele.

 

Capítulo XXI – Começa a Batalha!

 

CAPÍTULO XXI – COMEÇA A BATALHA!

 

Aaron descansava tranquilo quando uma forte luz despertou-o e chamou sua atenção. Era Merlin.

– Meu jovem, venha até aqui! Precisamos conversar – A feição do mago não parecia nada tranquila. Aaron levantou-se, ainda sonolento, e encaminhou-se para o lugar onde a imagem de Merlin estava.

– Caro Aaron, passei os últimos meses, depois que nos vimos pela última vez, a conseguir aliados na guerra que está por vir. O rei não quer permitir que Arthur volte, e tentará evitar isso com todas as suas forças. Portanto, preciso que vocês viajem imediatamente para a floresta Alvendra; o rei e seus aliados se encaminham para lá.

A feição de Aaron perdeu o brilho. – Como assim? E os pergaminhos? E Arthur? E a missão? – Aaron não parecia nada conformado com a nova ordem. – Tudo o que fizemos até agora para libertar Arthur é em vão?

– De forma alguma, meu jovem pupilo – com um gesto de Merlin, a espada de Aaron, que estava encostada junto ao leito do jovem, levantou-se e encaminhou-se até a eles. – Lembre-se que Arthur voltará para restaurar a paz em Avalon, mas de nada adiantará se não houver Avalon a ser resgatada!

A espada de Aaron parou em frente à imagem de Merlin – Agora, meu jovem, venha mais perto e ajoelhe-se. – Merlin pegou a espada entre as mãos e tocou cada um dos ombros de Aaron.

– Devido à coragem e a bravura demonstrada, nomeio-o Cavaleiro da Távola Redonda, da Ordem de Arthur! – Lágrimas escorriam do rosto do guerreiro e molhavam a terra no chão. – Agora vá, e lute por tudo o que você conquistou nesses últimos seis meses. – A surpresa de Aaron fez com que Merlin gargalhasse. – Sim, meu jovem cavaleiro, seis meses já se passaram. Lute! Lute por seus amigos, lute por seu irmão! E lembre-se: não deixe que te digam o que fazer; o seu destino é você quem faz!

Uma luz azulada surgiu, deixando Aaron sozinho. – Lembro-me do dia que Merlin me convocou para essa missão… Espero que algum dia eu consiga terminá-la… – Levantou-se e acordou Safir:

– Levante-se, Safir! Precisamos partir imediatamente! – Aaron falava com seriedade. – E qual o motivo da pressa? – Safir interessou-se pela ordem. – Merlin esteve aqui! Nomeou-me Cavaleiro e disse para irmos imediatamente para a floresta Alvendra; o exército do rei quer nos derrotar!

– Nesse caso, levantem-se! Uma nova missão para nós; direto para a Floresta Alvendra!

Os guerreiros levantaram-se com um salto, prontos para a caminhada. Passaram toda a noite caminhando, acompanhados apenas pela lua e as estrelas. Ninguém se atrevia a começar uma conversa, todos pensavam consigo mesmos sobre o que seria deles nessa batalha. Gareth era o mais pensativo – Ah, meu velho amigo Arthur, se você soubesse pelo o que estamos passando… Aposto que resolveria facilmente o nosso problema, mas, como não está aqui… Teremos que nos arrumar sozinhos desta vez. – E então, o cavaleiro aproximou-se de Galatha e, suavemente, encostou seus lábios nos dela.

– Galatha, esperei fazer isso por muito tempo, e não quero esperar mais! Minha linda feiticeira! – Apesar da surpresa, Galatha retribuiu o beijo. – Não importa o que aconteça, meu bravo guerreiro, estarei sempre junto a você – A feiticeira arrancou um de seus vários anéis e entregou à Gareth. – Tome. Leve isso com você – o cavaleiro aceitou sem reclamar.

Ao amanhecer, o grupo chegou à concentração dos aliados de Merlin. O mago, que já notara a presença deles horas antes de chegarem, aguardava-os na entrada do acampamento:

– É bom vê-lo pessoalmente, Aaron. Vejo que mudou muito desde a primeira vez que nos vimos. Antes, um jovem mimado e descontente com a vida; agora, um cavaleiro destemido e honrado por seus feitos – o mago curvou-se perante os presentes. – Entrem, é hora de conhecerem nossos aliados.

Quando os guerreiros entraram no acampamento, Aaron ficou assustado com a quantidade de guerreiros prontos para a batalha. Centenas de amazonas, aranhas, minotauros e outras criaturas estavam reunidas para ouvir o que Merlin tinha a dizer. O acampamento, apesar de espaçoso, parecia pequeno com todas aquelas criaturas perambulando por ali; apesar das visíveis diferenças entre cada uma delas, havia uma coisa em comum em cada uma: um olhar destemido, pronto para matar ou morrer se fosse necessário.

– Esse é Aaron, o escolhido para libertar o Grande Rei. Nobre cavaleiro, esse jovem já passou por várias provações e venceu a todas; se há alguém aqui por quem se deve batalhar é por ele! – Merlin exclamou ao público presente. – Aaron, em poucas horas o exército do rei chegará ao acampamento; esteja preparado e concentre toda a sua energia nessa batalha – o ancião virou-se e caminhou até uma majestosa tenda armada perto dali.

O sol brilhava fortemente no céu enquanto os guerreiros montavam armadilhas. Caldeirões de lava foram escondidos entre as árvores, guerreiros camuflados por todos os cantos; as amazonas, exímias arqueiras, posicionadas na última fileira de guerreiros. Aaron via tudo aquilo abismado com o andamento da estratégia. – Quando que eu poderia imaginar que seria um dos líderes de uma guerra? – O jovem pensava, enquanto era conduzido por Leonel até sua própria tenda. – Mas será mesmo que estou pronto para isso?


Capítulo XX – A Cidade das Batalhas

 

CAPÍTULO XX – A CIDADE DAS BATALHAS

 

Uma grande névoa pairava sobre a região quando o grupo chegou à Titanius. Contudo, a condição climática não era o mais intrigante: centenas de humanos e ogros circulavam pelo vilarejo, carregando armas e munições por todo o lugar.

– Não estou gostando disso – disse Safir, com aspereza. – É melhor descobrirmos o que pudermos com esses operários.

Ivain e Leonel interceptaram um homem que passava carregando dois elmos de prata entre as mãos. – O que pensa que está fazendo? – disse Ivain, irritado. O homem rapidamente se desvencilhou e disse:

– A batalha está para começar; sem tempo para conversas desnecessárias! – E saiu, seguindo em direção ao local onde os equipamentos estavam sendo estocados.

Aaron estava confuso com a situação – Por que estes homens parecem estar hipnotizados? Não há nenhum perigo nas redondezas; não há motivo para que todos se comportem assim! – O pensamento de Aaron foi interrompido pela exclamação de Gareth:

– Homens! Vamos atrás do próximo pergaminho! Seja o que for que acontece aqui, não compete a nós descobrir! – E saiu correndo, passando entre as casas em busca de algo que pudesse revelar a localização do artefato.

A tarde passou rapidamente enquanto os guerreiros procuravam o próximo pergaminho – a bainha de Excalibur sempre me ajudou a achar os pergaminhos… Como será que ela vai ajudar dessa vez? – Aaron pensava, enquanto, freneticamente, visitava as casas do vilarejo.

Aflito, Aaron entrou em um dos vários armazéns em que os soldados estavam estocando os equipamentos. Um escudo em particular chamou sua atenção: nele, estava gravado o mesmo símbolo que havia na bainha. – É isso! O pergaminho está aqui! – pensou Aaron, correndo para inspecionar o símbolo. – Venham! Já achei! – O jovem gritou para os companheiros.

Instantaneamente, os cavaleiros e Galatha chegaram até o armazém, justo no momento em que Aaron encontrava um colar preso no verso do escudo.

– Finalmente encontramos! – exclamou Gareth, com a disposição renovada. – E agora? Para onde iremos, Safir?

– Para aquela loja de armas – Aaron respondeu, antes que Safir consultasse o mapa. – Afinal, vejam vocês: passaram todo esse tempo trajados com armaduras e elmos; enquanto eu, visto apenas uma simples camiseta e uma calça!

– Concordo com Aaron; ele merece itens novos – Galatha disse, encaminhando-se para a loja.

O pôr do sol estava quase acontecendo quando os guerreiros deixaram a cidade. Aaron, contente com sua nova armadura e com seu magnífico elmo – forjado no bronze e com plumas vermelhas adornando-o – estava ansioso pela próxima aventura. – Ah, já passamos por tanta coisa juntos… Elfos, Goblins, plantas carnívoras… O que mais nos espera? Seja o que for, estarei lá para descobrir! – Foi interrompido pela ordem de Safir:

– É melhor que descansemos; não posso mais caminhar por hoje: minhas costas doem desde o dia que deixamos Castomurro! – Ao ouvir isso, os companheiros gargalharam. – E desde quando o Grande Rei Safir tem dor nas costas? – caçoou Ivain, enquanto arrumava seu leito. – Deixe disso, Safir! Mas concordo, é bom descansarmos.

 

Capítulo XIX – Explicações

 

CAPÍTULO XIX – EXPLICAÇÕES

 

Titanius. Essa é a próxima cidade do mapa de Arthur e fica há poucas milhas daqui. É melhor nos apressarmos, Aaron! – Safir, ainda abatido pelo encontro com as plantas malignas, calculava quanto tempo levariam para chegar a Titanius, a Cidade das Batalhas. O local era o centro do comércio de equipamentos de guerra, portanto, esse nome lhe cabia muito bem.

O sol já aparecia esplendoroso no horizonte quando os aventureiros puseram-se a caminhar. Aaron e Galatha, que haviam passado a noite acordados no reino élfico, não se aguentavam em pé, tamanha era a exaustão.

– Safir, esse seria um bom momento para você me explicar como se soltaram das plantas em Colosta. Só consegui perceber uma intensa claridade, e depois vocês estavam rodeados por aquela luz colorida. O que era aquilo? Magia? – Aaron indagou, enquanto caminhavam. Um breve silêncio fez-se enquanto os Cavaleiros trocavam olhares, mas foi Galatha quem começou a falar.

– Aaron, você deve entender que estamos envolvidos com coisas além da sua compreensão. Sim, aquilo era magia. Diferente dos feitiços que você vira eu e Merlin fazermos até agora, aquela explosão de magia é um dom dado não a pessoas, mas a objetos. Nenhum dos Cavaleiros possui talento mágico, afinal, só voltaram à vida por causa de Merlin, mas alguns adereços que eles carregam consigo tem, como por exemplo esses colares que todos carregam no pescoço. Esses adereços são chamados de Ignas; a bainha de sua espada é um dos mais poderosos deles – quando Galatha encerrou, Straws chegou voando e se aconchegou no ombro da feiticeira.

– Lembre-se, no entanto, Aaron, que essa é uma fonte de magia limitada, e difícil de ser acionada. Só é válida para metade dos feitiços conhecidos, e mesmo nós necessitamos de um árduo treinamento antes de conseguir controlá-la. Na história, houve alguns guerreiros que conseguiram criar feitiços com Ignas além do que era esperado: feitiços mais fortes e poderosos que o de um experiente mago; mas esses casos são muito raros hoje em dia – Leonel, que andava um pouco atrás do grupo, correu e juntou-se a eles novamente.

– Aaron, você se recorda da história de Arthur, a qual Merlin te contou? – Safir indagou. – Lembra-se de onde ele precisa ser libertado?

– Sim, me lembro, libertado no Templo Ignión – Aaron respondeu, convicto. – Ah, entendi! Ignión deriva-se da palavra Igna! Mas qual a relação entre os dois?

– Na nossa língua, podemos traduzir Templo Ignión para “Templo das Almas”. Arthur deve ser libertado lá porque, pelo feitiço de Merlin, nenhum outro lugar poderia fazê-lo com êxito – Ivain também participava da conversa. Apenas Gareth permanecia quieto.

– Agora, Aaron, já respondemos todas as suas perguntas. Portanto, queira responder a minha: como sabia que o outro pergaminho estava no subsolo daquela casa desmoronada? – Galatha perguntou, interessada.

– Enquanto vocês estavam ocupados com a magia e as plantas, eu estava desmaiado, sonhando com algum tipo de visão do passado. Vi o rei, Arthur, escondendo esse amuleto no solo da casa que, naquela época ainda estava inteira! Foi incrível! – disse Aaron, lembrando-se. – Mas Safir, como pude receber uma visão como essa? Nunca havia visto o rosto de Arthur na vida para poder sonhar com ele!

– Lembre-se que você carrega a bainha de Excalibur, meu rapaz. Ela é a fonte de tudo, e está intimamente associada a Arthur. Era de esperar que coisas como essa lhe acontecessem – Safir acrescentou. – Olhem! Já vejo Titanius a frente! Vamos logo, seu bando de preguiçosos! Avante!

 

Capítulo XVIII – Visita Inesperada

 

CAPÍTULO XVIII – VISITA INESPERADA

A batalha já persistia por horas, e todos estavam visivelmente abatidos. Um vulto negro destacou-se entre os inimigos. De repente, um grito horrendo foi ouvido.

Aaron acordou com o susto que o pesadelo lhe causara. Há noites que tinha sonhos macabros, mas nenhum deles como esse. – Acho que estou enlouquecendo – pensou ele, levantando-se para se lavar no rio. De repente, um grande vapor de água chamou sua atenção. Instantaneamente, olhou para os lados, procurando algum de seus companheiros que estivesse acordado; a feiticeira não só o estava, como já preparava seu cajado. Repentinamente, uma estranha descarga de energia fez com que ambos os guerreiros desistissem de levantar suas armas; estranhos homens vestidos com roupas de fino linho subiram da imensidão do Adurn.

– Aaron! Elfos! Fique atento! – disse Galatha enquanto eram levados para o centro do Adurn. Ao afundar no rio, o jovem capturou a maior quantidade de ar que conseguiu e prendeu a respiração. O elfo ao seu lado não pôde deixar de rir.

– Desculpe pela inesperada aparição, jovem Aaron. Aliás, é útil avisá-lo que não é necessário prender a respiração – disse a criatura. O elfo possuía a mesma altura do aventureiro, o que os diferenciava era o formato do rosto e da orelha: o rosto da criatura era oval e as orelhas finas e pontudas, enquanto do jovem eram ambos arredondados.

Enquanto desciam, Aaron não pôde deixar de notar alguns estranhos símbolos que repentinamente apareciam na água. – O que são essas coisas, amigo elfo? – O jovem parecia confuso.

– Como posso te dizer o verdadeiro significado desses símbolos se nem mesmo vejo o que você vê? A única coisa que lhe digo é que são expressões do seu ser; mudam de forma de acordo com os seus sentimentos. Um pequeno feitiço do nosso Ignián para evitar problemas com visitantes. – O turbilhão de água que os levava cada vez mais fundo estava diminuindo sua velocidade.

– E o que é um Ignián? – Dessa vez, nem mesmo a feiticeira conteve o riso.

– É aquele que é responsável pelo uso da magia em um reino, Aaron – Galatha mantinha-se alerta; os elfos não costumavam ser gentis com os visitantes.

Finalmente, o turbilhão dissipou-se no lago; eles haviam chego ao centro do Império Élfico.

Não diferente do que o jovem imaginara, o elfo conduziu-os até um grande castelo subaquático. O rei, embora muito parecido fisicamente com os outros elfos que Aaron encontrou no caminho, destacava-se pelo seu comportamento. Enigmático e cauteloso em suas perguntas, ao ser questionado sobre sua posição na Grande Guerra, o rei disse:

– Os elfos muito sofreram no último encontro hostil dos humanos; não mais será assim. Os elfos decidem que vão se manter fora da disputa – a feição do rei escureceu-se por alguns momentos. Um tremor assolou o castelo; todos saíram para ver o que acontecia, com exceção do rei, que nem mesmo se mexeu.

Para a surpresa de todos, cristais brancos de gelo desciam por todo o reino. Raramente nevava na cidade. Surpreso com tudo aquilo, Aaron perguntou a um dos elfos que assistia o fenômeno a seu lado:

– Como pode nevar aqui, se o reino está submerso no Adurn? – O fato era impossível para Aaron.

– Meu caro humano, como pode um ser como você respirar debaixo d’água? – O elfo riu e se distanciou do grupo.

Repentinamente, uma sombra atraiu a atenção de todos para certo ponto do castelo. Próximo a torre norte, alguma criatura havia se abrigado e nem mesmo os elfos imaginavam a identidade do indivíduo.

– Quem está aí? – perguntou um velho elfo, que aparentava ter o dom da magia; provavelmente aquele era o Ignián do reino. Assustado com o fato de seu poderoso mecanismo para interpretar intrusos ter falhado, o elfo não mexia um músculo.

– Não precisa ter medo de mim Ignián! – Uma voz grossa e clara surgiu próxima a torre. – Afinal, vocês me conhecem há muito tempo! – Uma figura idosa e um pouco barriguda surgiu, trajando vestes vermelhas e com um grande gorro na cabeça. O velho deslizou pelo muro do castelo até se deparar com Aaron.

– Meu filho! Que bom vê-lo! – Aaron não conseguia acreditar que estava perante aquele homem. – Encontrei Merlin em uma viagem temporal e ele me falou de você e suas aventuras, caro Aaron. Venha aqui, tenho algo para você.

O rapaz foi ao encontro do homem, que entregou o presente ao guerreiro, tirado de um saco de pano.

Encantado, Aaron admirou a pequenina criatura peluda que pulando em volta de Aaron, mudava de cor a cada instante. – O que é isso? – Aaron nunca havia visto um deste. – Uma espécie de bicho mágico?

– Um Monaring, para ser mais específico, meu jovem – o velho se divertiu quando a criatura pulou para o ombro do rapaz, pregando-lhe um susto. – Ele obedecerá a sua imaginação, mas você precisa ter fé; pode ser muito útil em uma situação difícil. Agora tenho que ir, meu rapaz, mas antes, um conselho: assim como com grandes poderes vem grandes responsabilidades, com grandes responsabilidades também vem grandes poderes! – O ancião gargalhou, desaparecendo perante o guerreiro.

De volta ao castelo, o rei, que continuava parado no trono, perguntou a Aaron:

– E então? Posso ver o Monaring? – Aaron não entendeu como ele sabia da criatura se nem mesmo saíra do castelo. Mas logo, obteve a resposta. – Pode ver situações futuras, não é mesmo, rei? – O jovem confirmou sua teoria com a face de aprovação do rei.

– Jovem esperto, você é – o rei finalmente levantou-se. – Quem dera se eu tivesse tamanha esperteza quando autorizei ao Ignián enfeitiçar aquelas plantas da floresta… Nunca imaginei que surgiriam tamanhos monstros! – Diante da feição de raiva que surgia na face do jovem, o rei gargalhou e disse:

– Creio que já se encontrou com elas, não é mesmo? Plantas perigosas elas são, meu jovem; vocês tiveram muita sorte de escaparem de lá vivos – Chamando alguns elfos, completou: – já está quase amanhecendo; é melhor que voltem ao acampamento, meus dois amigos. – Com um sinal, dois elfos conduziram Galatha, Aaron e o Monaring à superfície, deixando-os a beira do rio Adurn. Momentos depois, Safir e os outros acordaram, surpresos com o aparecimento do Monaring e com a história que Aaron lhes contou para explicar sua origem.

 

Capítulo XVII – As Ruínas de Colosta

 

CAPÍTULO XVII – AS RUÍNAS DE COLOSTA

Logo ao amanhecer, Safir já levantara e começara a acordar os outros. – Levantem-se, seus preguiçosos! Temos uma cidade para procurar, e outro pergaminho para encontrar!

– Ah não! Era só o que me faltava! Safir falando em rimas! – disse Leonel, levantando-se preguiçosamente.

– Algo me diz que não conhecemos o nosso Safir tão bem quanto esperávamos! – exclamou Ivain, enquanto procurava seus pertences.

A manhã passou sem novidades: os guerreiros despediram-se das amazonas, recebendo os mantimentos prometidos pela rainha. Partiram rumo ao coração da floresta, pelo caminho que as amazonas lhe indicaram para chegar a próxima cidade: Colosta. Segundo as amazonas, a cidade estava abandonada há décadas, desde a Grande Guerra; por esse motivo, fazia tempo que ninguém se dirigia ao local.

Não demorou muito até que chegassem a Colosta: o caminho que as amazonas lhes indicaram estava correto. Realmente, aparentava que ninguém passava pela aldeia há séculos; só restavam ruínas da cidade. Um silêncio assombroso reinava no local; Aaron sentiu um calafrio percorrer toda a sua espinha quando ouviu um único barulho que ecoou por todo o lugar. – Deve ser apenas algum animal inofensivo – pensou ele. – Afinal, se fosse algo mais perigoso, nós saberíamos, com certeza!

– Como poderemos encontrar algo que já estava bem escondido de intrusos quando a cidade ainda estava inteira? – desabafou Ivain, enquanto sentava em cima do que um dia foi uma grande coluna.

– Além disso, as plantas nativas daqui dominaram tudo! Vejam: quase todos os lugares estão cercados de plantas! – Nem mesmo Safir sabia o que fazer.

Outro ruído assustou o grupo. Logo após esse, outro barulho também ecoou e, de repente, um grito: Galatha. Uma das plantas se mexeu, agarrou a ela e a Straws e puxou-os para as profundezas. Em seguida, outras plantas começaram a se movimentar e a atacar os guerreiros: em instantes, todas as plantas que dominavam o lugar se debatiam contra os aventureiros.

– Aaron! Proteja-se com sua espada! Faça o que for preciso, mas não deixe que te agarrem! – exclamou Gareth, enquanto dividia várias plantas com sua espada.

– Não sou covarde para fugir de plantas! – disse ele, desembainhando a espada.

Repentinamente, dois grandes casulos revestidos pelas próprias plantas surgiram ao longe. Só era possível ver as faces da feiticeira e do pássaro. Estranhamente, ambos possuíam os rostos secos, como se toda energia que os habitava houvesse sido drenada.

– Elfos malditos! Enfeitiçaram as plantas para drenar energia para si próprios! – exclamou Safir, ao ver a cena.

Aaron lutava bravamente contra os oponentes. Várias plantas tentavam atacá-lo no mesmo instante, mas ele brandia sua espada e as estilhaçava com um só golpe. Entretanto, enquanto estava ocupado com duas grandes oponentes, uma terceira surgiu e o enlaçou com seus galhos, tampando todo seu campo de visão. Sendo assim, instantes depois, todo seu corpo estava envolto por folhas, e sua visão foi aos poucos diminuindo, até que estivesse totalmente inconsciente.

***

O vilarejo era enorme e cheio de pessoas. Uma pequena cabana destacava-se nele: era a menor de todas, e também a mais pobre e desprotegida. Um homem alto, musculoso e extraordinariamente forte se dirigiu para dentro da cabana, portando um artefato de cor avermelhada que colocou em um buraco debaixo da terra que ali estava.

Aaron abriu os olhos rapidamente, com um susto, quando acordou de seu sonho. Efeitos de algum veneno das plantas o afligiam . Totalmente imobilizado, Aaron conseguiu distinguir seis grandes sombras também presas ao seu redor: todos haviam sido capturados.

Apesar da incômoda dor que sobrepujava todos os seus sentidos, o guerreiro tentava entender o que os cavaleiros conversavam. Sem sucesso, o aventureiro tentou se concentrar em si próprio, quando um grande estouro de luzes chamou sua atenção. Cada um dos quatro Cavaleiros da Távola Redonda emitia em si próprio uma luz fluorescente, de cores diversas que parecia desintegrar o casulo. Demorou alguns instantes, mas logo os guerreiros estavam livres novamente, protegidos por uma grande bolha feita por essa mesma luz que os protegia das plantas.

– Sem perguntas por enquanto, Aaron. Ainda estamos em perigo – disse Leonel, libertando-o. Enquanto isso, Ivain e Safir libertavam Galatha e Straws.

– Sei onde está o segundo pergaminho, Safir! – exclamou Aaron, enquanto pegava sua espada abandonada no chão. – Venham comigo.

Todos seguiram o jovem, que os levou até uma cabana derrubada pelos fortes galhos das árvores. Abaixando-se, Aaron cavou um pequeno buraco na entrada da casa, onde encontrou o mesmo artefato avermelhado de seu sonho.

– Não sei como sabia disso, meu rapaz! Aliás, ambos temos perguntas a serem respondidas… Mas sugiro primeiro sairmos deste lugar desprezível! – disse Safir, correndo por entre o vilarejo.

Momentos depois, todos estavam parados, exaustos, à beira de um rio que atravessava a floresta.

– Adurn! O rio que abasteceu todo o Império por séculos agora é apenas um insignificante filete de água no meio da floresta ­– Gareth agachou-se para provar da água límpida que ali corria.

– Mas Gareth, pelo que vejo, Adurn ainda é um dos maiores rios do continente! Aliás, é o maior que já vi! – Aaron, confuso, não entendia como Gareth poderia chamar um rio imenso como aquele de “insignificante”.

– Ah, meu jovem companheiro… Este rio já ocupou quase toda a floresta com seu imenso volume! Isso não é nem um décimo do que era no nosso tempo… – Ivain, pensativo, arrancava um pequeno galho que havia ficado preso em sua jaqueta. – Aaron, descanse um pouco. Precisaremos de você bem acordado amanhã.

Aaron procurou uma área que não estivesse encharcada pelo rio e se arrumou para descansar. Repousou rapidamente, com sua espada entre os braços.

 

Capítulo XVI – A Floresta Castomurro

 

CAPÍTULO XVI – A FLORESTA CASTOMURRO

 

Vários dias já haviam se passado desde o encontro com os Goblins. A situação melhorou um pouco entre Galatha e Gareth, visto que este permitiu que ela se aproximasse um pouco dele.

Ivain, que ia a frente do grupo, voltou-se para os companheiros para anunciar:

– Chegamos à floresta Castomurro – disse ele, entusiasmado. Como eles imaginavam, ao entardecer todos estavam sentindo o cheiro das plantas nas dependências da floresta.

Densamente coberta com árvores gigantescas, a floresta possuía plantas de inúmeras espécies. Boatos circulavam que até mesmo plantas carnívoras podiam ser encontradas no local. Além disso, uma constante névoa pairava sobre o lugar, transformando a paisagem em um local sombrio.

– Que frio faz aqui! – exclamou Aaron enquanto, desesperadamente, revirava sua bolsa de couro a procura de uma blusa. – Como é que tantas plantas sobrevivem aqui?

– Território dos elfos, meu amigo – disse Leonel, enquanto procurava uma passagem para atravessar a floresta. – Não são muito bons com feitiços, mas não é de se admirar que inventassem poções tão poderosas para manter as plantas vivas.

– Elfos? – perguntou o jovem, surpreso. – Ouvi dizer que eles haviam sido massacrados na grande guerra contra Mordred!

– Massacrados sim, mas nunca extintos – disse Safir, quando encontrou um bom lugar para entrarem em Castomurro. – Realmente, a guerra trouxe muitos prejuízos para a nação élfica, mas alguns sobreviveram e se esconderam nos mais inóspitos lugares.

Com Galatha iluminando o caminho com seu cetro, o grupo seguiu em frente, encarando o pegajoso lamaçal que contornava o bosque. Subitamente, Straws voou para fora do ombro de Galatha, emitindo um inquietante som. Rapidamente, os cavaleiros sacaram suas espadas, pronto para um combate com mais guerreiros; mas desta vez, o perigo veio do alto das árvores e, sem tempo para reagir, os guerreiros foram amarrados por mulheres enfeitadas com folhas de árvores que apareciam por todo o lugar.

– Humpf! Homens! – disse uma delas, que aparentava ser a líder. – Com exceção da mulher, queimem todos!

– Não! Vocês não podem fazer isso conosco! – Com um brusco puxão, Aaron soltou-se das cordas e tentou impedir os movimentos da amazona ao seu lado. Guerreira treinada, a amazona o imobilizou novamente. – Soltem-nos! Vocês não tem o direito de atrapalhar nossa missão!

Na brusca revolta de Aaron, sua espada, que se encontrava presa em suas costas, caiu no chão, chamando atenção das amazonas.

– O que temos aqui? – disse a líder, pegando a espada. – Soltem-nos. A rainha vai querer explicações de como esses estranhos portam a bainha de Excalibur.

Ao ouvir este nome, as amazonas arregalaram os olhos, visivelmente surpresas com a descoberta. – Como será que até mesmo essas amazonas conhecem Excalibur? – pensou Aaron, enquanto era solto. – Veremos o que a rainha tem a nos dizer.

A caminhada foi longa, mas, devido à gravidade da situação, ninguém se sentiu bem para reclamar. Ornamentada com enfeites de bambu e palha, a cidadela das amazonas era, de certa forma, incrível. – Cada raça de seres vivos que encontramos possuem modos tão diferentes de se viver! – pensou Aaron, surpreso com a beleza exótica do vilarejo. – E pensar que, por toda a minha vida, o máximo que já havia visto eram lendas desses seres. Ah, o que papai faria se visse tudo isso?

– Anahí! Como se atreve a tentar prender os portadores do mapa! – A rainha parecia furiosa com a atitude da amazona. – Saia já daqui! Depois nos acertamos! – Rapidamente, as amazonas saíram todas do local.

– Agora, venham cá, meus queridos. Merlin me contou que vocês viriam. Como estão se sentindo depois desta grande onda de aventuras? – A rainha mudou seu tom de voz furioso para um bem acolhedor.

– Bem… Não temos muito tempo para pensar nisso, se é que você me entende… – Leonel antecipou-se, respondendo. Suas bochechas estavam rosadas, como se estivesse envergonhado.

– Me parece que Leonel está apaixonado novamente, Safir! – cochichou Gareth, no ouvido do companheiro.

– Mas, realmente, essa mulher é muito bonita – disse Safir, extasiado. E era. A rainha, cujo nome era Helena, possuía longos e encaracolados cabelos negros.

– Por favor, aceitem o meu convite de dormirem em minha moradia. Já está tarde, e este dia inteiro de caminhada deve ter sido cansativo. Quando quiserem, podem se retirar, e, pela manhã, seus pertences estarão reabastecidos com mantimentos – dizendo isso, a rainha chamou uma de suas assistentes e pediu para que providenciasse a execução destas tarefas, além da preparação da ala dos hóspedes para acomodar os visitantes.

– Obrigado pela hospitalidade, rainha Helena. Ficaremos aqui por esta noite – Safir retirou-se, dirigindo para os aposentos. Junto a ele, todos os outros também se foram.

 

Capítulo XV – Straws e Galatha

 

CAPÍTULO XV – STRAWS E GALATHA

 

Eu sou Galatha, e essa é Straws – disse uma linda mulher, de aparência jovem, vestida toda de branco, com um chapéu e um cajado entre as mãos. De certa forma, essa mulher me lembra de Merlin – pensou Aaron enquanto observava o grande pássaro negro, Straws, para quem a mulher apontava.

Desde o episódio na aldeia dos Goblins, tudo acontecera rapidamente: Aaron – desmaiado – e os outros cavaleiros foram libertados da fogueira graças à chama do pássaro, que distraiu os Goblins por tempo suficiente para que Galatha levasse os ex-prisioneiros para um lugar seguro.

– Ora, ora! Se não é a ex-aprendiz de Merlin! – disse Gareth, saindo da porta de uma pequena e humilde barraca armada perto dali. Safir, Leonel e Ivain vinham com ele. – Se não tivesse provado na própria pele o que a magia de Merlin pode fazer, diria que você já deveria ter deixado esse mundo há muito tempo!

– Silêncio, guerreiro atrevido! Nossas brigas e devaneios do passado já não interessam mais! Desde que fui capturada pelos Goblins, muita coisa mudou… – Galatha foi até um pequeno riacho para saciar a sede.

– O quê?!  A “poderosa” Galatha foi capturada por seres insignificantes como Goblins! Que decadência, hein? – disse Leonel, irônico.

– Passei longas duas décadas da minha triste vida presa por aqueles infelizes… Sem meu cetro mágico, o que eu poderia fazer? – Galatha voltou do riacho, trazendo um bocado de água entre as mãos para que Straws bebesse. – Foi então que eu conheci a Straws. Ela voou por entre aquelas criaturas repugnantes e me soltou, enfim.

– E então, a vingativa feiticeira Galatha destinou seus últimos anos perseguindo a raça Goblin, estou certo? – disse Safir, rindo, enquanto limpava sua espada, suja desde o último episódio.

– Ah, mas sem dúvida alguma! Ei, o que é isso aqui? – Galatha voltou-se para os pertences de Aaron, amontoados no chão, ao lado dele.

– Não mexa! – disse Aaron, levantando-se rapidamente do chão.

– Oh, o jovem resolveu levantar? Pois agora eu quero ver! – Galatha apontou seu cetro para a mochila de Aaron e, com um movimento brusco, impulsionou o cetro pra o céu, a fim de que o objeto a ser inspecionado se levantasse junto a ele.

– Como? Por que minha magia não funciona com isto? – exclamou Galatha, revoltada. – Quero ver se aguenta um pouco mais de pressão! – Dito isso, apontou o cetro novamente para a mochila e começou a proferir um encantamento.

– Isso vai ser divertido – cochichou Ivain para Safir, enquanto observava a cena.

Inesperadamente, Galatha foi atingida por um forte empurrão que a fez cair de cócoras no chão. A magia voltara-se contra o próprio feiticeiro.

– Eu devia saber! A bainha de Excalibur! – Galatha disse, recompondo-se.

– Sim. E eu sou o encarregado por guardá-la e protegê-la até que chegue a hora de libertar Arthur! – Aaron encaminhou-se para sua espada e a sacou.

– Ah, então a famosa lenda de Arthur é verdadeira! O guerreiro místico está para voltar a Avalon e consertar o reino! – disse Galatha, entusiasmada. – Pois não perderei isto por nada!

– Ei, calma aí, feiticeira! Quem disse que você vai? – esbravejou Gareth. – Creio que ninguém te convidou!

– Sinto muito Gareth, mas é necessário que Galatha se junte a nós. Além de confiável, já que era próxima de Arthur, Galatha pode nos ajudar com seus encantos – disse Safir, sério. Gareth grunhiu e retirou-se do acampamento.

– Ei, o que houve com Gareth? – Aaron perguntou para Leonel, confuso. – Por que ele trata Galatha assim?

– Ah, jovem guerreiro, esta história é tão antiga quanto à própria Avalon. Gareth sempre fora apaixonado por Galatha, e ela por Arthur. Quando o rei e a feiticeira ficaram juntos, antes de Arthur conhecer Guinevere, Gareth não se conteve e pediu para duelar com o próprio rei! – disse Leonel, cochichando.

– Perdeu, é claro – Ivain juntou-se a dupla. – Ele ficou por algum tempo magoado com o rei, mas, depois de alguns anos, eles voltaram a se falar.

– E então, Galatha, aceita se juntar a nós? – perguntou Safir, enquanto a garota se aproximava.

Galatha chamou Straws para perto de si e disse: – Ansiava por uma nova aventura há algumas décadas, e creio que não haverá uma melhor do que essa!

Momentos depois, todos estavam preparados e partindo rumo ao próximo local do mapa de Arthur: um vilarejo localizado no coração da Floresta Castomurro. Gareth, chateado, era o último do grupo, fazendo questão de ficar longe da nova integrante da missão.

 

Capítulo XIV – Nas Profundezas

 

CAPÍTULO XIV – NAS PROFUNDEZAS

 

Merlin levantou, aturdido pelo feitiço que o atingira na cabeça. – Onde estou? – pensou ele, tentando lembrar-se dos acontecimentos. Tudo o que ele podia observar no local era que ele estava em uma espécie de caverna, onde havia grandes barras de ferro, espessas, que não permitiam que ele ultrapassasse certo limite. Vários enfeites estranhos poderiam ser vistos pendurados nas paredes: se Merlin fosse um pouco menos experiente, não prestaria atenção a um pequeno símbolo que se encontrava em cada um dos objetos de decoração; mas, como já andara por quase todo reino, ele sabia que aquele era o símbolo dos Ogros.

Ah! Agora me lembro! – pensou ele, enquanto admirava o local. – Depois que conversei com a rainha amazona, eu vim para cá falar com o rei dos ogros… Mas aquele ignorante já havia jurado fidelidade à Ostheros e deve ter tentado me capturar com algum feitiço – observando a direita de sua cela, Merlin percebeu seu cetro encostado em uma das paredes da caverna. – Pobre raça dos Ogros! Como, após todos esses anos sem guerra alguma, poderiam saber como lidar com um feiticeiro? Por mais espessas que sejam, nenhuma barra de ferro vai me deter! – Dito isso, Merlin, com um rápido movimento de mãos, fez com que o cetro viesse ao seu encontro. Uma vez com ele, os olhos de Merlin brilharam e ele desapareceu do local.

Poucos minutos depois, um jovem esquilo pôde ouvir, enquanto procurava por suas nozes, um grande berro que provinha do subterrâneo:

– MERLIN! VOCÊ É UM MAGO MORTO! – disse a terra, com um som um pouco abafado, mas nítido o suficiente para que o esquilo abandonasse suas nozes e corresse.

***

Não demorou muito para que Merlin reaparecesse no topo de uma montanha. Tudo estava calmo, até que um horrendo urro rasgou o silêncio. Caminhando vagarosamente, Merlin observava a paisagem local: com muitas árvores e plantas, o ambiente parecia nunca ter sido explorado. Ao olhar melhor, era possível verificar várias pegadas, semelhantes às deixadas pelos cascos de um cavalo, só que mais profundas.

Subitamente, uma assombrosa criatura saltou dentre as plantas tentando abater o feiticeiro. Veloz com um raio, o mago defendeu-se com o cajado e, com um instantâneo movimento de mãos, imobilizou a criatura com magia. O monstro olhou-o com uma expressão fuziladora e perguntou: – Quem é você, bravo guerreiro, que consegue desarmar um exímio minotauro em segundos? –

Diante disso, Merlin respondeu: – não importa quem eu sou, apenas porque vim. Desejo falar com o seu rei imediatamente. – Dito isso, o mago retirou o feitiço e libertou o minotauro.

– Venha. É por aqui – O minotauro começou a caminhar por entre a densa mata que circundava o local. Em cerca de alguns minutos, a dupla chegou até um acampamento, com totens de sete metros de altura construídos no lugar. Assim como os anões, os minotauros também eram excelentes construtores. Inúmeros minotauros podiam ser vistos circulando pelo acampamento, assustando-se e sacando suas armas assim que avistavam a figura de Merlin. Os minotauros eram muito disciplinados: não abaixavam suas armas até serem autorizados. O feiticeiro foi conduzido até uma ampla e majestosa tenda.

O rei minotauro era diferente de todos os outros reis que o mago já visitara: ao contrário de Shynaga e o Lorde Dragão, que procuravam se preservar da batalha para imaginar novas estratégias, o rei minotauro era sempre o primeiro a atacar o inimigo.

– Meu senhor, este mago solicita uma audiência contigo – disse o minotauro que acompanhava Merlin. – Ele diz que há urgência na situação.

O rei minotauro levantou-se de seu imponente trono, observou Merlin por um longo tempo, e respondeu: – seja o que for, há de esperar. O reino dos minotauros não está à disposição de qualquer estrangeiro que venha até estas terras. – Dito isso, o rei virou-se de costas para Merlin, ignorando-o completamente. Em seguida, um dos guardas dirigiu-se ao encontro de Merlin, a fim de levá-lo para fora da tenda; de repente, os olhos do mago brilharam quando ele apontou o cetro para o guarda, imobilizando-o. Instantaneamente, os outros guardas que ali estavam atiraram todas as suas armas na direção do feiticeiro, que as derrubou com magia antes que o atingissem. Surpreso, o rei tornou a encarar Merlin.

– Como vê, caro rei, não sou um estrangeiro qualquer. E como tal, solicito uma audiência imediata com vossa majestade – disse Merlin, irônico.

– Apenas um bravo guerreiro ou um completo idiota insultariam dessa forma o reino dos minotauros – disse o rei, recompondo-se do susto. – Venha, vamos conversar, poderoso mago – convidou o rei, retirando-se e sinalizando para que Merlin o seguisse.

Juntos, o mago e o rei foram até uma grande sala, sustentada por altos e espessos pilares decorados com uma imensa variedade de pedras preciosas. No centro do salão encontrava-se uma larga mesa de carvalho, com dezenas de cadeiras a sua volta. Sentando-se na cadeira mais confortável do lugar, o rei anunciou: – Bem vindo ao salão de assembleias dos minotauros, feiticeiro. Alegre-se: você é o primeiro humano a sentar-se nestas cadeiras. Agora me diga: qual o propósito de sua visita, e qual a urgência dela, a ponto que você insulte meu povo para ser atendido?

Depois de horas de explicações e negociações, o rei minotauro disse:

– Muito bem, feiticeiro Merlin, aceito ajudá-lo na batalha. Porém, com uma condição: que possamos destruir a raça dos ogros sem misericórdia! – disse ele, elevando o tom de voz.

– O inimigo do meu inimigo sempre será meu amigo. Aceito suas imposições, glorioso rei Vandhur – respondeu Merlin. O rei mostrou-se satisfeito, e chamou um de seus empregados. – Sirva-nos um banquete digno da corte! – disse ele; momentos depois, o jantar começou a ser servido.

 

Capítulo XIII – Foragidos

 

CAPÍTULO XIII – FORAGIDOS

Pernas e braços amarrados com cordas grossas e firmes. Era a situação em que Aaron se encontrava quando despertou.

Estava em uma pequena tenda toda remendada com panos e retalhos que cheiravam a mofo. Ao seu lado, estavam Leonel, Ivain, Gareth e Safir, todos também amarrados. – Onde estou? – pensou Aaron, confuso, por não se lembrar de nada dos acontecimentos do dia anterior. O pano que servia de porta da tenda levantou-se, e dele surgiram as figuras de dois Goblins de espada em punho. Antes que pudesse raciocinar e chamar por qualquer um dos cavaleiros, que ainda estavam inconscientes, os guardas desamarraram Aaron e o levaram para fora da tenda.

Pelo que Aaron pôde perceber, a aldeia dos Goblins encontrava-se escondida entre os pântanos: não era muito grande ou confortável para quem vivesse ali, mas evitava possíveis invasores. Um pouco a frente, o jovem percebeu uma aglomeração de exemplares da criatura, que aguardavam por algum tipo de espetáculo. Não demorou muito para que o aventureiro entendesse o que estava acontecendo: a aglomeração era em razão de seu julgamento!

No centro do povoado, encontrava-se um Goblin robusto, adornado com várias joias. Era visível que aquele era o líder do vilarejo. Os guardas o arrastaram até o local e, com a ordem do chefe do grupo, soltaram-no. Neste momento, o Goblin robusto começou a emitir uma série de sons e gesticular para o povo, que emitiam mais sons, aclamando-o.

Apesar de não compreender o idioma dos Goblins, Aaron percebeu que sua situação não ia muito bem. – Provavelmente, ele deve estar contando sobre o nosso encontro em Saohr e perguntando como deveríamos ser punidos – pensou Aaron, enquanto observava o discurso do líder.

O discurso perdurou por vários minutos. Enquanto isso, Aaron pensava: – Me parece que, apesar de estarem em constante conflito com os humanos, não terem idioma em comum e não se parecerem fisicamente, os hábitos dos Goblins são extremamente parecidos com os nossos! – Repentinamente, o soberano Goblin parou o seu discurso – que estava causando movimentação no povoado – e virou-se para Aaron. Sem que o jovem conseguisse prever, o Goblin esbofeteou sua face começou a apontar alternadamente entre ele, a tenda em que estivera e uma enorme fogueira que crepitava ao longe. Diante disso, a exclamação do povo foi estrondosa. Aaron, tomado pelo pânico, tentou correr até a tenda, com a esperança de resgatar qualquer um dos Cavaleiros. No entanto, um dos soldados foi mais rápido e agarrou-o, atirando-o no chão.

Os guardas conduziram-no de volta à tenda, onde os Cavaleiros já estavam acordados. Após ser novamente amarrado, Aaron contou o acontecido. Um rápido e imperceptível olhar foi trocado entre os quatro guerreiros sem que Aaron percebesse. Todos sabiam que, sem suas armas e artefatos, não seria nada fácil escapar dos Goblins. Precisariam contar com a sorte.

A tarde se passou sem mais novidades: os guerreiros recebiam, constantemente, visita dos guardas que traziam água e comida: pelo visto, não queriam que o grupo morresse antes da hora desejada. Amarrados, todos aguardavam em silêncio o anoitecer. Com ele, viria a fogueira, e, com ela, a morte. Aaron não conseguia entender como tudo poderia acabar assim. – Merlin, Arthur, os Cavaleiros… Todos já escaparam de situações piores na vida, como podem deixar tudo acabar assim? Acho que as histórias exageram um pouco no relato dos fatos – pensou ele, tentando virar-se de lado para cochilar.

Uma hora se passara desde que Aaron adormecera, quando os soldados chegaram para levá-los. Era impossível desvendar a expressão de Safir, ou de Leonel, Gareth e Ivain. Todos pareciam compassíveis em voltar para o outro mundo. Aaron era o único que possuía a face toda transtornada, enquanto lembrava-se de sua humilde vida. O presente que recebera do pai, a caverna em que conheceu Merlin, as viagens com os cavaleiros, Morgana… Tudo agora se esvaía de sua mente, enquanto fitava a fogueira.

Atendendo aos pedidos do chefe, os soldados amarraram os quatro em um grande mastro no centro da pira, que crepitava num fogo pouco intenso. Já atado ao mastro, o jovem resolveu fechar os olhos, enquanto o fogo aumentava rapidamente. Gritos de dor podiam ser ouvidos, provavelmente fruto da imaginação de Aaron. Mas não era. Aaron abriu os olhos, para ver o que acontecia, quando percebeu uma grande serpente feita de fogo, que atingia aos Goblins, ateando brasas neles. Abruptamente, um grande pássaro negro surgiu, com a cauda toda em chamas; a criatura voou em direção a Aaron e aos outros e, com um rápido chacoalhar de penas, ateou fogo as cordas que os prendiam.

 

Capítulo XII – Saohr

 

CAPÍTULO XII – SAOHR

Aaron levantou-se e pegou novamente sua espada, caída no chão, desde o último golpe desferido por Safir. – Vamos, jovem guerreiro! Tente novamente! – dizia Safir, enquanto os outros cavaleiros assistiam silenciosamente. Já amanhecera o dia, o que significava que o grupo tinha passado a noite toda treinando esgrima. – A esgrima não é movida pela raiva, e sim pela concentração; quando você reivindicar os seus pensamentos e desejos, talvez você consiga algum resultado.

– Quero ver se você defende essa!  – disse Aaron, enquanto corria para Safir com sua espada em punho. Ameaçou atirá-la para o peito do guerreiro, mas deu meia volta e tentou acertar o quadril. Facilmente, Safir desviou-se do movimento, desarmando Aaron e empurrando-o para o chão novamente.

– Chega por hoje, Aaron. Descansaremos um pouco para seguirmos rumo a Saohr – dito isso, Safir embainhou sua espada e começou a arrumar-se para descansar.

Saohr era a cidade mais próxima do grupo e constava no mapa de Arthur. Rumores diziam que a cidade fora um grande vilarejo dos Goblins, mas há décadas não se avistava um exemplar dessas criaturas na região.

***

O sol já raiava quando os jovens partiram para a cidade. Desde que saíram da ilha Kwön, tudo transcorrera sem muitas novidades.

Aaron, enquanto caminhava, estava pensativo sobre sua nova vida: E se tudo der errado? – pensava ele, aflito. – Isto não é mais uma das histórias de meu pai, que tem um final feliz… E se terminar em tragédia? Se Ostheros ganhar, seu poder se assentará perante o povo; em vez de ajudarmos, só estaremos piorando a situação… – Seu pensamento foi interrompido pela constatação de Ivain:

– Como Mazera, Saohr está ardendo em chamas! – Apontou ele, incrédulo.

– Goblins, novamente! – Exclamou Gareth, mostrando a bandeira esverdeada, que imperava no centro da cidade.

Em instantes, Safir e os outros estavam nas imediações da cidade. Não demorou muito até que notassem a presença deles e partissem para o ataque. No entanto, ao contrário do último encontro entre os dois grupos, agora Aaron podia lutar.

– Venha, Goblin maldito! – Exclamou ele, brandindo sua espada furiosamente. Com um rápido movimento, Aaron desviou-se do ataque que o Goblin lhe inferira e cravou a espada no peito da criatura. Posso não conseguir vencer Safir ainda, mas estes Goblins não lutam como ele. Mas há muitos deles, e não sei se poderemos detê-los – Mais um golpe desferido por Aaron deixou outro Goblin no chão.

Entre um golpe e outro, Aaron notou que sua bainha começou a brilhar intensamente; instantes depois, emitiu uma luz avermelhada que atravessava toda a cidade. – O que será isso? – pensou ele, confuso.

Em instantes, todos os guerreiros notaram a intensa luz da bainha. Instintivamente, olharam para onde ela se dirigia: um grande templo localizado ao norte da cidade. Foi Leonel que descobriu o que significava:

– Cavaleiros, é o sinal de Arthur! Um dos pergaminhos mágicos está naquele templo! – Disse ele, enquanto enterrava a espada em outro Goblin.

– Gareth, Ivain, ajudem Aaron a chegar ao templo! Eu e Leonel continuaremos aqui! – Disse Safir, elaborando um plano.

Entre golpes de espada e flechas que voavam, Aaron e os outros dois guerreiros ganhavam terreno. O templo era esplêndido: modelo clássico, construído na época das Cruzadas, retratava toda a crença religiosa dos Cavaleiros Templários, ordem a qual Arthur pertencera uma vez. – Que melhor lugar para se esconder um pergaminho senão em seu próprio templo? – pensava Aaron, quando chegou à entrada do monumento.

– Gareth! Abaixe-se! – Ivain exclamou, quando desferiu um súbito golpe de espada na direção do cavaleiro amigo. Um instante depois, um Goblin caiu a suas costas, ferido pela espada do guerreiro.

– Obrigado. Mas eu poderia ter recorrido a minha última defesa – disse Gareth, trancando a porta do templo por dentro, evitando que mais Goblins invadissem. Gareth nunca fora muito humilde nas suas aventuras; pelo contrário, era o guerreiro mais orgulhoso entre o grupo.

O trio procurou por toda o monumento, mas não encontraram nada. Exaustos da busca, não sabiam o que fariam. – Estaria a lenda errada? Os pergaminhos realmente existiriam? – Estas eram as perguntas que se passavam pela mente de cada um deles.

Foi Aaron que percebeu a resposta: – O pergaminho não é um papel! É um símbolo! – Disse ele, subitamente.

– Como pode saber disso? – Nunca vi ninguém que levantasse essa hipótese. – Disse Ivain, incrédulo.

– Por causa daquilo! Olhem! – Todos se voltaram na direção em que Aaron apontava. O grande sino do santuário, situado no centro do monumento, possuía uma pequena área que reluzia na mesma luz da bainha. Aproximando-se do objeto, os guerreiros puderam constatar que era o brasão de Camelot.

Uma explosão de cores derrubou Aaron e os outros no chão. A bainha encontrava-se suspensa no ar, brilhando como o arco-íris. Um instante depois, o símbolo do sino ofuscou-se e, magicamente, desgrudou-se do sino e uniu-se a ela.

– É, e pensamos que depois de todos estes anos conhecíamos Arthur… – Disse, Gareth, quase que sem palavras.

– Por isso que ele era o rei e nós não! – Brincou Ivain, levantando-se. – Vamos, precisamos ajudar Safir e Leonel.

Com espada em punho, os guerreiros removeram a tranca do portão do templo, preparando-se para um possível ataque. Quando tentavam abrir a porta, uma súbita explosão próxima da entrada fez com que caíssem no chão: ao contrário da situação em que outrora se encontravam, agora não haviam apenas algumas dezenas de Goblins, agora haviam centenas deles.

– É inútil resistir. Estamos presos – disse Gareth, atirando sua espada ao chão. Aaron estava incrédulo – E agora? O que vai ser de nós? – pensou ele, antes que levasse um golpe na cabeça que o fez perder os sentidos novamente.

 

Capítulo XI – O Exército de Aaron

 

CAPÍTULO XI – O EXÉRCITO DE AARON

Merlin aterrissou nas proximidades do enorme desfiladeiro de Datha Lhur, onde haviam montanhas que atingiam centenas de metros de altura. Subitamente, rugidos de algum animal feroz ecoaram por entre as montanhas. Em seguida, uma intensa rajada de fogo surgiu, em direção ao céu. Merlin, apesar de tudo, não estava assustado: ele sabia de onde aquele fogo originara-se. O mago estava no lar dos dragões.

Não demorou muito até que chegasse ao esconderijo das criaturas. Logo ao se aproximar, foi recebido por duas rajadas de fogo que impediam sua passagem. Uma voz tenebrosa disse:

– QUEM ÉS TU, HUMANO? QUE CONHECE O SEGREDO DOS DRAGÕES E SE ATREVE A VIR ATÉ NÓS? – Um dragão enorme de coloração esverdeada pousou na frente de Merlin. A criatura era magnífica. O corpo, todo revestido pelas escamas, brilhava ao sol; as asas, dobradas ao pousar, eram as maiores que já se viram. – Como essa criatura consegue voar? Não faz sentido científico! – pensou Merlin enquanto se aproximava do dragão. – Seu peso é grande demais! Se eu mesmo não tivesse visto, não teria acreditado…

– Sou Merlin, Mago Supremo da Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda! Venho até vós solicitar uma audiência com o Lorde Dragão, para tratarmos sobre a guerra humana que está por vir – Merlin esperava ansiosamente pela chegada do Lorde Dragão. Em seus quinhentos anos de vida, as criaturas que mais o fascinaram foram os dragões. E, segundo os boatos que corriam entre os humanos que conseguiram sair do desfiladeiro vivos, o Lorde Dragão era o que mais impressionava; seria uma honra para o feiticeiro conhecê-lo.

– A audiência foi aceita! – Um imponente dragão vermelho pousou ao lado do outro. Com o bater das asas, Merlin foi empurrado para trás; as rajadas de vento eram muito fortes. O dragão, duas vezes maior que o outro, possuía escamas de uma cor avermelhada não encontrada em nenhum outro lugar. Apesar de ser um dragão velho, fato perceptível pelas rugas e quebraduras ao longo de todo corpo, experiência e energia emanavam de sua face. Como Merlin, o dragão parecia já ter vivido muito tempo, suficiente para entender o “estranho mundo dos humanos”.

– Eu sou o Lorde Dragão. O que você quer de mim, jovem feiticeiro? – A voz do dragão era intensa, e ecoou por todo desfiladeiro.

– É estranho você me chamar de jovem, Lorde Dragão; no mundo dos humanos, todos me tratam como velho – Merlin ria, enquanto o dragão permanecia inerte. – Venho pedir-lhe apoio em nome de Arthur, de Camelot, para lutar ao nosso lado na grande batalha que está por vir.

Uma labareda de fogo emanou da boca do Lorde Dragão em direção ao céu, clareando-o. – NUNCA! Os dragões não se envolverão nos conflitos dos humanos! Não somos animais de carga e há muito tempo decidimos não criar alianças com ninguém! – Novamente, a voz ecoava pelas montanhas.

– Neste caso, isso é tudo – Merlin desapareceu, deixando sua costumeira nuvem de fumaça para trás.

***

Casulos entreabertos, teias por toda a parte, insetos dilacerados; não havia dúvida: Merlin estava no covil das aranhas. Com duas batidas do cetro no chão, a esfera no topo de seu bastão acendeu-se, emitindo a familiar luz azulada ao longo de toda caverna. O lugar, além de muito escuro, possuía centenas de esqueletos de animais espalhados pelos túneis; além de dificultar a passagem, era assustador.

Merlin permaneceu calmo e caminhou cautelosamente pelo túnel que julgou mais adequado. Subitamente, ouviu um barulho e um forte puxão entre suas pernas fez com que tombasse e caísse sentado no chão. Rapidamente, seus olhos brilharam numa luz azulada, e a força da luminosidade do cetro aumentou, revelando uma aranha extremamente gigante com as presas em sua direção.

– Ora, ora! O que temos aqui!? – Merlin disse, calmo como se nada tivesse acontecido. – Antes de tentar me atacar e provar da minha magia, poderia me levar até sua rainha?

– Velho atrevido! Como ousa?! É bom ter um ótimo motivo para tratar com a rainha, caso contrário eu mesma me encarregarei de você! – A voz da criatura, semelhante ao barulho de um chocalho de cobra, doía aos ouvidos de Merlin. A criatura era assustadora: idêntica a uma aranha comum, mas com o tamanho ampliado em centenas de vezes.

– Venha! Não tenha medo! As aranhas não lhe farão mal… Ainda! – A aranha começou a andar pelo túnel, até chegar a um gigantesco casulo lacrado e cercado por inúmeras aranhas similares a ela. Perante o casulo, a aranha emitiu uma sequência de chiados incompreensíveis a Merlin. Como resposta, a criatura recebeu uma nova sequência de chiados.

– Tem muita sorte, feiticeiro. A rainha aceitou sua audiência.

A criatura voltou-se para o enorme casulo e, com um rápido movimento de sua presa, fez um grande corte que rompeu a parede do casulo. Merlin, serenamente, seguiu a aranha, entrando pela parede quebrada que, logo em seguida, foi rapidamente restaurada por dois guardas.

Não houve tempo para que Merlin observasse o lugar onde se encontrava: uma gigantesca aranha, cerca de cinco vezes maior que a aranha que o conduzia, estava recostada em um grande bolo de teia. Parecia ser o ninho de onde vinham aquelas horrendas criaturas.

– Há quanto tempo não o vejo, caro Merlin! – A voz da aranha ressoava pelo lugar, estridente. Ao contrário das outras aranhas, a rainha possuía um abdômen desproporcional ao resto do corpo: característica específica de uma exímia reprodutora. – Desde a grande batalha contra Mordred, em que você desapareceu no meio da luta, não te encontro! O que quer de mim dessa vez?

– Shynaga, soberana das aranhas, é bom vê-la novamente. Vejo que andou muito ocupada: o covil das aranhas mudou muito desde a última vez que nos vimos – Perante a expressão incrédula da aranha guia, que não conseguia acreditar na intimidade entre ele e Shynaga, Merlin continuou – gostaria de solicitar seus serviços novamente, minha ilustre rainha. Uma nova batalha se aproxima; meu jovem pupilo, Aaron, está passando por grandes perigos para libertar Arthur de sua prisão espectral. Será uma luta contra o grande exército de Camelot; mas, se tivermos a sua ajuda e a de suas filhas, teremos grandes chances de vitória.

– Realmente, amigo Merlin, me lembro do anúncio de Arthur, e também já sei da jornada do seu pupilo. Há alguns dias venho pensando se comprometeria meu povo novamente em uma batalha como essas, e antes que você chegasse, já havia me decidido – O suspense no discurso de Shynaga já estava perturbando a serenidade do mago.

– E então, pelo que optou, Shynaga? Fale logo; meu tempo é curto, a batalha se aproxima a passos largos.

– As aranhas não são covardes e jamais se esconderão! Assim, meu caro amigo, as aranhas estarão ao seu dispor nesta batalha! – Com a decisão, todas as criaturas que se encontram ao redor deles começaram a chiar, em um uníssono infinito.

– Obrigado, Shynaga; mais uma vez, você provou ser digna de seu posto; voltaremos a nos ver em breve! – Merlin bateu com seu cajado no chão com bastante força. Um fogo azulado o encobriu por inteiro, enquanto ele desaparecia no calor das chamas. Antes de sumir por completo, o feiticeiro deixou uma mensagem estridente no ar: por todo o túnel, as centenas de aranhas que perambulavam por lá escutaram uma sonora exclamação de “Vida longa a Arthur e a seus aliados!” que ecoava até a superfície.

***

Um grande círculo de grama queimada formou-se ao redor do local do reaparecimento de Merlin. – Finalmente, ar fresco! – Não houve mais tempo. Várias cordas desceram por entre as gigantescas árvores que contornavam a recém-criada clareira, e um coro de vozes femininas que entoavam um estranho grito de guerra ecoava pela floresta. Lanças apareceram aos pés do mago e, em questão de alguns segundos, ele via-se perante a uma mulher, toda adornada com folhas e couro, que lhe apontava uma adaga, uma pequena arma que mais parecia uma faca.

– Quem é você? – Indagou a voz feminina, enquanto atava as mãos do mago com espessas cordas.

 

Capítulo X – O Mapa de Arthur

 

CAPÍTULO X – O MAPA DE ARTHUR

Uma simples cópia de um dos vários mapas existentes em Avalon. Mais nada. Mesmo depois de ficarem algumas horas inspecionando cada canto do mapa, nenhum dos guerreiros, nem mesmo a feiticeira, conseguia identificar a razão de Arthur ter deixado o mapa com Morgana; a única coisa que encontraram era uma mensagem que dizia “Neste mapa, guardada Excalibur está; Quem a ela no mapa encontrar, será digno de me libertar”.

– Sempre odiei essas charadas de Arthur – Gareth exclamou, irritado. – Por que ele simplesmente não nos entregou o mapa pronto, para que não perdêssemos tempo procurando a resposta de uma charada como esta?

– Nem mesmo duzentos anos depois vamos entender Arthur – disse Ivain, divertido com o desafio da charada.

– Não consigo entender… Como Excalibur pode estar em um mapa de Avalon? Se fosse assim, quase todos os habitantes deste reino teriam Excalibur em suas mãos! – Aaron exclamou, confuso.

– Tem que haver uma explicação! Deixe me ver… Arthur saberia que apenas nós nos lembraríamos de procurá-lo aqui, portanto, a resposta deve ter algo em comum com algum de nós! – Safir tentava desvendar o mistério.

O anoitecer chegou, e o mistério não foi decifrado. De repente, Aaron falou:

– Chega, não aguento mais! Eu desisto! – Jogou sua espada na mesa e saiu do aposento. A espada soltou-se da bainha e, por instinto, Leonel segurou-as antes que caíssem na mesa e, assim, desvendou o mistério.

– Olhem! – Ele exclamou, entusiasmado. Em oposição à luz, os enfeites de ouro que havia na bainha refletiam uma sombra no mapa que exaltava quatro vilarejos de Avalon; justo o número de pergaminhos escondidos por Arthur.

– É, agora eu entendo o quão sábio foi Arthur ao planejar tudo isso… – Morgana exclamou, enquanto revirava um grande armário de madeira.

– É, realmente, a engenhosidade de Arthur com essa charada foi impressionante. Dessa forma, se você se enganasse e o mapa caísse em mão erradas, o indivíduo que o possuísse, sem a bainha de Excalibur em mãos, não conseguiria prosseguir – Leonel, impressionado com a destreza de Arthur, disse.

– Sim, mas não falo apenas disso: Arthur escolheu bem ao planejar tudo isso porque acreditava que um jovem corajoso como Aaron aceitaria sua missão – Morgana disse, dirigindo-se a Aaron. – Garoto, me enganei com você. Provou-me que é muito melhor do que eu imaginava. Aceite minhas desculpas por ter te subestimado.

– Estamos prontos para voltar, jovem Aaron – Gareth, com o mapa entre as mãos, interrompeu o discurso de Morgana. – Seria prudente voltarmos antes que o sol fique muito forte.

– Sim. Acredito que já possamos ir. Morgana, agradeço por tudo e, se isso te serve de algo, tem a minha palavra que de forma alguma desistirei desta missão; tenha  certeza que você ainda terá notícias minhas, como o jovem que libertou o grande rei! – Aaron exclamou, orgulhoso de si.

– Tenho certeza que cumprirá suas promessas, Aaron. Arthur sabia o que estava fazendo quando lhe incumbiu de realizar essa missão. Adeus – No mesmo instante, os guerreiros foram transportados para as proximidades do barco, que estava reformado e possuía alguns novos apetrechos; o barco agora abrigava os cinco guerreiros com espaço de sobra.

– Espero que gostem deste meu último presente! Ah, e Aaron, lembre-se: a profecia disse que você era digno de libertar Arthur, e não que você o libertaria! Não seja uma marionete de uma profecia! – lembrou a feiticeira.

– Eu não serei. – O guerreiro levantou sua espada ao vento e depois partiu, deixando a feiticeira e a ilha para trás.

 

Capítulo IX – Morgana

E aí galera! Bom, aqui vai o próximo… Falta pouco!!

CAPÍTULO IX – MORGANA

Já era de manhã quando Safir acordou a todos para dar a grande notícia: – Chegamos!

Realmente, eles haviam chego. Aaron levantou-se, ainda aturdido pelo sono, inclinou-se até o rio e lavou o rosto. A ilha parecia muito maior de perto do que a beira do riacho; as árvores, de espécie desconhecida para Aaron, eram maiores do que as de Mazera.

– Certo, chegamos. Mas, onde está Morgana? – Perguntou Aaron, confuso. – Não há nem sinal de que exista vida nessa ilha desprezível!

Repentinamente, uma voz misteriosa fez-se ouvir perante os guerreiros, que estavam amarrando o barco para que este não fosse tragado pelo mar:

– QUEM OUSA CHAMAR A MINHA ILHA DE DESPREZÍVEL?! – A voz parecia furiosa. – POIS VAI MORRER ANTES QUE POSSA MOVER UM MÚSCULO PARA SE DEFENDER! DIGAM SEUS NOMES FORASTEIROS!

– Como ela pode nos ouvir, se nem ao menos podemos vê-la? – Aaron não conseguia acreditar no que ouvia. Safir adiantou-se e exclamou:

– Grande feiticeira Morgana, sou Safir, e estes são Aaron, Gareth, Ivain e Leonel. Desculpe-nos pelo atrevimento, somos amigos do grande rei Arthur.

– ÓTIMO! POR SEREM AMIGOS DE ARTHUR, TEREI COMPAIXÃO DE VOCÊS E DEIXAREI ESCAPAREM SÃOS, SE SAÍREM IMEDIATAMENTE DA MINHA “DESPREZÍVEL ILHA”! – Morgana fazia com que aparecessem trovões no céu enquanto falava.

Aaron estava incrédulo. – Levamos mais que duas semanas para chegarmos até aqui e agora vamos embora? Não, isso não pode estar acontecendo! – Uma mão pousou no ombro de Aaron.

– Jovem Aaron, sei o quanto é importante para você sermos breve nessa missão, mas Morgana não nos deixa opção: vamos sair daqui e procurar outra forma de conseguirmos os pergaminhos de Arthur – Leonel disse, dirigindo-se para o barco.

Aaron, irritado, o acompanhou, tentando imaginar o que fariam a seguir. No mesmo instante, uma nova mensagem de Morgana fez com que parassem:

– ESPEREM! O QUE É ISSO QUE CARREGA ENTRE OS BRAÇOS, JOVEM ATREVIDO?

Aaron, dominado por um fio de esperança, mostrou sua espada ao vento, imaginando se Morgana poderia vê-la. No mesmo instante, uma figura apareceu perante ele, causando-lhe um susto.

– Há quanto tempo não via essa bainha! Vejo que Arthur se empenhou em mantê-la segura dos mercenários – Morgana exclamou, um pouco mais calma, depois do susto que deu em Aaron ao projetar-se a sua frente.

– O quê? Essa bainha pertenceu a Arthur? Como você sabe? – Aaron, recuperado do susto, perguntou.

– Criança, acha mesmo que eu não reconheceria minha própria criação? EU a criei, como presente a Arthur por ter conseguido retirar a legendária espada Excalibur da pedra em que ela estava presa. – Morgana ria, com gosto – Ah, me desculpe pela minha hostilidade. É que não recebo visitas há mais de dois séculos: a última pessoa que me visitou foi o próprio Arthur!

Safir adiantou-se e perguntou:

– Nesse caso, você deve saber algo sobre os planos de Arthur, e como ele ficou enfeitiçado no Templo Ignión, correto? Será que você pode nos ajudar?

– Ah, se eu soubesse que era isso que Arthur planejava… Teria impedido aquele palerma do Merlin de trancafiá-lo naquele templo! Agora, pelo que vejo, o destino de toda Avalon está nas mãos de um garoto! Que ideia Arthur foi ter! – Morgana menosprezava Aaron. A feiticeira parecia não admitir que o jovem pudesse ter sido escolhido pelo destino para a missão. – Mas, em todo o caso, prefiro ficar quieta e apenas realizar a minha função: venham, tenho algo que aposto que vocês vão querer ver em minha casa!

Aaron não entendeu: – Mas como podemos segui-la, se nem ao menos sabemos onde a sua casa fi… – Não houve tempo. Os guerreiros foram transportados para uma pequena cabana, cheia de poções e experimentos, invadida pela natureza por todos os cantos.

– Antes que Arthur partisse, ele pediu-me para guardar esse mapa, endereçado a você, jovem – Morgana entregou o envelope para Aaron, junto com uma inscrição que dizia: “Para aquele a quem o destino escolher”. – Nunca entendi o que Arthur quis dizer com isso, mas agora vejo o verdadeiro significado dessa frase. Pegue-o, é seu agora.

 

Capítulo VIII – O Caminho para Kwön

E aí galera! Aí vai o próximo capítulo… Espero que gostem! Valeu!

 

CAPÍTULO VIII – O CAMINHO PARA KWÖN

 

O sol já estava no céu há algumas horas quando o grupo chegou até as proximidades da ilha Kwön. O lugar, como todos os outros que os guerreiros viram durante toda a semana, parecia estar vazio; além disso, com exceção de uma fumaça que subia ao longe, não havia sinal de intervenção humana alguma naquela ilha. Cansados e abatidos, todos estavam muito satisfeitos de chegarem até lá; mas foi Leonel que identificou o problema:

– Safir, como chegaremos até lá? – indagou ele, preocupado. – Em nossa época, havia uma passagem, mesmo estreita, que levava até a ilha; mas agora, a passagem foi sufocada pelo mar. O que faremos?

O clima ficou muito tenso. Ivain e Gareth sugeriram procurar algum túnel esquecido dos anões – túneis que existiam em quase todo lugar – e atravessar por ele, mas as chances de que o túnel fosse encontrado eram mínimas: os anões conseguiam esconder muito bem as entradas para seu reino.

Foi Safir quem resolveu o problema: um pouco longe dali, o cavaleiro avistou uma modesta barca, grande o bastante para abrigar os cinco guerreiros apertados. Ela estava um pouco avariada, problema fácil de resolver.

– Pessoal, peguem toda a madeira que conseguirem! Vamos revitalizar essa barca! – Safir falava, exaltado. Há tempos que ele não podia provar seu valor como marceneiro: desde quando fora chamado para ser cavaleiro de Arthur.

– Mas Safir, não temos nenhum instrumento! Essa é uma tarefa impossível! – exclamou Ivain, indignado.

– Deixe disso, cavaleiro – respondeu Safir – a natureza nos fornece tudo o que precisamos, desde um simples toco de madeira até a mais resistente corda de cipó.

Ao meio-dia, a barca estava completamente restaurada, pronta para atravessar a pequena passagem entre o continente e a ilha. Exaustos, os aventureiros resolveram descansar o resto da tarde para, ao anoitecer, atravessarem a passagem.

O anoitecer chegou rápido. Aaron, que há várias noites não dormia, por causa dos vários hematomas adquiridos nos treinos com Safir, aproveitou a tarde toda dormindo. Foi acordado por Leonel, e logo já entrou no clima dos guerreiros:

– Vamos logo com isso, Ivain! – Safir gritava, entusiasmado. – E você, Gareth, o que faz parado? Vamos, ajude Leonel a colocar nossos mantimentos na barca; precisamos ser breves se quisermos chegar a Kwön ao anoitecer.

Devido às insistências de Safir, com o escurecer do céu os guerreiros já estavam no barco. À noite, que prometia ser fria e tenebrosa, fez com que todos se amontoassem e dormissem juntos, deixando apenas Safir solitário, comandando os movimentos do barco.

 

Capítulo VII – Por Favor, Me Ensine a Lutar!

E aí galera!

Passei para lembrá-los também que S.O.S. – Código Azul (a minha mais recente obra publicada) já está a venda no Clube de Autores! Confira no post logo abaixo desse, ou em “S.O.S. – Código Azul” no menu superior do blog. Valeu!

 

CAPÍTULO VII – POR FAVOR, ME ENSINE A LUTAR!

 

Fogo. Foi tudo o que Aaron conseguiu perceber ao acordar do recente desmaio que sofreu. Estava deitado sobre um monte de feno em um acampamento improvisado, possivelmente montado pelos cavaleiros. Uma forte dor na testa fez com que se lembrasse da condição em que estava.

– Você está bem? – Gareth perguntou, enquanto chegava da floresta, com a espada em punho. – Saímos do Deserto Verde há pouco. Safir e os outros foram buscar lenha e comida; pediram-me para que eu ficasse vigiando você. Agora pouco, ouvi um barulho estranho e resolvi verificar.

– Já estou melhor… – Aaron respondeu, levantando-se lentamente do colchão improvisado e encaminhando-se para lavar o rosto em um pequeno riacho que havia ali perto. – O que aconteceu? Só me lembro de um Goblin correndo em minha direção… Daí uma dor muito forte na testa e depois tudo escureceu…

– Você teve muita sorte, garoto – disse Gareth, devolvendo a espada na bainha. – Enquanto estávamos ocupados com o resto do bando, aquele Goblin arremessou uma clava que raspou na sua testa… É uma grande sorte você estar falando comigo agora…

– Mas o que aconteceu com aqueles Goblins? No meu povoado, todos sempre diziam que eles eram as criaturas mais pacíficas da região… Juro que, se eles não tivessem me atacado primeiro, eu nunca teria brandido minha espada contra eles – Aaron perguntou, confuso.

Gareth deu uma grande gargalhada e disse:

– Realmente, no meu tempo os Goblins eram pacíficos… Mas as coisas mudaram um pouco, garoto. Quando assumiu o trono, o pai de Ostheros, o rei Awern, organizou uma expedição com o único objetivo de exterminar essa raça. Muitos foram mortos, e os que sobraram tornaram-se assim…

Um galho sendo quebrado chamou a atenção de Aaron. Ao voltar-se para a direção do barulho, o jovem percebeu que Safir, Leonel e Ivain estavam de volta.

– Ora, ora! Se não é o nosso jovem corajoso que está de pé! Como se sente, Aaron? – Safir perguntou, enquanto colocava a lenha que carregava entre os braços na fogueira.

– Já estou melhor… – A feição de Aaron escureceu – Ei, onde está minha espada?

– Acalme-se… Ela está junto com seus outros pertences… – Ivain respondeu, divertindo-se com o desespero do garoto.

Aaron voltou-se para sua mochila e sacou a espada de dentro dela, apontou-a para Safir e gritou:

– Em guarda! Quero que me ensine a lutar, mestre Safir. Cansei de depender dos outros para minha própria defesa. Por favor, me ensine!

Com um rápido movimento, Safir sacou sua espada e desarmou Aaron. – Pois esta será sua primeira lição: mantenha as duas mãos no cabo da espada. A não ser que esteja portando um escudo, isso o ajudará a não ser desarmado. Segure-a firme como se estivesse segurando uma foice para cortar o trigo.

Enquanto isso, Leonel, Ivain e Gareth sentaram-se em volta dos dois para assistir o treino. Aaron parecia bastante dedicado, e possuía uma determinação inabalável.

– Agora, flexione levemente os joelhos e mantenha sua visão atenta para todos os lados; é importante saber de tudo o que acontece a sua volta. Tente esse movimento – disse Safir, girando seu corpo e, em seguida, fincando a espada no ar.

Aaron repetiu o movimento conforme havia assistido. – Assim está bom? – perguntou ansioso.

– Continue assim e rapidamente será tão bom quanto nós. Apenas lembre-se de um sábio conselho: nunca abandone sua espada. Sendo ela valiosa ou não, você não conseguirá nada em uma batalha se não estiver portando uma arma.

O anoitecer chegou, e Safir e Aaron continuaram treinando. Ivain e os outros se divertiam à custa deles, com os erros e tropeços do garoto. Certo momento, Aaron desferiu um veloz golpe contra Safir, que nem mesmo o experiente cavaleiro conseguiu se defender, caindo com a face no chão. Quando o céu escureceu, Safir concordou em parar:

– Chega por hoje, Aaron. Temos muitas noites para treinar. E se isso te alegra, você é um dos melhores guerreiros que eu já treinei até hoje – O cavaleiro despediu-se, dirigindo-se para seu leito, assim como os outros cavaleiros.

Com o machucado na testa e vários hematomas ao longo do corpo, a noite foi penosa para Aaron. – Pelo menos agora eu já posso me defender! – pensou ele, antes de cair em sono profundo.

 

S.O.S. – Código Azul — Adquira já seu original!

E aí galera!

É, eu sei, não é muito comum eu postar no blog duas vezes no mesmo dia, mas a situação exige. Sabe por quê? Acabo de publicar no Clube de Autores minha terceira obra, S.O.S. – Código Azul!

Já falei dela alguns posts atrás, mas vou relembrar tudo para quem não leu… Trata-se de um romance policial cheio de suspense, onde dois detetives tem menos de vinte e quatro horas para desvendar uma trama de assassinatos, pois, caso contrário, o assassino se perderá na multidão! Veja a sinopse:

SINOPSE: Os detetives Seixas e Ricardo já estão fora de seu horário de serviço na unidade policial quando se deparam com uma situação inusitada: sem querer, eles acabam se envolvendo em uma emocionante trama de assassinatos, cheia de mistérios, suspense e ação, onde todos são suspeitos. E o pior de tudo é que restam apenas vinte e quatro horas para que a dupla de investigadores consiga desvendar o mistério, pois, caso contrário, o assassino se perderá na multidão. Venha você também se aventurar nessa entusiasmante aventura, e se perder nos mistérios de S.O.S. – Código Azul!

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Quem tiver interesse, pode ler o primeiro capítulo da obra, clicando aqui. Você será redirecionado para um post anterior que fiz, contendo o primeiro capítulo.

Por favor, será uma honra receber os comentário de vocês leitores, tanto aqui no blog, quanto no meu email (contato.arthurlucena@gmail.com)… Qualquer dúvida, podem perguntar que respondo sem problemas, ok?

Um grande abraço a todos!

Arthur Lucena

Capítulo VI – Goblins

Espero que estejam gostando! Aí vai o próximo!


CAPÍTULO VI – GOBLINS

Alguns dias haviam se passado desde o episódio em Mazera; o grupo continuou caminhando e Aaron, como já era esperado, ficou muito abatido. Não conversava mais como antes, não fazia perguntas, não discutia com ninguém. Tamanha foi a mudança, que Leonel resolveu conversar com o jovem em particular, para ver se conseguia animá-lo:

– Ei, anime-se! Quando você menos esperar, seu irmão estará de volta ao seu lado e tudo isso vai acabar, você vai ver.

– Mesmo que tudo acabe, nunca mais serei como antes. Se alguém jogar um pedregulho em um rio, este se agitará como nunca. Algum tempo depois, ele voltará a ficar calmo e há quem pense que ele está igual à antes; mas a pedra estará lá, e isso o torna diferente – Aaron respondeu, observando e analisando a paisagem enquanto continuava a caminhar.

– Vejo que, apesar de tudo, seu lado filosófico não enfraqueceu, jovem Aaron. Quando quiser conversar novamente, me chame – respondeu Leonel, surpreso com a reflexão de Aaron.

Os dois guerreiros voltaram para o grupo e continuaram a caminhada.

***

O grupo já havia passado por várias paisagens diferentes desde que saíram de Mazera: montanhas, florestas, pântanos… E agora uma grande planície. O Deserto Verde, como era chamada pelos habitantes da região, pelo fato de só possuir plantas rasteiras em toda a sua extensão, era impressionante: quando se estava nele, podia procurar por todos os lados que era impossível ver qualquer tipo de construção. Com água em abundância, os guerreiros precisavam se preocupar apenas com a sua própria segurança.

– Vejo que já está melhor, caro Aaron. Espero que consigamos resgatar seu irmão rapidamente – Safir disse, ao ver Aaron voltando com Leonel.

– É… Já estou melhor. Mas, se não se importam, gostaria de me retirar e ficar sozinho um pouco… Algum problema? – disse Aaron, realmente parecendo estar mais animado.

– Pode ir, jovem guerreiro. Só não vá muito longe; se houver qualquer problema, fuja e nos avise com um grito – Gareth falou, sem diminuir o ritmo da caminhada.

Num instante, Aaron separou-se do grupo e, caminhando, resolveu admirar a paisagem. – Como pude deixar que pegassem Hefnna? Como posso ser eu o escolhido para salvar o reino se não posso nem ao menos salvar meu próprio irmão? – Aaron pensou, exausto da viagem. Subitamente, uma fumaça próxima de onde estava chamou sua atenção. Resolveu, cautelosamente, espiar e tentar descobrir o que era.

Dirigiu-se para um grande arbusto que havia logo a sua frente e olhou para a fumaça. Na direção dela havia um conjunto de cinco ou seis pequenas cabanas, feitas de pedra e com o telhado de feno. Observando mais um pouco, Aaron descobriu alguns homenzinhos verdes caminhando por entre as cabanas. Fascinado, levantou-se e tentou se aproximar deles. De repente, um deles percebeu sua presença, sacou uma corneta do bolso, e soprou-a. Um barulho ensurdecedor foi ouvido e, dentro de alguns instantes, cerca de duas dezenas deles vinham em sua direção, com clavas em punho e uma feição nem um pouco simpática.

– Aaron! Corra! – Foi Ivain que avistou a confusão em que Aaron estava prestes a se enfiar e proferiu o aviso imediatamente. No mesmo instante, todos olharam para onde Aaron estava e correram até ele.

– Não! Tenho que provar a mim mesmo que posso vencê-los! – Aaron ignorou as ordens de Ivain, e, com sua espada em punho, preparou-se para o combate.

– Que diabos você pensa que está fazendo, garoto! Fuja daí! São Goblins! – Leonel exclamou, irritado.

O líder do grupo – o mesmo que soprara a corneta – chegou até Aaron. O jovem, inexperiente, tentou um ataque direto à criatura que, facilmente, desarmou-o, derrubando sua arma no chão.

– Goblin maldito! – Ivain foi o primeiro a chegar até onde Aaron estava. Brandindo sagazmente a espada, o cavaleiro ameaçou o Goblin e os outros que chegavam.

O que se passou depois foi uma verdadeira confusão. Gareth, Leonel e Safir alcançaram Ivain, bem a tempo de ajudá-lo com os outros Goblins que chegavam. As armas se chocavam constantemente, até que os Goblins caíam e se amontoavam. Diferente do que Aaron esperava, as duas dezenas de Goblins estavam causando muito mais trabalho aos Cavaleiros do que a centena de soldados que eles enfrentaram na semana anterior.

Ao perceber a dificuldade da batalha, Aaron distanciou-se e ficou assistindo a tudo no mesmo arbusto em que, minutos atrás, espionava as criaturas. A habilidade dos cavaleiros era impressionante, mesmo para aqueles que eram peritos em batalha; Arthur realmente sabia o que queria quando os escolheu para serem seus guerreiros. Foi quando um dos Goblins, que estava pronto para atacar Safir, mudou de direção, encaminhando-se para Aaron. O jovem, ao vê-lo, tentou fugir, mas foi lento demais: de repente, uma grande dor surgiu em sua testa latejando como nunca; a visão da batalha começou a ficar embaçada, até que uma grande luz surgiu e Aaron não viu mais nada.

 

Capítulo V – Ataque em Mazera

E aí galera!

Aí vai o próximo capítulo… Boa Leitura!


CAPÍTULO V – ATAQUE EM MAZERA

Logo após a saída de Merlin, no meio da madrugada, Aaron e os outros começaram a traçar estratégias do primeiro lugar a ser visitado. Contudo, um problema surgiu: Avalon era muito grande, e não havia tempo para que o grupo visitasse todos os vilarejos.

– Como saberemos que vilarejos visitar sem cometer erros? – Safir indagou, sem obter a resposta. Ficaram por muito tempo ali, sem conseguir solução alguma.

De repente, Gareth falou:

– Tenho uma ideia. No nosso tempo, o tempo dos Cavaleiros da Távola Redonda, Arthur costumava visitar uma velha feiticeira sempre que podia. Era Morgana. Pode ser que ele tenha deixado alguma pista com aquela velha bruxa.

– Sim, sim. Nesse caso, esse será nosso destino – disse Safir, concordando. – Aaron, alguma objeção?

– Confio em vocês para me guiarem. Nunca viajei por Avalon, por isso não conheço muito o reino, a não ser o que ouvi nas histórias de meu pai – disse ele. – Safir, será que, antes de continuarmos, eu poderia cochilar por alguns minutos? Não dormi nada essa noite, já que fui atacado em plena madrugada.

– Se assim deseja, jovem Aaron, vá. Procure não demorar muito; não podemos nos dar ao luxo de descansar por mais do que alguns minutos. – O cavaleiro respondeu, enquanto procurava um lugar para afiar sua espada.

Aaron encontrou uma pequena clareira, ao lado de onde estavam os cavaleiros. Arrumou seu modesto local de dormir e rapidamente caiu no sono.

***

Meia hora se passou, até que Ivain caminhou até a clareira e acordou Aaron.

– Venha, já é hora de irmos. Safir está impaciente para seguirmos caminho rumo à ilha Kwön, onde Morgana vive.

– Já estou indo – disse Aaron, ficando em pé depressa. – Só vou apanhar meus pertences e já estou voltando para o nosso “acampamento”.

Depois de pegar a bolsa de couro, Aaron e Ivain voltaram para o acampamento. Gareth, Leonel e Safir estavam analisando um mapa, procurando a melhor rota a seguir.

– Pelo que vejo, seguiremos para o norte, passando no vilarejo de Niarel para conseguirmos suprimentos e depois seguimos direto para a Ilha Kwön – disse Gareth, pensativo.

– Niarel? É o vilarejo vizinho ao meu! – Aaron exclamou, juntando-se ao grupo. – Será bom passarmos por lá antes de começarmos a missão. Não esperava ficar tanto tempo fora, preciso falar com meu pai antes disso.

– Passaremos por lá, mas não podemos demorar muito; nossa missão será longa – disse Safir, com seriedade. Sob o comando de Safir, os guerreiros começaram imediatamente a caminhada até Niarel.

A viagem não era muito extensa: apenas um dia de caminhada. Entretanto, impaciente e ansioso, para Aaron o trajeto parecia demorar séculos. O dia passou sem muitas novidades: os guerreiros continuaram caminhando e relembrando algumas músicas de tempos atrás, e Aaron, sem saber a letra delas, tentava acompanhar o ritmo de seus parceiros. A espada parecia muito mais pesada do que antes, já estava ficando difícil segurá-la. Essa espada só me traz problemas pensou Aaron, enquanto andava. – O que adianta andar com uma arma com a qual não se pode se defender?

Aaron seguia o caminho planejando seu futuro, quando, subitamente, os cavaleiros pararam de cantar. O jovem estranhou, olhou para ver o que o que havia acontecido. Não foi preciso: ao olhar para seu lado esquerdo, Aaron avistou muita fumaça e fogo emanando de um vilarejo. Ao analisar a cena, derrubou sua espada no chão, produzindo um forte estalo que chamou a atenção de Leonel.

– O que foi, jovem Aaron? Por que essa surpresa? – disse Leonel, estranhando o comportamento do rapaz. – É apenas um incêndio; aconteciam frequentemente no meu tempo; logo o apagam.

– Não é isso – disse Aaron, pegando novamente a espada. – É que aquele fogo… vem da direção de Mazera! – exclamou, entregando-se finalmente ao choro.

***

Poucos minutos haviam se passado desde que Aaron descobrira que seu vilarejo tinha sido incendiado. O jovem, assustado, saiu correndo pela estrada, enquanto Leonel o seguia. O cavaleiro, após tentar acalmá-lo, foi imediatamente contar aos outros a descoberta.

– Safir, temos um grande problema em mãos; a fumaça que vimos no céu vem do vilarejo de Aaron, Mazera – disse ele, com firmeza. – Precisamos ajudá-lo: todos nós sabemos como é passar por tal aflição, e não podemos deixar que Aaron sofra com isso logo agora.

Safir, pego de surpresa com a revelação, meditou um pouco: Não podemos nos atrasar… Mas deixar Aaron arrasado será bem pior… É, precisamos ajudar.

– Amigos, não temos outra opção. Precisamos ajudar! – bradou Safir, como quem se prepara para um combate. Rapidamente, os guerreiros contaram para Aaron da decisão e, correndo, foram rumo à Mazera.

Não demorou muito para que chegassem. Nas proximidades, perceberam um estranho silêncio. Com isso, Safir murmurou:

– Vamos entrar pelas passagens laterais; se houver algum inimigo na aldeia, não será surpreendido se entrarmos pelo acesso principal.

Silenciosamente, os guerreiros contornaram o povoado e entraram no vilarejo. Parecia uma cidade fantasma. Não havia ninguém nas ruas, e os gritos, que outrora os guerreiros ouviram, pareciam ter sido arrastados junto com a leve brisa que passava por ali.

– Não vejo nada de anormal por aqui – disse Gareth, preocupado.

– Isso me cheira a magia… – Leonel, com as veias saltadas e espada em punho, estava vigilante.

De repente, um choque metálico chamou a atenção de todos. Ivain, que ficara por último, agora guerreava ferozmente com um homem alto e musculoso, que vestia roupas do império.

– Guardas do Império! Ostheros quer destruir o vilarejo de Aaron! – Safir, ao ver os trajes do homem, imediatamente desvendou o mistério. Mas já era tarde: dezenas de guardas corriam até eles. Foram emboscados.

– Ivain, proteja Aaron! Eu, Safir e Leonel nos encarregamos deles! Procurem um esconderijo e protejam-se! – Gareth, rapidamente sacou sua espada e, com um golpe rápido e sagaz, atravessou o corpo de um soldado que vinha chegando.

Enquanto isso, outro soldado chegou e tentou ferir Gareth pelas costas, mas Safir o protegeu, cravando sua espada no corpo do rapaz. Rapidamente, Ivain juntou-se a Aaron e, juntos, escaparam por uma viela estreita. Encontraram uma casa que havia sido derrubada e, junto a ela, um estreito esconderijo, grande o suficiente para suportar os dois. Entraram no esconderijo e ficaram esperando.

Safir, Gareth e Leonel brandiam suas espadas vorazmente. Ardia em seus olhos uma chama que não se via em qualquer um. Finalmente, depois de muitos anos, os Cavaleiros da Távola Redonda provam novamente seu valor! – pensou Safir, enquanto derrubava mais um soldado com um chute entre as pernas.

– Quinze! Estou ganhando! – Leonel gritou para Gareth. – Quero ver me ultrapassar nessa!

– Não vai ser tão difícil! – respondeu Gareth que, após derrubar outro soldado, arrancou a espada dele e atirou-a em outro que vinha em sua direção. – Pronto! Dezessete!

– Agora já estou no vinte e três, meu caro. Você demora muito! – disse Leonel, com a espada toda suja, arremessando mais um soldado para uma pilha de corpos a seu lado.

Por mais que tentassem, os soldados não eram páreos para Safir e os outros. Não demorou muito para que os poucos que restavam resolvessem largar as armas e fugir.

– Alguém se feriu? – Safir perguntou, preocupado. O experiente cavaleiro sabia que, mesmo envoltos pela magia de Merlin, eles poderiam se machucar como qualquer humano comum e acabar voltando para o outro mundo.

– Não. Estamos todos bem. Onde está Ivain e Aaron? – Leonel perguntou, limpando sua espada nas vestes de um soldado morto.

– Venha. Os soldados fugiram – Ivain levantou-se e deixou o esconderijo. Aaron o seguiu, um pouco atordoado com a batalha. Porém, uma visão ao longe fez com que acordasse rapidamente: Hefnna, seu irmão mais novo, estava sendo carregado por um soldado que se dirigia ao resto do batalhão.

– Não! Hefnna não! Ivain, meu irmão foi sequestrado, olhe! – Aaron apontou para o soldado.

Ivain refletiu por alguns momentos, até que falou:

– Sinto muito, jovem Aaron. É muito perigoso; colocaríamos a vida de Hefnna em risco. Além disso, será impossível alcançá-los antes que cheguem ao castelo, e nós não conseguiremos invadir o castelo sozinhos.

– Eu preciso ir, não posso deixar meu irmão lá! Não sou covarde! – Aaron lutava para se desprender de Ivain, que o segurava para que não corresse até o soldado.

– O que aconteceu? Alguém está ferido? – Safir, junto a Gareth e Leonel, juntou-se aos dois.

– Me-meu irmão fo-foi… se-sequestrado! – Lágrimas jorravam dos olhos de Aaron enquanto ele falava – Ajudem-no!

Com uma troca de olhares, Safir entendeu o que Ivain queria dizer. Dirigindo-se para Aaron, falou:

– Aaron, não abandonaremos seu irmão, mas não é prudente enfrentarmos sozinhos o rei e seus soldados. Encontraremos outro jeito de resgatá-lo; o rei é esperto o suficiente para saber que, enquanto seu irmão estiver vivo, nós ficaremos tentados a resgatá-lo.

– E meu pai? Onde ele está?! – Aaron estava fora de si. Ao longe, ele avistou um velho senhor sentado sobre os destroços do que um dia havia sido uma casa, chorando, inconsolado. – É ele! Tem que ser ele! – Aaron soltou-se dos braços de Ivain e correu até o homem. Realmente, era Lagorn.

– Levaram-no! Levaram seu irmão, Aaron! – Lagorn, exaltado, exclamou.

– Não sei qual deles devemos acalmar primeiro – murmurou Leonel, ao ouvido de Gareth.

– Acalmem-se! – bradou Safir. – Sei que é difícil raciocinar depois de um episódio como esse, mas precisamos pensar! Aaron, você já deve imaginar qual é o único jeito de salvar seu irmão.

– Sim, acredito que sei – Com um breve suspiro, Aaron cessou as lágrimas.

– Creio que, se o rei sabia que Hefnna era seu irmão, ele já sabe de nossos planos, e planeja frustrá-los o mais rápido possível. Para derrotá-lo, devemos libertar Arthur e vencer a guerra, que, com certeza, será inevitável no ponto em que já estamos. Se tudo ocorrer como planejamos, logo você verá seu irmão novamente – Safir limpou sua espada e guardou-a na bainha.

– Certo. Estou pronto. Para onde nossa missão nos levar, eu não desistirei até que meu irmão esteja a salvo – Aaron levantou-se e, dirigiu-se a seu pai. – Pai, eu sei que parece estranho, mas estou envolvido em uma missão. Não temos tempo para explicações; temos que partir imediatamente. Apenas saiba que todas as suas histórias são muito mais importantes do que eu imaginava.

– Espero que consiga tudo o que deseja, meu filho. Procure seu irmão e vença! Sempre soube que você deixaria sua marca na história. Até breve! – Lagorn levantou-se e abraçou demoradamente o filho.

– Todos prontos? – Ivain perguntou, dirigindo-se para a saída da cidade.

– Acredito que sim – Gareth, carregando os suprimentos que precisariam em uma grande sacola, seguiu Ivain.

– Voltaremos um dia – Aaron prometeu a Lagorn e, junto à Safir e Leonel, seguiram juntos rumo à ilha Kwön.

 

Capítulo IV – Tempos de Guerra

Oi pessoal!

Bom, espero que estejam gostando do livro… Peço, então, que votem na enquete, que está logo abaixo desse capítulo que estou publicando hoje, ok? Valeu!!

Vamos então ao quarto capítulo:

 

CAPÍTULO IV – TEMPOS DE GUERRA

Camelot não era mais o mesmo da época de Arthur. O castelo, que sempre foi tão movimentado, já que Arthur recebia o povo sempre de portas abertas, agora estava vazio: as únicas pessoas que se viam perambulando pelo lugar eram os soldados ou os convidados do rei. A estátua de Arthur, que outrora ocupava lugar de destaque na entrada do castelo, estava esquecida, jogada próximo às masmorras, com várias avarias por todo o monumento.

O salão do trono real era o que mais havia mudado: antes, alegre, adornado com inúmeros presentes, agora vazio, escuro e imundo. O rei, sempre sentado em seu trono, ocupado em lucrar ou espalhar ódio pelos vilarejos, não se importava com esses detalhes.

Merlin apareceu perto dali, em seu antigo laboratório, agora abandonado e cheio de teias de aranhas e insetos esquisitos. Ah, se Arthur estivesse aqui… Ele nunca permitiria isso – pensou o feiticeiro.

O rei estava cochilando no trono quando foi acordado por um soldado do castelo:

– Meu rei, descobrimos Merlin mexendo na área proibida do castelo; ele não sabe que o vimos, e mesmo se tentarmos impedi-lo, nossos soldados não conseguirão capturá-lo.

Subitamente, a feição, outrora sonolenta, de Ostheros mudou, e em seu lugar veio o ódio. – Peguem-no! Aquele mago imbecil deve estar planejando alguma coisa; ele jurou que não permitiria que Camelot ficasse sob o meu governo por muito tempo! – ordenou o rei, preocupado com as intenções do mago.

***

– Digníssimo rei, creio que o feiticeiro escapou dos nossos guardas; quando o alcançamos no laboratório, ele desapareceu sob os nossos olhos! – O soldado anunciou, temendo a ira do rei.

– Quem aquele aprendiz de feiticeiro pensa que é para interferir no meu governo? O tempo extinguiu toda e qualquer sensatez que ainda havia naquele velho! – Ostheros gritava tão intensamente que qualquer um que estivesse nas proximidades podia ouvir os xingamentos claramente. – Ganon! Venha até aqui imediatamente!

Ganon, seu conselheiro militar, estava na entrada do aposento e correu para dentro.

– O que foi, meu senhor? O que quer que eu faça? – Disse ele, tentando adivinhar as intenções do rei.

– Envie um grupo de soldados para os vilarejos próximos da floresta Alvendra, à procura de qualquer coisa que envolva magia. Acho que Merlin está tentando libertar Arthur da magia que o protege! – O rei ordenou, temendo a volta de Arthur.

– Com todo o respeito, meu rei, mas se isto estiver mesmo acontecendo, porque haveria atividades mágicas perto de Alvendra? – Ganon perguntou, estranhando a ordem.

– Ganon, como você é imbecil! Não se lembra de que a espada que trouxe todos os poderes para Arthur, Excalibur, estivera fincada em uma pedra na floresta? Pois então, uma floresta uma vez envolvida com magia, sempre estará envolvida com magia! – O rei respondeu, calculando suas ordens com grande destreza. – Envie também alguns representantes nossos até os reinos daquelas criaturas repugnantes e veja se consegue aliados.

– Mas para quê aliados agora, meu senhor, se não há nenhuma ameaça para nossos soldados neste momento? – Ganon perguntou, intrigado novamente com a ordem.

Sibilante, o rei respondeu:

– Estamos entrando em tempos de guerra, caro Ganon. Toda a ajuda que conseguirmos será necessária.

Votem!

Capítulo III – Um Reino em Guerra

E aí galera!

Aqui vai o próximo capítulo do livro… Espero que estejam gostando! Lembrando que, quem quiser ver do que se trata (sinopse, book trailer), ou quer encontrar os capítulos em ordem, desde o primeiro, basta acessar, no menu superior da página, o tópico “A Lenda de Avalon – A Espada do Rei”. Boa Leitura!

 

CAPÍTULO III – UM REINO EM GUERRA

 

Já se passaram dois séculos desde o afastamento de Arthur do trono real – Lagorn, com um tom de aventura, continuou a contar a história. – Durante este tempo, três décadas depois da ascensão do grande Cavaleiro Safir ao trono, quando o guerreiro ficou misteriosamente adoecido, um jovem estrangeiro iludiu a todos nós com suas propostas para governar, tornando-se o novo rei de Avalon.

Reunidos em torno de Lagorn estavam Hefnna e Aaron, seus filhos. Hefnna, o mais novo, de apenas cinco anos, era fascinado por histórias de aventura. Aaron, o mais velho, tinha ombros largos e fortes, cabelo loiro e rebelde. Seus olhos eram de um castanho-escuro magnífico; seus músculos, resultado de seu incessante trabalho braçal, eram muito bem definidos. Ao contrário do irmão, não possuía fascínio por aventuras.

– Seu reinado não foi nada parecido com o que prometera; foi injusto conosco, tomou decisões precipitadas, levando Avalon a uma grande decadência – Com certa indignação na voz, Lagorn continuou a narrar o acontecido. – Quando chegou sua hora de largar o trono, decidiu que o próximo rei seria seu descendente, criando uma Era de infelicidade em Camelot.

– Nossa papai – disse Hefnna. – E o que aconteceu depois?

– É aí que entra o nosso rei, filho – Lagorn respondeu e continuou a história. – Depois de algumas gerações da família do governante estrangeiro, subiu ao trono o jovem Ostheros, que governa Avalon até agora. Como vocês mesmos sabem, seu reinado mostrou-se o mais cruel e injusto de todos: quando há alguma disputa que necessita de sua intervenção, opta pela decisão que causa mais sofrimento ao povoado. É sempre ríspido e severo com quem quer que vá ao castelo. Não confia em ninguém, a não ser em si próprio.

– Papai, pare, por favor! Hoje é meu aniversário, e não quero que nada estrague isso – disse Aaron. – Para quê arrisca ser ouvido por algum vassalo do rei, só para contar essas histórias antigas? Deixe de bobagens!

– Ah, meu filho, você ainda precisa aprender muito… – falou Lagorn, dirigindo-se para pegar uma estranha caixa que estava sobre a mesa. – Tome; espero que goste do presente.

Aaron abriu a tampa da caixa, e se deparou com uma poderosa espada. A arma era não muito bonita, comparada com as que ele vira entre os nobres, mas parecia executar bem a sua função de defesa e ataque. O jovem resolveu apreciá-la entre as mãos; foi só então que percebeu uma magnífica bainha que estava no fundo. Diferente da arma, a bainha era toda trabalhada em ouro puro; não parecia ter sido confeccionada propositalmente para a espada.

– É uma herança da minha família; meu avô me deu antes de morrer. Espero que seja útil algum dia. – exclamou Lagorn.

– Obrigado, meu pai. Aliás, devo dizer que será muito útil em breve; tomei uma decisão: vou sair por uns tempos. Já tenho tudo pronto, e eu preciso aprender a me virar sozinho – anunciou Aaron, sem rodeios.

Surpresos, Lagorn e Hefnna nada puderam fazer perante a vontade do jovem; ele estava realmente decidido. Ao entardecer do dia seguinte, Aaron pegou sua mochila e partiu, caminhando em direção à floresta Alvendra.

***

O sol já estava quase desaparecendo quando Aaron chegou até Alvendra. Com a escuridão, a floresta aparentava ser muito assustadora. Resolveu entrar na mata para procurar lenha e fazer fogo. Fazia muito frio aquela noite. Além disso, precisava montar um pequeno acampamento antes que ficasse escuro demais. Lobos e Kappas – espíritos que podiam invocar magia – habitavam a floresta; ele não podia arriscar ser encontrado por um deles.

O jovem se deparou com inúmeros galhos secos das árvores espalhados pelo chão, que poderiam ser usados para uma fogueira; encontrou um simples e aconchegante esconderijo, cercado por dois grandes morros e muitas árvores. Com os morros atrás de si, não seria atacado por trás, e as árvores lhe davam uma boa visão do que acontecia em volta. Apanhou sua pequena mochila de couro – a única coisa, com exceção da espada, que pegou antes de sair de casa – e retirou duas pedras-carvão. Esfregou as duas até que surgisse alguma faísca para acender a fogueira e, quando esta já estava acesa, procurou folhas grandes e plantas que pudessem deixar sua cama improvisada mais confortável. Quando conseguiu terminar seu acampamento, já passava da meia noite.

Exausto do trabalho, resolveu dormir, para poupar energias para o dia seguinte, quando decidiria para onde iria. Alimentou a fogueira com mais lenha, para que durasse a noite toda, e deitou-se.

Foi acordado durante a madrugada, quando ouviu um forte estalo de galhos quebrando perto de si. Apanhou um dos galhos incendiados da fogueira, para tentar iluminar ao seu redor. Dezenas de lobos famintos encontravam-se a sua volta.

Rapidamente, levantou-se, pegou sua espada, e apanhou uma pequena tocha. Resolveu tentar espantá-los, atiçando o fogo contra eles. Não adiantou. – Não posso pensar em usar essa espada! Nem ao menos sei lutar! – pensou ele, arrependido por não ter pedido ao pai algumas instruções de batalha.

O lobo maior, que parecia ser o líder da alcateia, soltou um uivo longo e incessante. Como atendendo a um chamado, os outros lobos uivaram juntos, num uníssono sem fim. Nesse momento, Aaron resolveu correr, para tentar se livrar dos animais, mas os lobos, por sua vez, passaram a persegui-lo floresta adentro.

Caçado por lobos durante toda a madrugada, Aaron estava desesperado. Continuou correndo por entre as árvores, enquanto os lobos ganhavam distância. De repente, o jovem conseguiu perceber um paredão de rochas a sua frente; tentou voltar, mas já era tarde: estava encurralado.

Sua única alternativa era tentar escalar a encosta. Subiu o mais rápido que pode; no entanto, os lobos possuíam mais facilidade na escalada. Os animais estavam a menos de cinco metros dele, e ele, cansado e apavorado, reuniu suas últimas forças e terminou de escalar o paredão de rochas.

No topo do monte, percebeu que os lobos também conseguiram subir, e que o bando olhava-o, faminto. E agora? Não tenho para onde fugir! – pensou ele. – Mas não vou deixar que me peguem! – Aaron largou a tocha e saiu correndo novamente. Foi inútil: os lobos o cercaram. Não havia mais saída.

De repente, ele avistou uma grande e escura caverna; a escuridão impedia que ele conseguisse mais detalhes do lugar, mas, devido às circunstâncias, o jovem resolveu correr até lá e tentar se livrar dos lobos.

O interior da caverna era assustador; fato que Aaron nem mesmo percebeu, devido a sua pressa em se esconder. Rapidamente, agachou-se atrás de uma rocha e se calou; foi quando os lobos chegaram. Os animais começaram a, cautelosamente, vasculhar o local; não demoraria muito até que o encontrassem. Foi então que aconteceu: de repente, uma luz azulada emanou da bainha da espada e cruzou a caverna até uma parede de rochas; tão intensa era, que Aaron não conseguia olhá-la diretamente por mais do que alguns instantes. Inesperadamente, uma explosão de cores fez com que Aaron caísse no chão, arranhando-se todo. Com medo do que fosse aquela forte luz, os lobos saíram correndo, na direção oposta a Aaron.

Alguns instantes depois, a intensa luz parou, e Aaron pôde perceber que o paredão de rochas havia se partido, dando espaço a um homem, já de idade avançada, que, com uma voz rouca e misteriosa disse:

– Aaron, filho de Lagorn, você é o escolhido para salvar o reino de Avalon de todo o mal que o habita. Desde os tempos do rei Arthur e seus cavaleiros, Avalon espera por esse dia; o reino está dominado por injustiça e crueldade, e segundo a profecia e a magia antiga que rege esta terra, você deve libertar o grande rei Arthur para que Avalon prospere novamente.

– Quem é você?– disse Aaron. Sua voz ecoou por toda a caverna. – Não terei pena de atacá-lo com minha espada se não se identificar.

– É um jovem corajoso, pequeno Aaron. Mas não devia insultar quem não conhece. Sou Merlin, mentor e mago fiel de Arthur, membro honorário dos Cavaleiros da Távola Redonda! – disse o velho.

– Como? Já faz mais de dois séculos que os cavaleiros viveram… Como você pode ter vivido lá e ainda estar vivo? – disse Aaron, assustado e intrigado com o velho.

– Sou um feiticeiro, e, como um, desenvolvi encantamentos para ultrapassar as barreiras humanas. Há duzentos anos, fui encarregado de uma missão: conduzir o escolhido em seu destino. Portanto, devo lhe informar, jovem guerreiro, que você é o escolhido para libertar Arthur de seu feitiço.

– Você está louco? Nunca que eu conseguiria. – Aaron, indignado, respondia ferozmente. – Você escolheu o jovem errado, meu caro. Não sou do tipo que parte em uma missão só por causa das palavras de um velho esquisito.

– Meu jovem, você se arrependerá logo de suas palavras. Não fui eu quem o escolheu; foi o destino! Sua mãe morreu, não foi? – Merlin falava com uma voz enigmática.

Repentinamente, a face de Aaron mudou; em vez de surpresa, agora havia pura revolta.

– Sim. Aqueles miseráveis… – lágrimas escorriam dos olhos de Aaron, lembrando-se do acontecido.

– Eu tinha apenas doze anos na época… Ah, se eu fosse mais velho, teria acabado com todos aqueles soldados. Ela não havia feito nada! Nós não tínhamos dinheiro para pagar o imposto, o que poderíamos fazer, a não ser recusar a pagá-lo? Mas aquele soldado medíocre a atacou… Por quê?!

– Eu sei bem como é perder entes queridos e ter que continuar vivendo. Acredite, já passei por isso muitas vezes. – Um suspiro escapou dos lábios ressecados de Merlin.

– E meu pai… Sofreu durante alguns meses, mas não demorou muito e já arrumou outra mulher… Parece que ele nem se importa com o que aconteceu… Aliás, ninguém sequer lembra-se de como ela era, ninguém nem sequer fala nela! Malditos soldados! – Aaron soluçava e chorava, sem conter a angústia.

– Ajude-me, jovem Aaron, e eu também lhe ajudarei. Posso pressentir que há muito mais dentro de você do que você pensa, e eu lhe auxiliarei a descobrir o que é – Merlin disse, em um tom de consolo.

– Tudo bem – Aaron levantou-se e respondeu – Eu vou. Mas não se esqueça de sua promessa, velho feiticeiro. Pois eu farei você cumpri-la.

– Não me esquecerei – O mago concordou. Um sorriso emanou de sua face. – Antes de seu desaparecimento, Arthur escondeu quatro pergaminhos ao redor de toda Avalon. Juntos, estes objetos podem libertá-lo e trazê-lo de volta a vida. Para ajudá-lo, jovem guerreiro, quatro dos melhores Cavaleiros da Távola Redonda o acompanharão.

– Mas como? Não estão todos mortos? – Aaron parecia surpreso com a notícia.

– Para a magia, nada é impossível – Merlin respondeu, dando uma gargalhada. – Veja.

No mesmo instante, a mesma luz que outrora emanava da bainha reapareceu, vinda do cetro que Merlin portava. Quatro figuras feitas de água surgiram, assumindo o formato de quatro homens. A luz foi enfraquecendo, e os homens adquiriram uma aparência humana.

– Mestre mago – disseram os quatro cavaleiros, em uníssono. – Estamos aqui para ajudá-lo.

– Estes serão seus companheiros, jovem Aaron – disse Merlin. – Apresento-lhe Gareth, Safir, Ivain e Leonel.

– Os lendários Cavaleiros da Távola Redonda! – Aaron não conseguira deixar de exclamar sua surpresa. Os heróis das histórias de seu pai estavam na sua frente.

– Quando conseguirem os pergaminhos, vocês devem seguir em direção ao Templo de Ignión, a leste do rio Viohr. É no templo que Arthur deve ser libertado.

– Certo. Obrigado pelos conselhos, poderoso mago – Os cavaleiros, novamente, responderam juntos.

– Aaron – Merlin disse, com seriedade. – Devo informar-te de uma coisa: você recebeu um presente muito mais especial do que imagina; a bainha que protege sua espada possui uma relação com o passado muito grande. Não a perca.

– Não a perderei, acredite – Aaron respondeu, mostrando determinação em sua voz.

Como num piscar de olhos, Merlin desapareceu, deixando apenas uma nuvem de fumaça para trás.

Capítulo II – O Lacre Mágico

E aí pessoal! Bom, como prometido, já estou postando o segundo capítulo do meu livro A Lenda de Avalon – A Espada do Rei. Espero que gostem! Comentem!


CAPÍTULO II – O LACRE MÁGICO

Para onde eles podem ter ido? – Arthur exclamou, pensativo, olhando para um grande quadro de sua mulher que havia na parede. – O que aquele traidor fez com o nosso filho, Guinevere?

Guinevere era uma mulher decidida, dona de uma beleza inimaginável. No quadro, trajava um longo vestido, com o brasão de Camelot – uma serpente – em destaque. Casara-se com Arthur há vários anos: o recém-coroado rei a escolheu para o matrimônio entre as várias garotas do reino. Sua feição parecia transtornada. Mesmo seus impressionantes olhos castanhos pareciam arder na chama de um fogo interior.

– Eu sempre imaginei que você o amava! – anunciou Arthur, sem medir as palavras. – E agora, acontece isso!

Subitamente, uma figura se materializou na frente de Arthur: era Merlin. O homem possuía uma barba de tamanho incomum e trajava uma túnica longa e sapatos enormes. Era mais baixo do que Arthur, mas seu chapéu de feiticeiro fazia com que aparentasse ser mais alto. Consideravelmente magro, Merlin possuía traços de alguém muito idoso que, em condições normais, já estaria morto há muito tempo. Merlin era um mago, e dos mais poderosos: sempre portando seu cetro feito de madeira de carvalho, o feiticeiro já demonstrara ser muito útil ao rei e extremamente fiel, apesar de nunca ter lhe prestado nenhum juramento de lealdade.

Merlin trazia novas notícias e anunciou-as com voz rouca:

– Caro rei, acabo de me informar que Safir já organizou seu exército, e está pronto para a busca por Yunnór. Seu cavalo já está pronto, e todos estão lhe aguardando – Merlin anunciou, com um tom de voz que trazia um tom de mistério para quem o ouvisse.

– Obrigado por me avisar, mago – disse Arthur, agradecendo com a cabeça. – Feiticeiro, você me acompanhará em minha busca?

Merlin parecia confuso:

– É com pesar que lhe digo, Arthur, que não poderei acompanhá-lo. Tenho outra importante busca a fazer; meu livro de encantamentos também desapareceu e preciso encontrá-lo o mais rápido possível. Segredos sinistros que jamais devem ser revelados estão guardados nele – disse o feiticeiro ao rei; exibindo sinais de extrema preocupação.

Preocupado, Arthur rapidamente saiu do aposento. Quando chegou ao térreo, avistou Safir e os outros na entrada do grande Castelo de Camelot. Correu ao encontro deles, montou em seu cavalo e saiu em busca de Yunnór.

O Castelo de Camelot parecia vazio sem a presença de Arthur. A fortaleza, construída por Uther Pendragon – o rei que antecedeu Arthur no trono – jamais tinha sido derrubada nas constantes guerras em que Avalon havia se envolvido. O povoado em geral considerava o castelo como um lugar enigmático: o monumento possuía passagens secretas que até mesmo Arthur desconhecia. Frequentemente, algumas eram descobertas acidentalmente por algum funcionário ou convidado do rei. Uma grande estátua em forma de serpente, erguida em homenagem a Arthur, há uma década, era feita de ouro puro, e estava colocada logo na entrada do castelo.

***

Já começava a anoitecer quando Arthur, Safir, e os outros voltaram da expedição. Todos estavam extremamente cansados e abatidos, além de muito mal-humorados.

Alguns cavaleiros aguardavam Arthur na entrada do castelo, junto à estátua de ouro.  Indagado sobre o resultado da busca, o rei respondeu com rancor:

– Nada, não encontramos nada. Procuramos por todos os povos, toda a floresta, mesmo em Camelot ou nos antigos túneis dos anões. Ninguém os viu, ninguém sabe. Eles simplesmente desapareceram.

– Mas como, meu rei? Lancelot e Guinevere têm que estar em algum lugar de Avalon! – exclamou um dos guerreiros.

– Tenho guardas procurando por eles em todo o reino, e ninguém encontrou nada até agora. Isso tudo indica que eles não estão mais em Avalon; devem ter partido para o exterior. Eu sei que é difícil acreditar, mas não encontraremos Yunnór tão cedo – disse o rei, recolhendo-se a seus aposentos. Inexplicavelmente, sua face cintilava em alívio.

***

– Não! Não posso ajudá-lo Arthur, nem se minha vida dependesse de seu pedido! – respondeu Merlin, surpreso com tamanha proposta. Sua boca tremia, sua voz parecia descontrolada. Toda a calma que outrora lhe parecia permanente, desapareceu.

– Merlin, creio que não haja outra solução – Arthur disse, assumindo um tom de seriedade. – Minhas recentes investigações apontaram que uma horrenda trama tem a mim como alvo. Não posso deixar que me capturem, ou Avalon estará perdida.

– Mas Arthur, é muito arriscado! Mexer com a magia antiga não é algo muito fácil de fazer, não posso ter certeza dos resultados. E se algo der errado, e se sua alma não ficar selada, e Excalibur for descoberta por qualquer outro que não estiver predestinado? – exclamou Merlin, andando de um lado a outro do quarto, preocupado. – Como poderei ter certeza de que a profecia se realizará, como saberei quem será o escolhido para libertá-lo de sua prisão espectral? Não posso fazê-lo Arthur, Avalon e o reino não podem se arriscar a perdê-lo, digníssimo rei.

– Será muito pior para Avalon se me assassinarem e tomarem o governo. Preciso que você me enfeitice, Merlin. Passei os dois últimos dias planejando como funcionará: usando todo o poder mágico que Excalibur possui, criarei quatro pergaminhos. Estes serão escondidos em toda Avalon. Assim, quando o escolhido chegar, ele reunirá os quatro pergaminhos, que, combinados, me libertarão de seu feitiço.

O andar intrigante de Merlin cessou, e ele disse:

– Receio que me arrependerei amargamente no futuro, mas devo admitir que você está certo, será pior para Avalon se você for assassinado. Voltemos aqui dentro de duas semanas, tempo necessário para que você esconda os pergaminhos enviando-os magicamente com Excalibur, e também para que eu crie o feitiço. Farei isso a contragosto, mas sei que é necessário – disse o feiticeiro, desolado com a arriscada decisão.

– Fico grato pela sua ajuda, feiticeiro. Nunca me esquecerei de sua fidelidade. Vejo-te em duas semanas – Arthur exclamou, caminhando vagarosamente até a porta, onde olhou seu quadro na parede do aposento. O quarto era amplo e cheio de presentes que Arthur ganhara de seu povo. Um deles era o quadro, pintado pelo melhor artista do reino, recebido no dia de sua coroação. Nele, Arthur era retratado jovem, com uma feição um tanto angelical, segurando Excalibur, recém-descoberta, entre as mãos.

– Arthur! – O mago exclamou, inesperadamente. O rei voltou os olhos em direção a Merlin. – Gostaria que soubesse que Avalon nunca se esquecerá de seu reinado. O povo possui uma consideração especial por você que nunca se viu com nenhum outro governante – emocionado, Merlin finalizou – Só queria que soubesse disso. – E sumiu, deixando apenas uma nuvem de fumaça no aposento.

– Obrigado – Arthur disse, mesmo sabendo que se encontrava só. – Nunca me esquecerei de Avalon também.

E saiu, caminhando a passos largos pelos corredores de Camelot.

***

Dez dias já haviam se passado desde a conversa entre Merlin e Arthur. Entretido com seus feitiços, Merlin era avistado pelos moradores apenas em ocasiões especiais.

No mesmo período, Arthur partiu em uma grande caminhada pelo reino. O rei selou seu cavalo, vestiu sua armadura, colocou Excalibur na bainha e saiu em sua missão. Foi até a ilha Kwön, onde morava uma velha feiticeira chamada Morgana; lá, ele enviou os quatro pergaminhos para os lugares secretos que ele mesmo havia escolhido, o que se mostrou ser uma exaustiva tarefa.

Quando precisava esconder o último pergaminho, Arthur ficou indeciso quanto ao esconderijo do objeto.

Como poderei me certificar de que a profecia não se realize a alguém indesejado? Como poderei assegurar que Avalon não sofra ainda mais? – Arthur falou sozinho. Repentinamente, seu semblante iluminou-se. Tinha encontrado uma solução.

***

Entre todos do reino, além de Merlin e Arthur, o único que sabia dos planos era Safir. O cavaleiro, experiente e leal, jurou não confessar o segredo a ninguém, e enchia de desculpas aqueles que desconfiavam de alguma coisa. Safir não contou nada nem mesmo para seus companheiros, Gareth, Leonel e Ivain, todos Cavaleiros da Távola Redonda. Devido à traição de Lancelot, Arthur se opunha a qualquer sugestão de revelar seus planos a qualquer um que não fosse Merlin e Safir.

Ao anoitecer do décimo terceiro dia, o rei estava de volta ao castelo, exausto. Na penumbra da noite, Arthur levantou-se da cama e, silenciosamente, dirigiu-se para o laboratório de Merlin. O aposento ficava no topo da torre esquerda do castelo, fazendo com que Arthur atravessasse a fortaleza inteira para chegar ao cômodo.

Quando já estava na metade do caminho, lembrou-se que havia esquecido Excalibur no quarto. Como fui tão descuidado? – pensou ele. Voltou ao aposento, evitando fazer qualquer barulho desnecessário, pegou a espada, e retornou para os corredores do castelo.

Ao chegar à passagem que antecedia o laboratório, percebeu uma densa fumaça por todo o corredor: vinha dos aposentos de Merlin. Bateu na porta algumas vezes, tentando fazer o mínimo de barulho possível para que apenas o feiticeiro ouvisse o chamado. Não demorou muito, e a voz rouca e familiar de Merlin murmurou:

– Entre, Arthur, vejo que não desistiu de seus planos. Seria um rei mais prudente se o tivesse feito.

– Tal decisão não me tornaria mais prudente – Arthur retrucou. – Me tornaria apenas covarde.

Merlin concordou, acenando com a cabeça. Arthur sabia que, mesmo com o feiticeiro disfarçando, censurando-o com vigor, era possível perceber que o mago tinha um instinto de aventura, que o movia a aceitar tudo aquilo.

– Passei toda a semana trabalhando no feitiço. Consultei alguns velhos amigos meus, e descobri o encantamento certo. Pena que meu livro de feitiços desapareceu; seria de grande importância gravar este encantamento nele, caso fosse necessário usar o feitiço novamente. Agora, diga; conseguiu esconder os pergaminhos em lugares protegidos de intrusos?

– Não só o fiz, como também criei uma maneira de garantir que a magia não se cumpra nas mãos das pessoas erradas. Mas, por motivos de segurança, gostaria que esse meu plano ficasse secreto até mesmo para você.

– Se assim deseja, rei, não posso me opor. Está realmente decidido? – perguntou Merlin, assumindo novamente um tom de seriedade.

– Sim, para o bem de toda Avalon, essa é minha decisão final. – Respondeu Arthur, seguro de seu veredito.

– Se é assim… Até alguns anos, ilustre rei. Foi uma honra servi-lo em seu reinado – Merlin concluiu, pegando seu cetro, e mirando-o em direção a Arthur.

Repentinamente, os olhos do feiticeiro adquiriram uma cor verde esmeralda, que circulou por toda a órbita dos olhos. As vestes compridas do mago começaram a se levantar, um forte vento circulou por todo o laboratório; dezenas de palavras e estranhos sons escaparam de sua boca, palavras que não pareciam ter poder algum quando declamadas sozinhas, mas que, no feitiço, adquiriam um tom visivelmente poderoso. Uma luz azulada, vinda da esfera no cetro de Merlin, iluminou todo o laboratório.

Junto a ela, o vento aumentou de velocidade e força, varrendo todos os frascos e vidros que se apoiavam nas mesas.

Passado alguns minutos, o feitiço parecia estar acabando. No mesmo ritmo que as palavras paravam de sair dos lábios secos do mago, a luz azul foi se apagando. Uma intensa e densa fumaça surgiu no ambiente. De repente, um forte estalo metálico ecoou por todo o castelo: diante de Merlin não se encontrava mais nada, exceto a preciosa Excalibur que tinha caído no chão.

Diante disso, Merlin apanhou a espada e preparou-se para sua longa caminhada até o templo Ignión, o Templo das Almas, onde, segundo o plano de Arthur, Excalibur deveria ficar selada; ela era a última peça do plano do rei, e sem ela, de nada adiantariam os pergaminhos.

***

Ao amanhecer, todos os habitantes do castelo foram acordados por um horrendo grito feminino vindo do quarto do rei. Os primeiros que chegaram ao aposento foram Safir e os outros Cavaleiros da Távola Redonda, todos de espada em punho, preparando-se para uma batalha. Não demorou muito até que percebessem a razão do grito da camareira: Arthur desapareceu. Alguns instantes depois, quando estavam discutindo que fim o rei poderia ter levado, Gareth encontrou, apoiado nos presentes que Arthur recebeu com o término da guerra, uma carta. Gareth leu-a em voz alta para todos:

Prezados amigos e companheiros:

Receio que meu reinado em Camelot tenha chegado ao fim por enquanto; nossos inimigos foram derrotados e Avalon poderá evoluir sem minha ajuda. Portanto, não creio que seja certo eu governar por mais tempo; já faz anos que estou no governo, e é justo eleger um novo governante.

Estou protegido por uma magia que me trará de volta ao mundo quando Avalon precisar, por isso não percam tempo me procurando pelo reino. Contudo, antes que eu seja destronado, gostaria de solicitar uma última ordem: o novo rei deve passar pela aprovação unânime dos Cavaleiros da Távola Redonda e do feiticeiro Merlin, e a eleição do novo rei deve começar imediatamente. Isso garantirá que Avalon cresça e prospere.

Nunca me esquecerei de vocês, quem eu realmente posso chamar de amigos. Espero que nunca se esqueçam de mim.

Arthur

Lágrimas escorriam pelos olhos de Gareth quando ele terminou a leitura. Todos olhavam apreensivos uns para os outros, sem acreditar na decisão que Arthur tomara. Uma nova Era começaria em Avalon.

Poucos dias se passaram desde que a carta de Arthur foi encontrada. Vários pretendentes se mostraram requisitando o trono para si. Eram eles: Gaar, descendente da família Vohr; Ishira, ex-conselheiro de Arthur; e o próprio Safir que, com o intuito de preservar a imagem do antigo rei, resolvera tentar subir ao trono.

Todos os três guerreiros apresentaram-se para o povoado, discutindo sobre como seria seu governo se assumisse o trono. Ao entardecer, os cavaleiros reuniram-se no castelo para decidir quem seria o governante.

Dentro do clã dos Cavaleiros havia uma velha disputa, por muito tempo esquecida, mas que voltou à tona com a proposta de coroação de Safir.

Foi muito difícil e penoso convencer a todos que Safir era o melhor e mais preparado guerreiro para assumir o trono, mas ao final da reunião, o conselho decidiu pela coroação de Safir.

No dia seguinte, anunciou-se a vitória do cavaleiro, e, ao entardecer, este foi coroado, governando Avalon por um longo tempo.

A Lenda de Avalon – A Espada do Rei (disponibilização gratuita)

E aí galera!

Então… Estive pensando nos últimos dias, e notei que eu escrevo muito pouco texto narrativo aqui no blog, né? Uma vez ou outra eu publico uma série de contos ou coisa parecida, mas acho que ainda não dá para ver direito meu jeito de escrever…

Dizem por aí que um livro conta mais sobre seu autor do que sobre seus personagens, não é? Pois então, decidi que disponibilizarei online o primeiro livro que escrevi, ano retrasado, com 14 anos, para vocês se aventurarem um pouco no meu mundo. Como vai funcionar? Da seguinte forma: publicarei um capítulo por dia aqui no blog. Como são 29 capítulos, creio que até dia 02 de fevereiro termina, ok?

Vou deixar também uma página só com o sumário do livro, onde vocês podem ter acesso a cada capítulo separado. Assim, se alguém se perder e não quiser ficar “caçando” o capítulo que parou, pode acessá-lo por lá. Outra coisa: existem alguns links interessantes já publicados anteriormente no blog sobre este livro, que vocês podem encontrar na página “A Lenda de Avalon – A Espada do Rei“, no menu superior do blog.

Outra coisa: peço um favorziiinho para vocês: gostaria que comentassem sobre os capítulos aqui no blog… Sabe como é, é muuuito importante saber as opiniões alheias para estar sempre melhorando! Valeu!

Tá, vamos começar então… Boa Leitura!


CAPÍTULO I – VITÓRIA

Sim, o fim é apenas o começo de uma nova história! exclamou Arthur, com as vestes toda manchada e embarreada, extasiado.

Era um homem alto, media cerca de um metro e oitenta centímetros; musculoso e extraordinariamente forte. Sua face, marcada por inúmeras cicatrizes, resultado das aventuras que participara, era também envolta por sua grande barba castanho-escura. Possuía grandes olhos azuis, um nariz um pouco curvo e o queixo quadrado. O cabelo, que quando criança, esteve sempre penteado e arrumado, agora se tornara longo e rebelde. Uma grande cicatriz atravessava seu peito – resultado de seu último confronto com Mordred, quando Arthur quase perdeu sua própria vida, mas venceu.

Finalmente, a guerra que durou por todo o seu reinado tinha acabado. Mordred, seu maior inimigo foi vencido por sua espada – a Excalibur. E Lancelot foi banido por traição ao reino de Avalon, embora, por muitos anos, tinha sido ele o melhor Cavaleiro da Távola Redonda.

Arthur mal conseguia acreditar: há pouco tempo, era um simples camponês, ainda adolescente, quando se deparou com a espada Excalibur cravada em uma pedra. Poderosa e imponente, ela possuía a empunhadura revestida de prata; na intersecção com a lâmina, havia três grandes rubis; e a lâmina, por sua vez, era feita de diamante – o que lhe garantia nunca perder o fio. Era toda trabalhada, e trazia gravada na lâmina a seguinte profecia: “Esta é Excalibur, a Espada do Rei. Quem a possuir, a glória eterna encontrará”.

Na época, ele não poderia ter pensado nas consequências: resolveu retirar a espada da pedra, e apreciá-la em suas mãos. Jamais vira algo tão bem preso e difícil de soltar; demorou um pouco, mas quando a espada saiu, uma poderosa explosão mágica mostrou-lhe que aquela não era uma arma comum. Desde então, sua vida nunca mais foi a mesma: coroado, com apenas quinze anos, tornou-se rei de Avalon, e passou a morar no castelo Camelot desde então. Nunca mais se separou de Excalibur: a espada parecia possuir vida própria, como jamais se viu em toda Avalon.

Junto à espada, ele tinha enfrentado as mais emocionantes aventuras. Sua última, porém, foi a mais fascinante. A guerra tinha começado há cerca de dez anos, quando Avalon começava a se desenvolver, graças a seu governo. Entretanto, os reinos distantes começaram a alimentar um grande rancor de Avalon. A ganância os deixara cegos. Com a ajuda de Lancelot, que fingia ser seu fiel conselheiro, os povos distantes tramaram um sinistro plano para destroná-lo. Felizmente, ele descobriu tudo e baniu Lancelot de seu conselho, mas já era tarde: a batalha havia começado.

Necessitou juntar todo o seu exército rapidamente, mas, graças ao apoio dos verdadeiramente fiéis conselheiros – os Cavaleiros da Távola Redonda – ele venceu Mordred, o líder dos revolucionários e mestre dos druidas – um grupo de pessoas com poderes místicos dedicados a experimentos com feitiçaria. Agora, ali estava ele, sendo homenageado pelo seu povo, contando sobre como ele e seus guerreiros tinham, heroicamente, vencido a guerra.

Neste dia, enquanto Arthur procedia com seu discurso para o reino, surgiu Safir, um dos Cavaleiros da Távola Redonda – o mais sábio entre eles. Ao ver seu nobre cavaleiro em pé, diante de si, Arthur percebeu um intrigante transtorno no semblante do guerreiro. Ele parecia apavorado.

Como que adivinhando suas impressões, Safir falou aos ouvidos do rei:

– Ilustre rei, receio que haja uma péssima notícia a qual você deva ficar ciente. Enquanto checávamos os resultados da guerra, assim como os danos sofridos a Camelot, descobrimos que sua mulher, Guinevere, desapareceu do castelo. Testemunhas dizem que ela fugiu com Lancelot, levando junto de si o seu filho, o pequeno Yunnór! O que faremos? Muitos de nossos guerreiros estão feridos; será difícil organizar uma expedição para procurar por eles.

– Faça o que for necessário – murmurou Arthur, no mesmo tom de voz. – Reúna nossos melhores guerreiros que têm condições de lutar; sabemos bem do que Lancelot é capaz.

Safir saiu imediatamente do salão, indo em direção aos guerreiros. Arthur, por sua vez, voltou-se para o povoado e exclamou:

– Como disse, o fim é apenas o começo de uma nova história; meu jovem filho, Yunnór, foi sequestrado. Não sei o que o destino reserva a mim e a meus homens, mas peço que se lembrem deste dia, não como um dia triste, mas como um dia inesquecível para toda Avalon!

Sem terminar o discurso, Arthur saiu, subindo apressado os degraus que levavam a seus aposentos, no Castelo de Camelot.

 

Como Divulgar um Livro na Internet – parte VI

E aí galera!

É… 1º post de 2011 (desculpem por não ter postado antes ;p), mas já venho com uma boa dica; dessa vez não só para escritores novos, mas também para os leitores. É o Sinopse do Livro, um site criado tanto para divulgar a sua obra, quanto para sugerir a um leitor indeciso uma boa dica de leitura, considerando-se os seus gostos. Como funciona? Para os leitores, basta responder “algumas perguntas” que serão feitas pelo site, que, no final, o resultado será a indicação de um livro… Eu já fiz o questionário, e funcionou muito bem!

Para os escritores que desejam cadastrar sua obra, basta acessar o tópico “Divulgue o seu Livro” e preencher as informações necessárias. É bastante interessante que, quando se possui duas obras ou mais, o próprio site relaciona ambas como sendo do mesmo autor. Interessante, hein!

Bom, não é nem preciso falar que o site é um sucesso, né? Tem mais de 2900 livros cadastrados, entre autores iniciantes e renomados. Eu já tenho meus livro cadastrados lá; vocês podem conferi-los clicando aqui. Boa Leitura!

PS: Vocês viram que alterei as cores da homepage do blog? Pois é, vivendo e aprendendo nesse WordPress… Acho que vou “variar” um pouco todo mês! Abraços!

Feliz 2011!

E aí galera!

Hoje, apesar de ter muito o que falar, não consigo traduzir tudo o que eu queria em palavras… Então, com poucas palavras mesmo, quero desejar a todos os leitores aqui do blog um Próspero Ano Novo, cheio de alegrias, felicidades, e tudo de bom que você desejarem para si mesmos! Que hoje a noite não seja apenas um ano que esteja acabando, mas sim erros do passado que fiquem ainda mais para trás, e que venha o Ano Novo!

Um abraço galera!

Arthur Lucena

PS: Quem quiser, deixe um recado de Ano Novo nesse post para todos os leitores… ;p

Concursos e Prêmios Literários

Oi galera!

Hoje achei uma dica super interessante na internet, e achei que vocês poderiam gostar: trata-se dos concursos e prêmios literários, que costumam premiar os vencedores seja com cópias impressas de sua obra, seja com um contrato editorial, seja com uma forma mais abrangente de divulgação. Existem muitos concursos como esses acontecendo por aí, mas poucas pessoas ficam sabendo deles. Foi por isso que o site “Concursos e Prêmios Literários” foi criado.

 

No site, temos a divulgação de inúmeros concursos literários que estão acontecendo atualmente, assim como o prazo da inscrição e a forma de se inscrever. É importante, no entanto, estar sempre atento às regras de cada concurso: existem aquele que são só para poesia, ou só para contos, etc, etc. Entrem e confiram!

 

Outro site que também divulga concursos e prêmios literários é o “Garganta da Serpente“. Este tão bom quanto o anterior, separa os concursos pela data final do prazo de inscrição. Confiram:

 

Espero tê-los ajudado com mais essa dica. E não deixem de continuar sempre escrevendo!

Como Divulgar um Livro na Internet – Parte V

E aí galera!

Depois de dois dias sem nenhum post, encontrei um tema bastante legal para falar hoje. Voltando aquela série de dicas sobre divulgação de livros, hoje vou falar sobre o Bookess, um site que, assim como o Clube dos Autores, publica livros para serem vendidos online.

É um site bastante interessante e intuitivo; e o melhor de tudo é que, além de você hospedar seu livro para ser vendido impresso, há também o modo de venda digital (ebook), que, por ser inteiramente virtual, é bem mais barato. Você pode também utilizá-lo apenas para expôr o seu livro, sem cobrar para vendê-lo; basta apenas escolher a opção mais adequada na opção “Privacidade”.

As únicas desvantagens que encontrei foram as seguintes: primeiro, a paginação (pelo menos do meu livro) não se manteve como estava no arquivo Word – virou uma zuera que só, os capítulos saíram tudo das páginas que estavam, etc, etc. E outra: é necessário deixar ao menos vinte páginas de sua obra expostas ao público, ou seja, quem tem uma obra um tanto quanto pequena (iguais as minhas, voltadas ao público jovem), vai ter uma boa parte do livro disponibilizada gratuitamente. Isso é óbvio, pode se tornar uma vantagem para aqueles que já disponibilizam o livro gratuitamente na internet ;p

Bom, infelizmente, como não consegui diagramar meu livro corretamente, ainda não hospedei nenhuma de minhas obras no Bookess… No entanto, um escritor já mencionado aqui no blog, Sérgio Taboada, divulgou o livro dele no site. Para conferir como ficou, clique aqui. Espero tê-los ajudado com mais essa dica, e boa sorte com suas obras!

Feliz Natal!

Oi galera!

É, já é 24 de dezembro… E quem diria? O ano já está terminando! Como pode??? Parece que passou tão rápido que a gente nem conseguiu acompanhar, não é?

Bom, de qualquer forma, resta-nos celebrar as festas de Fim de Ano… E, é lógico, que o post de hoje tinha que ser sobre isso! Quero deixar aqui no blog, para vocês, alguns artigos natalinos que encontrei, pesquisando na internet… Então vamos lá!

Então, hoje a noite… Família inteira reunida… Que tal brincar um pouco? O blog Debora’s Weblog deu vááááááárias sugestões de como se divertir no Natal… Vejam vocês mesmos!

Sorteio de um Prêmio Especial

Pegue uma caixa de bombons e 12 envelopes, onde guardará algumas instruções. Pergunte quem quer começar a brincadeira e a primeira pessoa que se manifesta ganha a caixa e o envelope de número 1.

O envelope primeiro envelope tem a seguinte mensagem: Parabéns! Você tem muita sorte, foi sorteado com este presente ele simboliza a confraternização, a amizade e a paz. Mas o presente não será seu. Observe a todos e entregue o presente para a pessoa que considera mais organizada. Oriente os convidados para que façam a leitura em voz alta.

Segundo envelope: A organização é algo de muito valioso, e você, como portador desta virtude, irá entregá-lo que achar mais feliz.

Terceiro envelope: Você é feliz! Construa sempre sua felicidade em bases sólidas. A felicidade não depende dos outros, mas de nós mesmos, mas o presente ainda não é seu, entregue-o a uma pessoa que achar meiga.

Quarto envelope: A meiguice é algo raro, e você a possui. Parabéns! Mas o presente ainda não é seu, pois você com esse jeito meigo, não vai se importar de o entregar à pessoa mais extrovertida.

Quinto envelope: Por teres esse jeito extrovertido, você foi escolhido para receber este presente, e agora, mostrando sua virtude, entregue-o a quem você achar mais inteligente.
Sexto envelope: A inteligência foi dada por Deus. Parabéns, por teres encontrado espaço para demonstrar seu talento, agora passe o presente para quem achares mais simpático.

Sétimo envelope: Para comemorar, sorria, pois o mundo anda amargo e para melhorá-lo precisamos de pessoas como você, sorria, mas o presente ainda não é seu, passe-o para a pessoa que achar mais solidária.

Oitavo envelope: Solidariedade é uma virtude rara no mundo de egoísmo em que vivemos, mas o presente ainda não é seu, passe-o a pessoa que achar mais alegre.

Nono envelope: Alegria, pessoas como você transmitem alto astral, mas o presente ainda não é seu, passe-o a pessoa que achar mais criativa.

Décimo envelope: A criatividade é fundamental para inovar e dar brilho ao nosso mundo, mas o presente ainda não é seu, passe-o a pessoa mais trabalhadora.

Décimo primeiro envelope: Que orgulho ter essa virtude, mas o presente ainda não é seu, entregue-o para quem você ache que tramite PAZ.

Décimo segundo envelope: O mundo inteiro clama por paz e você, gratuitamente, transmite esta tão grande riqueza, parabéns, Com muita paz compartilhe com todos que aqui estão esses bombons e deseje-lhes muita paz, força e união.

Uma sugestão é sempre colocar o envelope vazio abaixo dos que estão para ler, assim as pessoas ficam perdidas de com quem ficará o presente.

Adivinho

Essa é para as crianças. Pegue um caderninho e escreva o nome de todos. Aí vai de pessoa em pessoa perguntando o que ela acha que ganhou. No fim, quem acertou mais presentes deve ganhar um prêmio simbólico, como uma caixa de bombons.

Artista Plástico

Antes do natal sugira que todas as crianças (ou quem quiser) façam colagens ou desenhos com temas natalinos. Na noite de natal exponha todos esses trabalhos como se fosse uma galeria, além de enfeitar a criançada (e os pais) ficam bobos com todos elogiando seus trabalhos.

Bingo da Tamara

Pede-se para cada convidado leve um brinde, que pode ser artigos dessas lojas de R$1,99. Com cartelas de bingo marcam-se os números sorteados com feijão ou milho, que é uma forma de reutilizar as cartelas em cada rodada. O legal é que todos se divertem e tem a chance de ganhar alguma coisa. A Tamara contou que em sua família algumas pessoas levam penca de bananas embrulhadas ou abacaxi, o que faz a brincadeira ficar ainda mais engraçada.

Roda da Penha

Achei essa brincadeira que a Penha nos enviou muito interessante! Coloque todo pessoal para que forme um circulo. Entregue quatro presentes a quatro pessoas, uma longe do outra. Comece a ler um texto cuja estória contenha as palavras “direita” e “esquerda”.Toda vez que as palavra direita for falada, os quatro presentes devem ser movidos para a direita .Se for a palavra esquerda, os presentes passam para a pessoa à esquerda. Use bastante essas palavras-chaves para dar bastante movimento à essa dinâmica. No final da história quem estiver segurando presente, é o seu dono.

Aqui criei um texto baseado na sugestão da nossa leitora Tamara Joyce, se gostar, pode usar na sua dinâmica com sua família:

Uma menina vivia muito triste e ninguém sabia o motivo. Certo dia perguntou-lhe o que havia acontecido e então a garotinha respondeu:

- Sou triste porque não conheço Deus.

Então lhe falou que a indicaria o caminho a Deus.

-Siga por esse caminho e vira a primeira esquerda. Ali abrirá um campo verdinho a sua frente, siga pela esquerda em poucos passos avistará um rio a sua direita. Atravesse a ponte de madeira a direita e siga pela direita novamente. Se olhar pela direita haverá lindos pomares e a esquerda um curral cheio de boizinhos. Vire a direita entre as árvores. Caminhe sempre pela direita quando acabarem os pomares vire a direita novamente a sua frente haverá uma pequena cidade. Vire a esquerda após passar pela delegacia, depois vire direita e direita novamente, você verá um armazém a sua direita e uma loja de presentes a sua esquerda. Vire a direita após passar a loja de presentes a sua direita revelará uma linda igreja. Entre a igreja pela porta da direita e quando chegar próximo ao altar verá a sua direita uma portinha bem estreita a maçaneta esta do lado direito da porta. Ao atravessar a porta havará um longo corredor, iluminado com algumas velas do lado direito. Siga em frente até avistar um clarão do lado direito. Entre nessa sala. Ali avistará Deus.

A menininha fez todo esse trajeto, chegando lá quando entrou na salinha a sua direita um ancião de voz tremula disse’:

- Deus está aí dentro de você, do lado esquerdo do seu peito, dentro do coração.
Então a garota levou a sua mão direita ao seu peito esquerdo e deu um suave sorriso. Assim a garota nunca mais ficou triste e nas noites de véspera de natal geralmente faz uma oração a Deus, que esta simbolicamente representado num altar do lado direito de sua cama.

Variação: Para acrescentar emoção a brincadeira poderia dividir os quatro presentes da seguinte forma: O presente um, poderia ser uma coisa legal e o seu dono seria a pessoa que ficou com ele no final da brincadeira. O segundo presente poderia ser bombons para compartilhar com o resto do pessoal. O presente 3 seria doado para alguém do circulo e finalmente o presente 4, o dono dele deveria realizar uma tarefa (pagar mico) para que o presente fique com ele, caso contrário, teria que doar também.

Amigo Secreto da Kilza

Peça para todos os participantes da brincadeira trazerem fotografias que quando eram bebês. Na hora da revelação entregue um envelope para cada um, peça que coloquem suas fotos dentro dos envelopes e na aba que fecha o envelope, na parte de dentro, a pessoa deve escrever o nome do seu amigo secreto. Depois recolha os envelopes e os disponha numa mesa todos com os nomes aparecendo. Instrua que cada um pegue o envelope com seu nome e veja a foto, tentando adivinhar quem lhe tirou. Pode-se estabelecer um número de chances para errar e depois disso a pessoa poderia pagar algum mico.

Variação: Pode-se também pedir para as pessoas colocarem algo pessoal que estiverem usando na festa dentro do envelope.

É importante que ao escrever o nome no envelope tentem fazer com uma letra não muito óbvia ou então que peçam a alguém para escrever, evitando que a pessoa reconheça quem o tirou através da letra.

Caixinha de Surpresas da Seani

Prepare uma caixinha com tarefas engraçadas, fechando-a bem. Escolha tarefas como: imitar um gato, pular como um sapo, imitar um macaco, pular numa perna só, etc…

Depois peça que os participantes do grupo sentem e a caixinha deverá circular de mão em mão, até um sinal ser dado que pode ser um apito ou a interrupção de uma música. Aquele que estiver com a caixinha no momento em que é dado o sinal, ou em que a música para, deverá tirar da caixinha um papel e executar a tarefa prescrita. A brincadeira continua enquanto houver papeletas na caixinha.

Brincadeira da Camila

A Camila nos enviou uma brincadeira que é parecida com um amigo secreto. Cada participante deverá levar um chocolate e R$5,00. Coloque todos os chocolates misturados numa mesa e o dinheiro numa caixa (que pode até ser um cofrinho desses de R$1,99). Depois coloque os nomes de todos os participantes num saquinho. Aleatoriamente escolhe alguém para começar a brincadeira, essa pessoa pega um nome do saquinho e lê em voz alta. A pessoa sorteada deve escolher e pegar uma barra de chocolate e já perdeu a chance de ganhar o dinheiro. A pessoa sorteada tira outro nome e assim continua mais até que o último nome que sobrar no saquinho fique com todo dinheiro e o chocolate que não foi escolhido.

Se alguém tiver alguma sugestão de brincadeira não deixe de me contar aqui nos meus comentários, ainda estou procurando uma brincadeira bem legal. Não derixe de ler os comentários, está recheado de bincadeiras, muitas copiei de lá.

 

Falando em brincadeira…. Que tal rirmos um pouco agora?? Esse vídeo já é velho, eu mesmo já vi várias vezes, mas toda vez eu me divirto assistindo… Vejam!

Como o post já está meio grande, acho que vou encerrando por aqui… Mas não sem antes dar uma última dica natalina: como não poderia deixar de ser – afinal, o arthurlucena.wordpress.com é sobre livros! – tenho que dar uma dica de leitura natalina para vocês… Conheçam o livro Conversando com Papai Noel, de Deoclécio Correia, clicando aqui.

Um Feliz Natal a todos! Que Papai Noel visite crianças, jovens, adultos e velhinhos nessa Noite de Natal!

Um forte abraço,

Arthur Lucena

Editoras Onlines VS. Editoras Tradicionais

Bom dia galera!

Hoje resolvi fazer um post inspirado em um email que enviei a uma amiga escritora, a La Preciosa, do blog Ignoto Jardim. Apesar de não ter ajudado muito no caso dela, pode ser que esclareça as dúvidas de alguns outros escritores.

É bastante difícil, hoje em dia, publicar sob demanda (aquela história de pedir centenas de cópias para uma gráfica, custando não-sei-quantos mil reais e tentar vender por conta própria). Antigamente, isso até funcionava, mas hoje, com a internet, é beem mais difícil. Sendo assim, restam duas opções: publicar em uma editora online, categoria que surgiu recentemente, ou enviar o original para ser avaliado por uma editora tradicional.

No quesito editoras onlines, no blog tem várias sugestões quanto à isso. A melhor opção, na minha opinião, seria o Clube de Autores, editora na qual eu publico meus livros. A vantagem é que eu não preciso me preocupar em ter meu original avaliado (apesar de que, sinceramente, meus originais não fariam feio numa avaliação profissional), já que você pode publicar lá qualquer coisa sem que eles neguem a publicação. É bom também porque não necessita gastar nada com isso; é tudo virtual, e o único $$ que pode precisar desembolsar é o de uma cópia que peça para si mesmo.
As desvantagens das editoras online são um pouco “complicadas”. Primeiro que é bem difícil convencer alguém a comprar sua obra; são poucos os leitores que preferem comprar numa editora online, ao invés de ir na própria livraria e escolher um livro qualquer. Outro problema é o preço; como a impressão das obras não vai ser por atacado (a não ser que algum leitor maníaco compre umas 100, 200 cópias), o preço é bem salgado. Por exemplo: meu livro A Lenda de Avalon, de 164 páginas, fica em torno de R$ 33,90 + frete. É lógico que dá para você controlar um pouco o preço, através da seção “Direitos Autorais” pela qual você passa durante a publicação, onde você estipula um valor que você receberá a cada compra de um original do seu livro. O meu direito autoral, devo confessar, é bastante pequeno, cerca de 5% a 10% do valor da obra; tem gente que joga R$ 12,00, ou R$ 15,00 de direito autoral, o que deixa ainda mais difícil de vender a obra.

Já no caso das editoras tradicionais, temos outras características. As vantagens são inúmeras: uma vez aceito o original pela editora, você não precisa se preocupar tanto em divulgar sua obra, e o trabalho de customização (capa, material das páginas, tamanho) fica tudo por conta da editora. O grande problema é você conseguir entrar nessa seleta lista de autores das editoras. O processo seletivo de obras das editoras é muito concorrido (lembro-me que tentei enviar um original do meu livro para uma editora, e, em resposta, a editora me disse que só aceitaria novos originais em 2012!), e mesmo que você consiga passar nesse processo, muitos itens de sua obra serão alterados, visto que a editora possui uma equipe toda para analisar os originais e apontar falhas e erros.

Na minha opinião, o caminho mais rápido é pelas editoras onlines. Mas, se você não tiver pressa, e tiver uma motivação enoooorme (visto que haverão muitas, muitas rejeições no meio do caminho), dá para tentar as editoras tradicionais. De qualquer forma, montei uma lista de algumas editoras que eu consegui contato, na época em que ainda estava tentando publicar por este caminho. Quem tiver interesse de obter essa lista, me manda um email (contato.arthurlucena@gmail.com), que eu envio anexada.

É possível também encontrar mais editoras pesquisando na internet mesmo, como no site: http://www.girafamania.com.br/tudo/a_literaria-editoras.htm

Um link bastante interessante que tem mais informações sobre publicação de livros é esse aqui: http://vignamaru.wordpress.com/. É um blog escrito por uma mulher, Carolina Vigna Marú, que trabalha por muito tempo nessa área, e dá várias dicas quanto à isso.

Ah, e como eu mesmo disse, divulgar é sempre preciso quando se trata de editoras onlines. Portaaaaaanto, deixa eu aproveitar para convidar a ler as minhas obras, A Lenda de Avalon e Magic. Elas são bastante divertidas, acho que vocês vão gostar. E além disso, vocês podem aproveitar para ver, em mãos, uma publicação através de editoras onlines (para ver a qualidade e talz). Em janeiro vou lançar outra obra, um romance policial chamado S.O.S. – Código Azul, que ainda está na fase de correção.

Dicas de Livros – Adeus Órbita 8

Olá de novo galera!

Então, como havia prometido, hoje tenho uma dica de livro interessante, de um autor que me enviou um email na semana passada. O livro chama-se Adeus Órbita 8, e parece ser uma ficção bastante divertida. A obra foi lançada recentemente, em 17 de dezembro na Av. Paulista, em São Paulo, pelo autor Sérgio Taboada. Ainda não tive notícias das repercussões do lançamento, mas, devido à extraordinária organização por parte do autor, não duvido que tenha sido um sucesso. Parabéns Sérgio!

SINOPSE DA OBRA:

Gênero: Literatura nonsense.

O planeta Kabonga, triangular, gira ao redor de estrelas binárias, fazendo um oito infinitamente. Após a construção de um propulsor, viaja por galáxias, universos e dimensões sob o comando de Zelbedula, o chefão do lugar. Visita diversas civilizações e mundos existentes, onde seus habitantes conhecem hábitos e costumes muito estranhos. Serão mesmo? A saga de Kabonga por universos diversos não é contada apenas pelo autor, que se auto-denomina ” um simples criador de histórias e inventor de palavras estranhas.” O livro ajuda na narrativa, o que ocasiona vários conflitos entre ambos. Uma história divertida, que também faz pensar sobre a civilização em que vivemos. Amor, futebol, filosofia, meio-ambiente, consumismo, sexo, serviços públicos, política, assédio moral… abordados de forma leve, irônica e bem humorada.

PS: O texto além de utilizar recursos gráficos, não usa pontos para os parágrafos, considerados pelo autor, desnecessários.


Bom, agora vamos à parte técnica: o livro pode ser adquirido no site do Agbook (já mencionado aqui no blog anteriormente), clicando na capa do livro abaixo:

DADOS TÉCNICOS:

Número de páginas: 187

Edição: 1(2010)

Acabamento da capa: Papel Couché 300g/m², 4×0, laminação fosca.

Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.

Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.

 

Para aqueles que gostam de ler no computador, e também não tem muito $$ para gastar (mesmo que seja com uma boa obra como essa), o livro pode ser lido gratuitamente, clicando aqui.

Para maiores informações, o email para contato com o autor é: sergiotaboada@terra.com.br

Uma boa leitura à todos!

De volta à ativa!

Oi pessoal!

Então, voltei da minha viagem de férias ontem, e já estou reativando o blog, ok? Recebi alguns emails enquanto estava viajando, então, para aqueles que me enviaram emails, fiquem no aguardo que responderei logo que possível! E, ainda hoje, pretendo dar uma dica de leitura muito interessante, de um autor que acaba de lançar por conta própria seu livro. Até mais!

Um grande abraço,

Arthur Lucena.

Dicas de Livros – Cartas da Peste

Oi galera!

Bom, eu bem que avisei que, antes de eu ir viajar, eu faria alguns postizinhos extras, aqui no blog. Pois então, quero aproveitar para dar uma dica de livro bastante interessante para vocês: chama-se Cartas da Peste, de Mardônio Sampaio.


Vocês devem imaginar que, nessa vida de blogueiro, eu acabo conhecendo pessoas e mais pessoas, com as mais diversas histórias de vida. O Mardônio, autor do livro, é uma delas. No email que me enviou ontem, ele me contou que participou de um concurso de arte e cultura, do banco Capital, e vejam só: ele foi o grande merecedor do prêmio! Com seu livro de contos, Cartas da Peste, Mardônio foi presenteado pelos organizadores do concurso com mil exemplares do livro de contos, além de uma majestosa noite de autógrafos, que tinha até  show do Jota Veloso para entreter os convidados, coquetel para mil pessoas, e divulgação da obra no jornal e na TV. Sem dúvida, o Mardônio é um grande vencedor nessa história de literatura!

Atualmente, ele escreve em um blog que criou especialmente para o livro, http://cartasdapeste.blogspot.com/ . Quem tiver interesse, lá no blog tem vários materiais sobre ele e sua obra. Visitem!

Além disso, como eu já disse, Mardônio já deu entrevista para a televisão, e teve seu livro comentado em algumas matérias de jornais. Abaixo, você confere o vídeo da entrevista de Mardônio para a rede Bandeirantes (Band), e também as duas reportagens do seu livro.

Livro de contos vencedor do projeto de arte e cultura do banco Capital, ano IX (2010)

E aí? Gostou da obra e da história do Mardônio? Você pode adquirir a obra diretamente em seu blog (http://cartasdapeste.blogspot.com/)! Se quiser, pode acessar as primeiras páginas do livro, clicando aqui. Boa leitura!

Contos de Natal – IV

Vamos então ao quarto conto da série. Este daqui foi bastante interessante: resolvi escolher este tema depois que vi algumas consultas no blog sobre um conto de natal que teria um chefe de família com protagonista. Ah, só lembrando que este é o segundo conto que posto hoje, então não deixe de ler o conto nº 3. Este conto vai se chamar  Natal em Família, e acho que todos nós podemos tirar alguma lição dessa história. Vamos lá então!

Natal em Família

Gustavo já estava dormindo quando o telefone tocou.

- Feliz Natal, cara! – disse seu amigo, do outro lado da linha.

- Feliz nada! Vai dormir, vai – disse o rapaz, de trinta e poucos anos. Colocou o fone no gancho e voltou para a cama.

Acordou assustado quando sua mulher, Helena, começou a sentir estranhas dores no abdomên. Levou-a correndo para o hospital mas, para seu infortúnio, o hospital estava incrivelmente sem energia. E as portas, como eram movidas a eletricidade, não podiam ser abertar para nenhum paciente novo.

- *************! Que droga de hospital! É só a gente precisar que nunca da certo! Eu só me ****, viu!

Helena pousou delicadamente a mão em seus ombros.

- Deixe, amor. Já está melhorando.

No outro dia, pela manhã, o mal-humor de Gustavo não havia melhorado.

- Será que todo dia a gente tem que comer pão com manteiga! Que droga! Nem no fim do ano dá pra variar um pouco!

Pegou o notebook e dirigiu para o escritório. Já estava trabalhando faziam algumas horas quando o telefone tocou novamente:

- Amor, não esquece que tem apresentação do Juninho no colégio hoje hein? Seis horas!

- **********! Eu to cheio de trabalho! Não dá pra ir só você não, hein?

- Não, a apresentação é para os pais. Dá um jeito aí – respondeu Helena, e desligou.

O dia continuou virado para o rapaz. Todo mundo parecia estar contra ele; e só ele que estava certo; só ele.

- Gustavo, vai pra casa vai, esfriar essa cabeça – disse o senhor Almeida, chefe do rapaz. – Ninguém está te aguentando hoje.

Às seis horas, Gustavo dirigiu até o colégio de Juninho. Passou pelo porteiro da escola, seu Franco, que lhe deu um acalourado bom dia. Nem respondeu.

A peça começou. Um rapazinho jovem entrou no palco, deveria ter lá por seus quinze anos.

- Olha só! Parece comigo! – pensou Gustavo, referindo-se ao terno e a mala do garoto. Um velhinho, vestido de papai noel, entrou em cena. E foi então que tudo começou a mudar para Gustavo.

Enquanto o papai noel conduzia uma reflexão com o garoto protagonista da peça, Gustavo fazia sua própria reflexão. Lembrava-se, e só agora se arrependia, de como havia tratado todos aqueles seus amigos naquela noite de Natal. Ficou ainda mais surpreso quando o Papai Noel falou ao protagonista sobre o fato de ele nem ter dado “bom dia” ao porteiro do colégio, seu Franco.

A peça acabou cedo; eram umas sete horas quando as cortinas se fecharam. Gustavo abraçou seu filho, Juninho, e elogiou-o por sua apresentação. Enquanto o garoto abraçava a mãe, Gustavo avisou que se ausentaria por alguns momentos; ele estava curioso para saber uma coisa.

Encontrou o jovem ator protagonista nos bastidores do salão de eventos do colégio; ele estava ainda com os olhos cheios de lágrimas.

- Ei garoto, o que foi que o papai noel te deu nesse presentão aí?

O adolescente abriu a embalagem e mostrou-a ao rapaz:

- Uma foto da minha família; ele falou que eu não devo me esquecer dela nunca.

Foi aí que Gustavo começou a chorar de verdade. Lembrou-se de um pequeno incidente do passado, quando seu pai, um escritor aposentado, que vivia em Tirotina do Norte, havia tido um pequeno desentendimento com ele. Lembrou-se também das noites maravilhosas de Natal que passara com ele, em torno de uma majestosa árvore de Natal que colocavam no centro da sala.

O rapaz voltou para o carro, junto com Juninho e Helena. Logo que entraram, avisou:

- Olha, não vamos voltar para casa agora, tudo bem? Quero levar você a um lugar que não vou há algum tempo – disse ele. Diante das expressões surpresas da dupla, Gustavo dirigiu para Tirotina do Norte. No caminho, pegou o telefone e fez uma série de ligações, que Helena e Juninho não sabiam para quem. Só sabiam que ele convidava a todos para ir visitar um “velho amigo” em Tirotina do Norte.

Pararam em uma casa de madeira, logo no centro da cidade. Junto deles, logo chegaram todos aqueles que Gustavo haviam chamado: eram seus irmãos, que ele não via há tempos também. Tocaram a campainha; um senhor, resmungando que não queria comprar nada, atendeu. Um mar de lágrimas jorrou dos olhos de cada um deles com o reencontro. Entraram na casa, e trataram de sentar no sofá. Depois de conversarem um pouco e tomarem uma doce xícara de café, o senhor, pai de Gustavo, ausentou-se por alguns momentos, e voltou trazendo uma caixa, com um pinheiro artificial, e um monte de enfeites natalinos.

Passaram a noite montando a árvore. Ficou linda. Não só pelos enfeites, mas porque tinham coisas ali cuja beleza não era vísivel a olho nu. Mas todos sabiam, que ali estava, a reconciliação de uma família.

Contos de Natal – III

Oi galerinha!

Bom, primeiro, quero me desculpar com vocês por não ter postado um conto de Natal ontem… Foi mesmo corrido para mim, sabe como é, estreia das Crônicas de Nárnia… É, dá para imaginar… ;p

Maaaaaaaas, para me redimir com vocês, vou postar dois contos de Natal hoje, o que encerrará a série de contos por enquanto, já que estarei viajando na semana que vem (e vocês vão ficar sem meus instrutivos posts por uma semaninha =[)… De qualquer forma, juntando com uma divulgação de livro que postarei ainda hoje de um escritor com uma história muito legal, hoje serão 3 posts! Então vamos lá!

O conto que escreverei agora vai se chamar O Enigma do Papai Noel. Dica: tem algo a ver com teatros e afins.

O Enigma do Papai Noel

Diego acordou bem cedo naquele dia. Levantou-se rapidamente, tomou café, escovou os dentes e correu para pegar sua bicicleta; tinha que estar no colégio dali a vinte minutos. Não era à toa que o garoto, de apenas quinze anos, estava nessa agitação toda por uma simples reunião extraclasse no colégio: aquela seria sua noite, a noite do teatro de Natal em que ele era o protagonista.

No caminho, encontrou um grupo de garotinhos brincando na calçada. Não tinham mais do que seis ou sete anos, e brincavam com um montinho de areia que havia ali.

- Sai da frente, ô mané – disse ele, ríspido, passando por cima do punhado de areia e jogando pelos ares a brincadeira das crianças. Mas ele não tinha tempo para voltar e consertar tudo; estava atrasado. Chegou no colégio: o porteiro, seu Franco, sorriu-lhe e deu um animado “Bom dia!”, mas ele nem respondeu. Estava atrasado, e isso o deixava com um mal-humor terrível.

Entrou na sala de teatro justo no momento em que a professora perguntava por ele; estavam todos alegres, e também ansiosos pela grande noite que seria. A peça se chamava “O Enigma do Bom Velhinho”, e eles haviam ensaiado bastante para decorar todas as falas. Diego faria o papel de um senhor de uns quarenta anos, chefe de família, que encontraria o Papai Noel na saída do trabalho. O bom velhinho iria fazer algumas perguntas para ele, fazendo com que se desse conta dos erros que estava cometendo até então, para que ele se arrependesse e, assim, conseguisse ter, no final, o melhor Natal de todos.

O dia demorou a passar; a espera pelo grande espetáculo era enorme. Mas, finalmente, chegou. Às dezenove horas, o salão inteiro da sala de eventos do colégio estava preenchido por dezenas de pessoas, principalmente pais e família dos jovens atores; muitos fariam sua primeira atuação no teatro naquela noite, como era o caso de Diego. Tudo não podia estar melhor arrumado: Diego já vestia seu terno de executivo, estava com sua maleta de escritório. Foi quando se deu conta de um detalhe muito importante:

- Cadê o papai noel?? – perguntou ele, para a professora de teatro. Realmente, o professor do colégio que interpretaria o papai noel não estava ali, e, sem ele, a peça seria um desastre.

- Hohoho, feliz natal! – disse um senhor atrás de Diego, vestido de papai noel.

- Mas o senhor não é meu professor! – exclamou Diego, confuso.

- Não sou, mas sei as falas dele. Pode deixar, eu faço o papel – avisou o homem. Como não tinham outra escolha, o teatro começou assim mesmo.

Diego entrou em cena: como mandava o roteiro, ele vinha cabisbaixo, carregando a maleta de trabalho, quando, de repente, encontrou o velhinho de barbas branca.

- Olá meu jovem! O que é que você tem hoje?

- Não é nada, senhor. Só o trabalho que me cansa as vezes.

- Então sente-se aqui comigo! Uma conversa pode ser de grande ajuda, de vez em quando.

Diego sentou-se e começou a ouvi-lo. Aquela seria a hora das perguntas do velhinho.

- Dizem que o papai noel só dá presente para aqueles que foram bonzinhos o ano todo. Você foi uma pessoa boa durante o ano? – perguntou o velhinho.

- Mas é claro! Ajudei os meus amigos, fui no grupo da igreja toda semana… Bom eu me comportei bem.

- Tem certeza? E o que me diz do que você fez com os garotos mais cedo? Sabia que aqueles garotos estavam há horas construindo aquele montinho que você desmontou?

Diego estremeceu. - Isso não estava no script! – pensou ele, após a última fala do papai noel. – Seja lá quem ele for, andou me espionando o dia inteiro! Mas tudo bem, se é improvisação que ele quer…

- É-é verdade… Eu não deveria ter feito isso com eles.

- E o porteiro do trabalho, o senhor Franco? Sabia que ele levantou durante a madrugada para levar a esposa ao médico? Ela está internada, e tudo o que ele precisava ouvir de alguém hoje era um simples “Bom dia”.

Diego estava todo arrepiado. Mas, além disso, estava também arrependido. Realmente, o que havia feito não era digno de alguém como ele. Não mesmo.

- Tu-tudo bem, papai noel. Obrigado… Prometo ser alguém melhor hoje! Começando pelo “bom dia” ao porteiro! – disse o rapaz, já confiante de seu papel.

- Mas eu ainda tenho uma surpresa para você… Um presente, aliás.

- E o que é? – disse Diego. Isso também não estava no script.

- Algo que você não deve se esquecer nunca. E que, se eu fosse você, iria atrás logo depois que saíssemos daqui.

Diego abriu o presente, e nem precisou fingir as lágrimas; ele chorava de verdade com a foto de sua família.

Com o abraço entre o papai noel e o garoto, encerrou-se o espetáculo, com uma bela apresentação da música “Então é Natal”, pelos alunos do teatro.

Diego procurou o ator vestido de papai noel por todo o canto do colégio depois da apresentação, mas não o encontrou. Ele havia desaparecido, como num passe de mágica. O garoto então resolveu deixar de lado a procura, voltou ao teatro e deu um caloroso abraços nos pais.

 

Contos de Natal – II

Oi galera!

Dando seguimentos aos contos que prometi escrever essa semana (leia mais no post anterior, clicando aqui), hoje vou postar um conto que vai se chamar O Lado Bom das Coisas. Não sei se é por eu estar empolgado com o tema em razão do novo livro que estou escrevendo, mas decidi que esse conto teria haver com hospitais. Bom, vamos lá!

O LADO BOM DAS COISAS

Alfredo passou correndo pelo pronto-socorro do hospital, e imediatamente se dirigiu para a sala de operações, no centro cirúrgico. Ele estava em sua casa, arrumando os preparativos para a noite, que seria noite de Natal, quando seu celular tocou e ele teve que correr para o hospital. Apesar de tudo, ele não estava bravo nem nada. – Vida de médico é assim mesmo! - pensou ele, enquanto se higienizava na sala de desinfecção, ao lado da sala de operações.

Era um paciente com uma fratura exposta que estava na mesa de cirurgia naquele momento. Como o excelente cirurgião ortopédico que era, o rapaz não demorou a identificar a solução mais fácil para o problema.

- Ótimo dia para salvar vidas! - disse ele, olhando para toda a equipe médica. Todos pareciam bem nervosos com uma cirurgia daquele nível, mas, simultaneamente, confiavam na capacidade do cirurgião. E estavam certos: a cirurgia foi um sucesso.

Alfredo saiu da sala, e voltou à recepção do hospital. Estava colocando a chave em seu carro, quando o celular tocou novamente, avisando que haveriam mais cirurgias. Voltou correndo ao hospital, e tratou de uma jovem paciente, com um problema no tornozelo.

- Muito obrigado, doutor. – falou a mãe da menina, mas o médico sequer ouvia. Ele só pensava em ir para casa, junto de sua família.

Foi então que aconteceu: num instante, todas as luzes do hospital se apagaram juntas, assim como todo e qualquer aparelho elétrico que estivesse por ali; a eletricidade, por algum motivo desconhecido, tinha parado de circular no hospital.

Alfredo estava furioso. – Como pode? E o sistema elétrico de emergência? Preciso chegar em casa logo, e sem que essas malditas portas eletrônicas funcionem, não vai ter como! - pensou ele, dirigindo-se imediatamente a sala do chefe. Contudo, nada adiantou, mais uma vez. O chefe avisou que também desconhecia a causa do problema, e que estaria ‘trabalhando nisso’. O cirurgião voltou emburrado para a sala de descanso dos médicos.

- Parece que ficaremos aqui pelo resto da noite, hein? – comentou uma mulher, Ângela, cirurgiã cardiovascular do hospital.

- Nem me fale! Estou **** com isso! Vou fazer alguns pós-operatórios para esfriar a cabeça – avisou Alfredo. Dito isso, o cirurgião dirigiu-se à recepção do hospital, pegou com raiva uma série de fichas de pacientes que estavam sobre o balcão e começou a visitá-los, um a um. O primeiro era Caio, um menino de oito anos.

- Como está se sentindo hoje? – perguntou o médico, seguindo o questionário padrão.

- Muito bem! – disse o menino, com uma voz que confessava o contrário.

- Pois sabe que não parece nem um pouco… Diz aqui que você tem Lúpus! – exclamou Alfredo, assustado.

- Eu sei, mas eu sempre tento enxergar o lado positivo de tudo o que eu faço – respondeu o menino – prometi isso a minha mãe quando ela morreu, ano passado.

- Sua mãe morreu? Sinto muito!

- Ela tinha só 26 anos, faleceu de Lúpus também.

Alfredo se sentiu mal por estar reclamando tanto de estar preso no hospital; haviam pessoas que tinham problemas muito maiores do que o dele.

- Mas, me diz uma coisa, como você pode sempre enxergar o lado bom das coisas, se tem coisas que não tem lado bom? – perguntou o médico – Sua doença, por exemplo.

- É nela que eu tiro minha maior lição. Se ela não fosse boa, por alguns aspectos, eu não seria como eu sou,  não teria sido tão próximo da minha mãe, e não estaria conversando com você hoje.

- E você acha bom estar conversando comigo hoje?

- Acho.

O rapaz não pôde conter uma lágrima em seu rosto. Deixou as fichas dos outros paciente sobre uma mesinha perto dali, e sentou-se próximo do menininho.

- E seu pai? Onde está?

- Morreu também. Antes de eu nascer.

- Lúpus?

- Não. Ele fumava.

- E quem fica com você aqui no hospital?

- A minha avó, mas ela não gosta muito de ficar por aqui… Ela diz que, ultimamente, eu só trago prejuízo.

- Como ela pode dizer isso???

- Eu não me importo… Veja o lado bom: se ela disse que ultimamente eu só dou prejuízo, significa que antes eu não dava!

- Como você consegue ser tão feliz, assim?

- O quê?

- Sei lá, você é tão alegre, divertido, e não se abala com nada.

- Não sei… Eu já disse, simplesmente procuro o lado bom das coisas.

- Quer ser meu amigo?

- O quê?

- Ser meu amigo ué… Aposto que você não tem muitos amigos médicos por aí, não é?

- Quero sim! – o rosto do garoto iluminou-se.

- Então está bom… Somos amigos agora.

Subitamente, as luzes do hospital inteiro se acenderam. Alfredo riu de felicidade.

- Bom, eu já vou indo…

Duas solitárias lágrimas escorreram no rosto do garoto.

- O que foi? Não quer que eu vá?

- Não, não é isso… Quer dizer, eu não quero que você vá, mas não é esse o problema.

- Então o que é?

- É que… Com a nossa conversa, eu me lembrei que vou ter que parar com essa história de ver o lado bom das coisas.

- Por quê??

- É que daqui alguns dias, vou ter que ir embora… Não tenho mais como pagar o hospital, e vovó não sabe mais como arrumar dinheiro.

Alfredo tentou conter as lágrimas.

- Eu tenho tentado achar o lado bom disso, mas é muito difícil.

- Acho que é a minha vez de achar o lado positivo disso, então.

O menino sorriu.

- E qual é?

- O lado bom é que você não vai mais ter que se preocupar com isso.

- E por quê?

- Porque você me conheceu… E eu vou te ajudar… Só não pense mais em dinheiro, ok campeão?

O chefe do hospital apareceu na porta do quarto. ” Era só um fusível queimado ” , disse ele. Mas Alfredo nem sequer prestou atenção. Ligou para casa, e chamou toda a sua família para o hospital. E juntos, Alfredo, sua família, e Caio, tiveram o melhor Natal de todos.

Contos de Natal – I

Olá novamente pessoal!

Bom, acho que vocês lembram quando eu falei no post anterior que estava com uma vontadezinha de escrever alguns contos de Natal… Pois então, pensei um pouco e decidi começar hoje mesmo! Eu sei que ainda está um pouco cedo, faltam dezessete dias para o Natal, mas há uma razão muito boa para eu começar a escrever agora: na semana que vem, estarei viajando (praia, uhul!), e só voltarei no dia 19… Portanto, se eu quiser escrever algum texto natalino, acho bom que eu comece antes disso! E outra também: como eu sei que vocês vão sentir muuuuuita falta dos meus textos aqui no blog, eu tenho que, pelo menos, deixar alguma coisa para vocês lerem, não é mesmo?

Então vamos lá! O primeiro conto que vou escrever vai se chamar Memórias de Uma Noite de Natal. Espero que gostem!

Memórias de Uma Noite de Natal

As rajadas de vento atingiam com tudo a janela de minha casa, fazendo ressonar uma forte batida por todo o ambiente. Estava muito frio lá fora; típico de um noite de Natal. Era dia 24 de dezembro, e eu estava ali, sozinho em minha casa, esquecido. No auge de meus sessenta anos, jamais imaginaria que teria me tornado o que sou hoje: um escritor, famoso e conceituado, reconhecido por todos. Não havia um lugar sequer pelo qual eu passasse que eu não fosse notado por alguém, e isso me tornou uma figura muito popular na pequena cidadezinha onde moro. Mas essa popularidade toda, que deveria me trazer alegria e amigos, só me deixava ainda mais isolado; e a melhor prova disso é que estava, na véspera de Natal, esquecido em casa.

Esquentei a velha xícara de café no fogão e, calmamente, dirigi-me para meu escritório, entregue à completa solidão. Liguei a TV; apenas propagandas e notícias chulas estavam passando. Desliguei. Sentei-me na minha cadeira, onde, por muitas vezes, tinha dado início a magnifícas obras, peguei um lápis apontado e comecei a escrever.

Tirotina do Norte, 24 de dezembro de 2010.

24 de Dezembro: Véspera de Natal. Lembro-me bem, que, há mais de cinquenta anos atrás, quando criança, esperava o ano interinho passar para poder finalmente dizer essa simples frase. Dizer “Véspera de Natal” era muito mais, para mim, do que simplesmente me referir ao dia 24. Era recordar os momentos que todos os anos tínhamos, sentados em volta da majestosa árvore de natal de casa, toda enfeitada com bolas coloridas, pingentes e guirlandas. Parecia ser infinito o brilho que saía daquela maravilhosa árvore.

Lembro-me melhor ainda dos deliciosos quitutes e outras iguarias que saboreávamos na ceia de Natal. Eram pratos das mais diversas cores e formas, dos mais diversos gostos e sabores. Lembro-me também das minhas fantasias. Ah, doces fantasias de infância! Sonhar com o Papai Noel, suas renas e trenó encantado, faziam despertar ainda mais meu gosto por aventuras. Era ainda melhor quando papai se enfiava naquela velha roupa de velhinho barrigudo, só para me dar um presente e alimentar meu sonho de criança.

Muito tempo já se passou depois disso, e muita coisa mudou. Há muitos anos, não vejo aquela velha árvore de Natal, montada no centro da sala de estar; há muito tempo não saboreio aqueles quitutes natalinos; há muito tempo não sonho com o Papai Noel. Há muito tempo, tenho esquecido o Natal.

Talvez seja hora de deixar de lado essas memórias de infância, utopias patéticas de um mundo melhor. Talvez seja hora de me despedir desse mundo. Talvez seja hora de tomar coragem, pegar o antigo revólver na gaveta do armário e me…

A campainha tocou justamente no momento em que estava para concluir a ideia. Não estava aguardando ninguém, nem ninguém estava me aguardando. Despreocupadamente, caminhei até a porta e a abri, pronto a espantar qualquer um que quisesse me vender doces caseiros. Derrubei a chave no chão quando reconheci: não era um vendedor que estava ali, eram meus filhos.

Eles me abraçaram e me beijaram, pedindo desculpas pelos anos que me abandonaram aqui. Sentamos no sofá, com os olhos vermelhos de tanto chorar, tomamos uma longa e demorada xícara de café. Depois, corremos para o maleiro do guarda-roupa e resgatamos a velha árvore natalina. Enchemos de enfeites como nunca! Ficou maravilhosa! E continuamos assim, unidos, pelo resto da noite.

1º Capítulo – S.O.S. – Código Azul

Oi galera!

É, finalmente chegamos naquela época boa de preparação pro Natal, quase acabando o ano… Até estou pensando em “vestir a camisa” desse meu espírito natalino e escrever alguns contos de Natal, para postar aqui no blog, mas isso é assunto para outro post: hoje vim aqui para falar um pouquinho mais sobre o outro livro que estou prestes a lançar, o S.O.S. – Código Azul.

Vocês devem se lembrar do primeiro post que falei sobre ele, algumas semanas atrás (quem não se lembra, clique aqui para vê-lo). Pois então, hoje resolvi trazer uma coisinha nova sobre ele para vocês: o 1º capítulo da obra!

Mesmo com a publicação prevista só para Janeiro/2011, resolvi antecipar um pouco as coisas, e divulgar, pelo menos, o primeiro capítulo. Quer ler? Você tem duas opções: você pode clicar na capa do livro – que está logo abaixo – para fazer download dele e ler em seu próprio PC, ou lê-lo aqui mesmo no blog (abaixo da capa eu digitei todo o primeiro capítulo).

Só me resta então desejar uma boa leitura! Tenho certeza que vocês vão se divertir bastante com esse livro, que mistura muita ação e suspense!

CAPÍTULO 1 – A DUPLA DINÂMICA

 

Ricardo pegou os papéis com todo o processo de investigação do último caso em que trabalhara e arquivou junto a outros documentos. – Mais um caso resolvido! – pensou o investigador, orgulhoso de seu trabalho. O rapaz se tornara detetive há pouco tempo, mas já vinha conquistando a admiração dos diretores, com as brilhantes estratégias que utilizava. Junto com seu parceiro, o detetive Seixas, Ricardo acabara de solucionar um importante assassinato.

– Senhores Ricardo e Seixas, queiram comparecer a sala da diretoria – pediu a secretária da delegacia de polícia. Os chefes queriam falar com os dois rapazes.

Entraram. A sala era gigantesca; nas paredes, viam-se enormes certificados, quadros e fotos de serviços prestados pela unidade policial. No centro do salão, estava uma majestosa escrivaninha, esculpida no carvalho maciço, toda trabalhada em ouro. Os dois chefes aguardavam ali.

– Olha só quem chegou! A dupla dinâmica! – disse um deles, quando avistou os inspetores. Ambos os diretores adotaram a carinhosa saudação de “dupla dinâmica” logo depois do primeiro caso resolvido deles. Desde então, Seixas e Ricardo sempre eram chamados assim.

– Por favor, senhor diretor, você sabe que não precisa nos chamar assim – disse Seixas, abrindo um alegre sorriso.

– Como vocês são modestos! – exclamou um dos diretores – Mas vamos ao que interessa: chamamos vocês para agradecê-los pelo último caso… Como sabiam a identidade do assassino?

Os detetives se entreolharam. Foi Ricardo que explicou:

– Foi simples: aquele faxineiro possuía acesso a todas as áreas do prédio, e teve várias oportunidades para cometer cada um dos crimes; estava mais que óbvio o seu envolvimento na história.

– Muito bem então. Continuem sempre assim! – finalizou o outro diretor, um homem gordo e careca.

Diante disso, a dupla deixou a sala dos chefes. Tinham acabado de sair quando Ricardo parou o amigo.

– Vamos aproveitar o resto do dia para ir ao hospital? – perguntou Ricardo ao amigo – A Rebecca está internada lá… Sabe como é, último mês de gravidez…

Rebecca era uma velha colega policial. A mulher afastara-se do serviço há alguns meses, por causa da gravidez. Há poucos dias, sentira algumas contrações inesperadas, e o médico achou melhor interná-la.

– Mas é claro que vamos! – concordou Seixas, entusiasmado. Já fazia tempo que o detetive não via a colega.

Rapidamente, a dupla se despediu de todos e partiu para o outro lado da cidade, onde estava o Hospital Central.

Gostaram? Publicação prevista para Janeiro de 2011!

Cantos e Contos com Pasquale – IV

Oi galera!

Finalmente chegamos ao final dessa série de quatro contos que eu estou publicando aqui no blog. Hoje, vou postar o último texto do pequeno livro de contos que me fez ganhar até um autógrafo do Prof. Pasquale Cipro Neto (clique aqui para ler o post anterior). Dessa vez, o tema do conto será Ciúme/Traição, inspirado na música Ciúme, de Roger Rocha Moreira. Esse conto é um pouco diferente, já que este fiz em parceria com meu colega Lucas (vale lembrar que o trabalho era em duplas! – mais informações, leia o post anterior). Bom, vamos lá então… Boa leitura!

 

TÍTULO: ORIGINAL

Tiago, Jô, Roberto e Paulo ensaiavam as músicas dos ídolos no salão de festas do prédio. Sonhavam em ser uma banda famosa, correr o país fazendo shows e mostrando suas músicas para milhares de fãs. Eram muito amigos e faziam tudo juntos; na escola, apesar de estarem em turmas diferentes, encontravam-se nos intervalos e ocupavam o tempo livre para falar de música, fazer planos, trocar informações e combinar estratégias para o sucesso.

A primeira oportunidade surgiu no festival de inverno da escola, e eles souberam aproveitá-la, hipnotizando os colegas do colégio com o rock “Original”, composição de Jô.

Foi nessa oportunidade que o grupo conheceu Nelson, um homem que tinha trânsito livre no mundo da música, conhecia empresários, artistas e muita gente importante do meio. Ele passava férias na pequena cidade, visitando uns amigos, e foi assistir ao festival. Nelson ficou impressionado com a performance do grupo, e ainda mais com o vocal destemido e extrovertido de Jô. Depois do show, resolveu conversar com a cantora e descobriu que ela tocava piano e violão e que seu negócio mesmo não era o rock, mas o canto lírico. Empolgado com uma possível novidade, deu-lhe seu telefone e pediu que o procurasse. Mais do que depressa, Jô deu a notícia aos amigos da banda, que, para o desapontamento dela, mostraram-se incomodados com o convite solitário.

- Como assim? Você vai sozinha? E nós, como ficamos?

Mesmo com a controvérsia que estava a banda, Jô procurou Nelson em seu escritório. O empresário ficou feliz com a postura dela ao procurá-lo, e convidou-a para ser cantora solo em um festival no Rio de Janeiro; ela disse que iria pensar no assunto, e retornaria a resposta em poucos dias.

Os dias se passaram, e Jô decidiu aceitar a proposta feita, afastando-se ainda mais da banda. Tiago, Roberto e Paulo ficaram revoltados com a vocalista, e por isso começaram a espalhar boatos sobre sua falsidade. Jô, preocupada com sua possível carreira artística, não fazia ideia de que isso estava acontecendo; partiu então para São Paulo, para os estúdios do empresário. Enquanto isso, a banda, que permanecia ativa, começava a planejar algo para arruinar a vida da cantora:

- Não é justo ela ir sozinha, se nós somos uma banda! – disse Tiago.

- Temos que mostrar que a banda é melhor que ela! – complementou Roberto.

No dia seguinte, o trio musical se reuniu na casa de Paulo para colocar na internet um artigo sobre a vocalista, desmotivando qualquer possível público para o festival. Junto a isso, elaboraram panfletos e até mesmo deram uma entrevista a um jornal local sobre a atitude de Jô.

Em São Paulo, Jô conheceu vários artistas famosos, que lhe deram dicas sobre como tratar os fãs; a jovem estava adorando todo aquele treinamento e experiência adquirida, pois foi junto com alguns deles em shows para participação especial.

O tempo passou rapidamente, faltava apenas uma semana para o show solo no festival. Foi quando Jô recebeu notícias do seu empresário, que trazia algumas críticas vindas de sua cidade natal; no entanto, a cantora, que nada sabia sobre a autoria das críticas, ignorou.

O movimento da sua antiga banda ganhou forças: várias pessoas se uniram a causa. Felizes com a repercussão, o trio teve uma grande ideia; resolveram ir ao show de penetras, sem que a cantora soubesse de nada.

- Vamos acabar com tudo! Já que ela nos abandonou, vamos acabar com sua carreira! – vociferou Paulo, revoltado.

Na noite anterior ao evento, Jô não conseguia dormir, estava nervosa com a reação do público. O canto lírico era o sonho de sua vida e, como num sonho de fadas, estava para se tornar realidade.

Na manhã seguinte, Nelson tentou acalmá-la: enviou-a para um SPA, para uma sessão de relaxamento. Logo à noite, o grande anfiteatro alugado para o espetáculo já estava começando a ficar cheio. Surpreendentemente, algumas cadeiras ainda ficaram vazias; as críticas fizeram efeito.

A cantora, nervosa, olhou para todos aqueles espectadores, sem nem mesmo perceber três rostos familiares entre a multidão: Tiago, Roberto e Paulo haviam se acomodado logo na terceira fila. Tudo estava pronto: eles trouxeram um megafone escondido por entre as bolsas para, no momento mais oportuno, poderem chamar a atenção de todos os presentes.

A primeira música foi um verdadeiro sucesso: com sua voz doce e delicada, ela conseguira arrancar muitos aplausos da plateia. Foi quando tudo aconteceu: anunciou-se que a próxima música seria um rock, cujo título era “Original”, a  canção composta por Jô enquanto ainda integrava a banda. Revoltados, os meninos pretendiam esperar até o refrão, onde diriam a todos que a música não tinha nada de original, era apenas uma cópia de uma músicas que haviam feito juntos.

Inesperadamente, antes do início da música, Jô tomou o microfone para si, e disse que gostaria de prestar algumas homenagens. O trio emudeceu diante do que aconteceu depois: Jô anunciou que estava dedicando a música para sua primeira banda, que lhe dera todo o apoio durante o começo de sua vida artística, quando ela mais precisava. Subitamente, os meninos levantaram-se de suas poltronas e partiram para o palco; mesmo com a surpresa da menina, eles a abreçaram infinitamente.

O espetáculo foi um sucesso; os críticos elogiaram muito o fato de que a vocalista não possuía apenas a voz doce, mas também era dedicada com os amigos. Anos depois, Jô ocupou lugar de destaque na mídia; porém, em todos os shows que fazia, lembrava-se sempre de homenagear os seus verdadeiros amigos de infância.

Cantos e Contos com Pasquale – III

Oi galera!

Hoje acordei bem cedo e aproveitei para postar mais um conto – o terceiro – do pequeno livro de contos que me fez ganhar até um autógrafo do Prof. Pasquale Cipro Neto (clique aqui para ler o post anterior). Dessa vez, o tema do conto será Língua, inspirado na música Não Tem Tradução, de Noel Rosa / Francisco Alvez / Ismael Silva. Vamos lá então… Boa leitura!

 

TÍTULO: A ESSÊNCIA DO BRASIL

A sexta-feira tinha ares de domingo porque todos os parentes estavam em volta da mesa, num almoço infinito para comemorar o aniversário de minha avó. Minha mãe recebeu um telefonema e se refugiou no silêncio do quarto para poder conversar. Saiu de lá com uma expressão que eu ainda não conhecia. Perguntei o que estava acontecendo e ela me puxou pro canto da sala e, sussurrando, me contou: “Fui chamada para o trabalho na Inglaterra”. Ela esperava aquela oportunidade há tempo, nós sabíamos da importância do momento e ficamos felizes. Embora o fato mudasse minha vida, chegamos à conclusão de que dois anos na Europa me fariam bem. Segui para a aventura em terras estrangeiras.

As primeiras semanas foram de adaptação e turismo, mas, quando passei a dominar a cidade, achei que era hora de ter atividades mais sérias. Matriculei-me num curso e, durante minha apresentação à classe, contei que era brasileiro. Todos queriam saber detalhes sobre o que conheciam pelos jornais: favelas, samba, futebol. Pela primeira vez tive a dimensão de como era rico, grande e diverso meu país. Como traduzir para aquelas pessoas a real essência do Brasil? Aí tive uma ideia…

Logo após chegar do curso, chamei minha mãe para pedir sua opinião em um projeto: pensava em montar um grandioso desfile de carnaval envolvendo toda a instituição em que eu estava estudando!

Minha mãe animou-se tanto com a ideia que se esqueceu de todo o cansaço que tivera com o seu novo serviço. Juntos, passamos a noite montando planejamentos e propostas para mostrarmos à administradora dos cursos, Guinevere Patt. No dia seguinte, ao chegar a New Course, a escola em que estudava, todos notaram minha animosidade. Não resisti e mostrei todos os projetos a eles, mesmo antes de confirmar com a sra. Patt. Em questão de minutos, todos já tinham ideias e davam sugestões para ocuparem papéis no desfile. Conversamos com a administradora, ela gostou tanto da ideia que a adicionou em um festival que aconteceria em duas semanas: com isso, teríamos que nos esofrçar nos ensaios para tudo ficar impecável.

Mamãe e eu criamos toda a coreografia e a enquadramos em um tema: seria sobre o mundo unificado em um só cultura. Tuda estava correndo tão bem, que marcamos nosso primeiro ensaio para a tarde seguinte; foi quando o problema surgiu. No final do ensaio, depois de quatro exaustivas horas ensinando para os estudantes como sambar, tocar e curtir o carnaval, Alisha Adams, uma das estudantes de um curso especializado em moda, perguntou-me:

- Carlos, que roupas nós teremos que usar? Estou curiosa para saber como é o modelo de desfile! – perguntou ela, com um inglês perfeito. Aproveitei o momento e peguei os papéis com os modelitos das musas de carnaval. As meninas ficaram embasbacadas.

- Como pode? Você quer nos deixar peladas? Todo mundo vai rir! Pode esquecer! – exlcamous Colina Spot, enfurecida. As meninas começaram a discutir, enquanto os meninos riam da suspresa das garotas; armara-se uma grande confusão.

Ouvindo os incessantes gritos das mulheres, a senhora Patt apareceu, andando a passos curtos e rápidos, no pátio onde acontecia o ensaio.

- O que está acontecendo aqui? – perguntou ela, irritada. Não demorou muito, e as meninas lhe explicaram todo o problema. Os olhos fuzilantes da administradora acharam-me em meio ao alvoroço.

- O que tem a dizer sobre isso, Sr. Carlos? Venha já para a minha sala! – exclamou ela.

Com medo da reação da sra. Patt, expliquei-lhe todo o contexto do carnaval, envolvendo a cultura brasileira. Ela se acalmou um pouco quando entendeu que eu não pretendia me aproveitar das meninas, mas estava confusa sobre o que fazer. Pedi a ela para que me desse mais um tempo para ensaios, e prometi que todos gostariam no final.

Na manhã seguinte, dei a mesma explicação para as meninas, que também permitiram que os ensaios continuassem;os dias se passaram exaustivamente, até que chegou o dia do festival e, consequentemente, do desfile.

Estavam reunidas centenas de pessoas na New Course, que se deliciavam com as mais diversas apresentações dos estudantes. Eu estava muito nervoso, não havia como prever a reação das pessoas. Foi então que se anunciou que o desfile de carnaval brasileiro estava para começar. A multidão acomodou-se e, em questão de minutos, o desfile começou. Todos ficaram surpreendentemente quietos durante o desenvolvimento da apresentação.

Quando o último grupo passou diante dos olhos do público, ninguém se mexeu. Aos poucos, aplausos foram surgindo, e o barulho ensurdecedor de glorificações foi ouvido: havia sido um sucesso. A administradora me agradeceu por tudo, e o pessoal do desfile veio me elogiar;o melhor de tudo é que, diante de tudo aquilo, eu percebi que todos compreenderam a essência do Brasil: a alegria.

Oi Pessoal!

Bom, como prometi, hoje estou eu aqui de novo para postar mais um conto do pequeno livro de contos que me fez ganhar até um autógrafo do Prof. Pasquale Cipro Neto (clique aqui para ler o post anterior). Hoje, o tema do conto será Comunicação, inspirado na música Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida. É um conto, de certa forma, romântico, coisa que vocês não me veem escrevendo muito por aí, mas vamos lá!

 

TÍTULO: UNIDOS PELO TELEFONE

Cantos e Contos Com Pasquale – II

Oi Pessoal!

Bom, como prometi, hoje estou eu aqui de novo para postar mais um conto do pequeno livro de contos que me fez ganhar até um autógrafo do Prof. Pasquale Cipro Neto (clique aqui para ler o post anterior). Hoje, o tema do conto será Comunicação, inspirado na música Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida. É um conto, de certa forma, romântico, coisa que vocês não me veem escrevendo muito por aí, mas vamos lá!

 

TÍTULO: UNIDOS PELO TELEFONE

Ontem eu e o Luís terminamos. Mais uma vez. Dessa vez diferente, acho que é pra sempre. Ele trouxe, solta no bolso, a minha carteirinha de estudante (que ficava dentro de sua carteira para o cinema). Prova da decisão pensada, ponderada e irrevogável. Decisão decidida! E eu? Sem chão, sem saber o que dizer, pensar e sentir… Na dúvida, não disse nada (quase nada!), entendi que eu não sirvo mais pra ele e senti tudo ao mesmo tempo: amor, raiva, ciúme, frustração, vontade de querer ficar e de querer partir. Ele foi embora.

No desespero, telefonei. Uma, duas, na terceira ele atendeu. Nem consegui falar. Não suportei ouvir. Desliguei. Durante a longa noite, sozinha, quieta, chorando, pensei, pensei, pensei. É difícil conceber a ideia de viver sem ele. Vai ser impossível apagar a lembrança daqueles olhos miudinhos e do sorriso fácil. Tantas lembranças, tantas vontades, tantas possibilidades… tudo pelo ralo. Tudo jogado ao vento e um sentimento de derrota que me coloca num redemoinho de terror, medo e solidão.

Mas ele havia me prometido não me deixar. Jurou que nada nos separaria. Liguei novamente. Gentil, pelo telefone, ele me explicou tudo de novo e mais uma vez disse que não formávamos mais um par. “Você vai encontrar alguém”.

Dias se passaram, mas a melancolia em que Luís me deixara continuava me atormentando. Até mesmo a escola já estava se tornando difícil sem ele; sempre que eu tinha dúvidas, era ele quem me ajudava a estudar. Em casa, mamãe percebeu que eu não estava legal; certo dia, entrou no meu quarto e quis conversar comigo. Após horas de conversa, nem mesmo ela conseguiu me animar. Decodo então ligar novamente para o Luís; seu número continuava gravado em minha memória.

Segurei o telefone e disquei rapidamente os números; sem esperar que alguém respondesse, comecei logo dizendo:

- Luís, por favor, volte! Eu te amo! – disse eu, sendo sincera com ele. Mas, ao contrário do que eu imaginava, não foi o Luís que atendeu:

- Desculpe, moça, mas acho que você discou errado! Aqui quem fala é o Armando! – respondeu o homem, cuja voz, jovem ainda, era fina e delicada. – Mas, se você quiser conversar, sem problemas… Vejo que você está um pouco chateada com o seu amigo.

Sem outra opção, comecei a conversar com o Armando; ele era muito simpático. Assim como eu, ele tinha dezesseis anos e estava finalizando o Ensino Médio. A conversa durou por algum tempo; antes de desligar, lembrei de pedir seu endereço de email.

Depois de várias trocas de mensagens, finalmente combinamos de nos conhecer pessoalmente; logo à noite, fomos comer em uma lanchonete perto de casa. Enquanto comíamos e nos divertíamos, Armando colocou suas mãos sobre as minhas, e disse-me, sério:

- Roberta, eu sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas eu já te amo como se a conhecesse há séculos: aceita namorar comigo?

Diante da proposta, não pude fazer mais nada do que aceitar o pedido, e me entregar nas mãos daquele homem. Armando mudou-se para o meu colégio no mês seguinte. Passávamos todos os recreios juntos, de mãos dadas; foi quando tudo aconteceu. Voltávamos juntos do colégio, atravessando a avenida, quando um carro em alta velocidade acertou em cheio o Armando.

Pelo telefone, rapidamente chamei a ambulância, enquanto o Armando, desacordado, era cercado por muitos pedestres que perambulavam por ali. Em alguns minutos, a ambulância estacionou, conduzindo-o rapidamente para o pronto-socorro.

Fui com ele ao hospital; Armando teve que engessar o braço e o pé. Em compensação, uma câmera devigilância filmou todo o incidente, e, através da placa do automóvel, identificaram o motorista. Anos depois, já adultos, casamo-nos e tivemos filhod. Hoje, entendo a grande ironia do meu destino: sou uma garota, cujo destino foi, por tês vezes, decidido por uma ligação telefônica.

Cantos e Contos com Pasquale – I

Olá de novo galera!

Bom, hoje decidi divulgar um material um pouco diferente de minha autoria… Diferente não, porque continua sendo um livro, mas um que tem uma história bastante interessante…

Há pouco menos de um ano, a minha escola ingressou em um projeto, promovido pela Editora Positivo, chamado “Cantos e Contos com Pasquale“. Esse projeto consistia em os alunos produzirem uma série de contos, de, no máximo 2.000 caracteres, que seriam unidos e transformados em um pequeno livro. Não haviam muitas regras quanto à maneira que os contos haviam de ser escritos; a condição mais importante é que o Positivo, juntamente com o Professor Pasquale Cipro Neto (aquele da Gramática!), forneceriam duas letras de música, para inspirarem os alunos no que escrever, e também um pequeno início, de um ou dois parágrafos, que os alunos deveriam continuar para montar o conto.

Pois então, algum tempo depois dos contos terminados, o livro de contos finalmente ficou pronto. E qual não foi a minha surpresa quando, em um dia normal, apareceu no colégio uma representante do Positivo pedindo permissão para usar o meu livro e do meu amigo (fizemos o livro em duplas) como exemplar para as escolas do Brasil inteiro! Pois é, eu fiquei bastante surpreso… Afinal, não é todo dia que só você é escolhido entre pessoas do país inteiro… Mas, foi bem assim que aconteceu, e eu até ganhei um autógrafo do Professor Pasquale por conta disso! Vejam aí abaixo:

Bom, mas o que isso interessa para o blog mesmo? Ah é… Eu vou postar aqui mesmo, esses contos “vencedores” para vocês se divertirem um pouco… Como eu escrevi o livro com meu amigo, vou postar apenas os contos que fui eu que escrevi, a parte dele não perguntei se poderia postar… Mas mesmo assim, são 4 contos bem legais de ler! Vou postar um por dia… Então não deixem de conferir os próximos posts! Vou começar já nesse daqui:

TÍTULO: QUE PAÍS É ESSE?

Quando Renata voltou pra casa, 25 anos depois de ter se mudado para a França em busca da realização pessoal e profissional, não imaginava que iria encontrar tudo tão diferente e tão impressionantemente igual. As ruas, construções, pessoas e lugares não eram os mesmos. Ainda no táxi, a caminho da casa da tia, mal conseguia reconhecer o que via. Ela acompanhava as notícias de sua terra, mas vê-la assim, de perto, ao vivo e em cores era muito diferente. Quando a tia Denise a visitava, levava com ela tudo quanto era possível para lhe acalmar as saudades, mas as guloseimas, fotos, discos e novidades não eram exatamente um retrato de toda a realidade.

Parada no semáforo, olhou para o lado esquerdo e viu o mar, azulzinho, salpicado de surfistas e garotas a aliviar o calor escaldante ao mesmo tempo em que garantiam o bronzeado dourado. Levou um susto, quando na janela do lado direito apareceu um garoto, franzino e descalço, que, arma em punho, “pediu-lhe” dinheiro. Ela ficou em pânico, não soube o que fazer e sentiu medo, pena, vergonha – tudo ao mesmo tempo.

- Anda logo, tia! Passa a grana! – disse o garoto, irritado. Renata, atordoada com o momento, continuava imóvel, estática. Foi quando tudo aconteceu: o garoto passou a mão por detrás da roupa, e sacou uma arma já carregada. – Vai logo! Passa a carteira, droga! – disse novamente o garoto, e essa foi a última coisa que Renata ouviu naquele dia. O garoto, nervoso com a impassibilidade de Renata, puxou o gatilho da arma, disparando um tiro que acertou o dorso da mulher. Enquanto o sangue escorria e manchava a roupa da jovem, o menino puxou a bolsa feminina que estava encostada no banco do passageiro e saiu correndo, aos olhares curiosos de todos que ouviram o tiro. O sangue começou a escorrer rapidamente do ferimento, e a jovem foi perdendo a consciência vagarosamente, até que não viu mais nada.

Quando acordou, dois dias depois do incidente, Renata percebeu-se em um quarto todo branco. Olhou a seu lado direito: lá estava um homem, já de idade avançada, que dormia profundamente. Ao seu lado esquerdo, Renata encontrou uma menina, devia ter cerca de uns sete anos, e estava com toda a extensão dos seus cabelos cortada. – Sente-se melhor? – perguntou um homem alto vestido todo de branco – provavelmente um médico – que estava na porta do quarto. Nesse momento, a jovem lembrou-se do tiro; seu dorso ainda doía muito, não conseguia se mexer. – Eu sinto muito pelo que aconteceu, moça, mas acho que você vai ter que ficar aqui por algum tempo; seu ferimento é grave, e pode ser que não possa mais voltar a andar – anunciou o médico, que possuía um crachá, escrito “Dr. Roberto” na frente. Renata começou a chorar: - Vim para o Brasil e fiquei aqui por apenas um dia, e já corro o risco de não mais poder andar? Que país é esse? – pensou ela, enquanto lágrimas escorriam pela sua face.

A manhã passou melancólica aos olhos de Renata. Ficara o tempo inteiro pensando na sua infância, quando a tia Denise apareceu, de súbito, no quarto. – Minha sobrinha! Eu sinto muitíssimo! – disse a tia. – Eu vi o noticiário na televisão… Que desastre!

Enquanto conversavam, uma velha senhora chegou à entrada do quarto, e, apreensiva, começou a procurar alguma coisa com os olhos. – Eu estou aqui, minha amada! – respondeu o senhor que estava ao lado direito de Renata, que finalmente acordara. A velha senhora andou, a passos largos, atravessando o quarto, até chegar ao homem e poder tocar-lhe o rosto. Tia Denise nem percebera a entrada da senhora, e continuara a conversar com Renata sobre as novidades que aconteceram desde que se encontrara com a sobrinha pela última vez. No entanto, Renata não prestava mais atenção na tia; estava impressionada com o amor que aquele casal de velhinhos tinha, um com o outro. Em meio à correria do dia a dia, nunca teve tempo de notar esse tipo de atitude.

Já era de tarde quando o almoço foi servido; Renata, faminta, não deixou sobras no prato: afinal, não comia já fazia dois dias! Foi então que notou a presença de outra mulher a porta do quarto: a moça correu para o lado da criança da cama do lado esquerdo, e tentou acordá-la com um leve toque nos braços. Diante do olhar indiscreto de Renata, a mulher, provavelmente mãe da menina, disse: – Ela tem câncer – a mãe abaixou a cabeça. – E já está em fase terminal.

Durante os dias que se seguiram, Renata passou a conhecer um pouco de seus colegas de quarto: o senhor, chamado Frederico, era aposentado e sofrera um derrame cerebral há poucos dias; a menina, chamada Cláudia, tinha realmente sete anos, e descobrira seu câncer tarde demais para começar o tratamento. Conversando com a jovem, Renata descobriu muitas coisas em comum consigo mesma; a criança gostava de cozinhar, assistir filmes repetidos e amava sorvete. – Incrível como ela se parece comigo! Ah, quanta coisa essa menina ainda poderia viver se não tivesse tamanho azar… – pensou.

Duas semanas se passaram, até que o Dr. Roberto chegou com a feliz notícia: no dia seguinte, Renata receberia alta do hospital, sem risco de sequelas. Foi uma verdadeira festa: os três pacientes comemoraram, trazendo alegria para todo o hospital. Renata passou o dia contente, ansiosa por sair no dia seguinte e poder retomar a sua vida.

Pela manhã, Renata foi acordada pelos médicos, que retiraram todos os fios que ela ainda tinha no corpo, e passaram-lhe alguns papéis para assinar. Recolheu suas coisas, que a tia trouxera desde o incidente, e correu para se despedir de Frederico e Cláudia. Frederico desejou-lhe muita felicidade e alegria, e assim entusiasmada, Renata correu para despertar Cláudia. Mas a menina não acordara; estava com o corpo frio, e seu rosto estava pálido. Ela falecera.

Renata nunca havia ido há um enterro tão triste: muitos amigos compareceram, desolados com a perda da criança. Nem mesmo ela conteve o choro: passara tanto tempo na companhia dela, que percebeu o quanto aquela criança era especial. Novamente, indagou a si mesmo: – Que país é esse? – enquanto olhava para a situação. Mas desta vez, analisando tudo o que acontecera, obteve a resposta: – É um país de pessoas boas e perversas, que veem a vida de modos completamente opostos. Um país de contrastes, onde o amor se opõe ao ódio, e a paz se opõe a discórdia; e quem vence entre eles? Nenhum, os dois opostos sempre existirão. Mas é você que escolhe qual deles pode fazer a diferença na sua vida.

Fim de Ano: Férias, Natal, Praia e… Livros??

Oi galera!

Então, fim de ano chegando (chegando não, né, já chegou)… férias escolares/no trabalho se aproximando… Datas festivas cada vez mais próximas… Tudo para fazer a gente relaxar bastante e deixar para trás toda a tensão que adquirimos durante o ano… E para isso, você hão de concordar comigo, caros leitores, nada melhor do que um bom livro!

Sendo assim, faço uma proposta para vocês: já aproveitando a ideia anterior do blog, sobre a divulgação de livros, que tal você ler um dos livros que eu citei aqui mesmo, no arthurlucena.wordpress.com ? Tá, eu sei, tem alguns livros que eu divulguei faz tanto tempo que você nem lembra mais como eles são, não é mesmo? Pois então, vou dar uma ajudinha… Vou fazer um “resumão” nesse post, dos livros que eu divulguei até agora, com as informações referentes a cada um deles!

Começando, é claro, pelos meus livros! Acho que todo mundo aqui do blog já deve estar careca de saber sobre eles, mas não custa relembrar…

ARTHUR LUCENA – A LENDA DE AVALON – A ESPADA DO REI:

SINOPSE: O jovem camponês Aaron, de uma vida simples, nunca poderia imaginar que um dia seria o personagem principal de uma história eletrizante… Um presente de família no seu aniversário de dezessete anos, faz mudar tudo e o coloca ao lado de guerreiros em terríveis batalhas, enfrentando armadilhas e perigos; emoções que ele nunca esperou viver. Mas em “A Lenda de Avalon – a Espada do Rei”, o grande segredo só será revelado no momento certo para aquele que realmente merecer. Viaje ao mundo medieval e descubra essa emocionante história cheia de magias, lendas e muito suspense!

BOOK TRAILER:

1º CAPÍTULO: (clique na capa do livro)

ARTHUR LUCENA – MAGIC:

SINOPSE: Jake, Samantha e Nicholas jamais imaginariam que um tranquilo passeio escolar poderia levá-los a viver uma aventura tão emocionante. Viajar ao passado, guerrear com monstros malignos e enfrentar um temido demônio da Idade Média eram apenas obstáculos para desvendar um grande segredo sobre a Magia. Venha você também se aventurar nessa intrigante história medieval, e descubra o verdadeiro significado de Magia!

BOOK TRAILER:

1º CAPÍTULO (clique na capa do livro):

RENATA COLOMBO – PREDESTINADA:

Você pode ler a obra diretamente no blog da escritora (clique na foto):

SÉRGIO DE CARVALHO E CAMARGO – NOVOS VENTOS SOPRARÃO DO RUMO NORTE:

AVALIAÇÃO LITERÁRIA:“Em nossas mãos uma magnífica obra, um livro que mostra com equilíbrio a literatura de maneira inteligente, verdadeira.
Ao longo de tantas avaliações, nos chegam obras dos mais variados tipos, temas diversos, interpretações de vida de todas as maneiras. Este livro se destaca com certeza de tantas obras, pois, logo nas primeiras páginas, é vista a preocupação do autor com a estética da obra, sua forma conotativa, se o leitor está realmente vivenciando aquelas linhas de maneira completa.
Nossa equipe realmente se encantou pela forma correta de se usar as palavras, a maneira consciente de se abordar determinados assuntos.
Este é um livro que promete ter um público cativo, leitores e leitoras igualmente preocupados com a palavra, com a importância de se dizer a verdade através de um livro que é capaz de nos fazer pensar, de nos fazer refletir, de nos levar por caminhos diversos buscando sempre o prazer e a emoção em cada linha.
O estilo autoral mostrou ser um talento nato, um talento excepcional, com o dom maior, um livro que só nos deu prazer e sobretudo a certeza de aprová-lo pelo brilho que carrega em seu interior.”

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE COMO ADQUIRIR (clique na capa do livro):

JORGE HENRIQUE CUNHA – AS FÁBULAS DO INTRÉPIDO GUERREIRO:

Você pode ler a obra diretamente no blog do escritor (clique na imagem):


Dicas de Livros – As Fábulas do Intrépido Guerreiro

Olá novamente pessoal!

Hoje venho aqui (de novo) para contar a vocês sobre mais um dica de livro muito interessante, que faz parte daquele projeto que comecei esta semana (e que está sendo fantástico) da divulgação de livros aqui no blog (quem quiser saber mais, clique aqui).

Sendo assim, falaremos então do livro As Fábulas do Intrépido Guerreiro, de Jorge Henrique Cunha. Devo dizer que ainda não tive tempo hábil para ler o livro (apesar de já estar no topo da minha lista de leituras!), mas uma coisa me chamou bastante atenção: Jorge Henrique Cunha é, assim como eu, não apenas um jovem autor, mas também um autor jovem. Como assim? Simples: ele tem 13 anos!

Mas não deixe que a idade desse autor os engane! Ele escreve muito melhor do que muita gente mais velha por aí! Eu mesmo já tive a curiosidade de visitar seu blog (o link está logo abaixo) e fiquei surpreso com a linguagem impecável do autor. Sem dúvida, esse jovem escritor promete!

Bom, agora vamos aos dados técnicos do livro. Como eu disse, chama-se As Fábulas do Intrépido Guerreiro, e está sendo escrito, capítulo a capítulo, pelo autor em seu blog. Aliás, para quem quiser visitar, o endereço é: http://asfabulasdointrepido.blogspot.com/, e o blog já está na seção “Parceiros” aqui do arthurlucena.wordpress.com !

 

AS FÁBULAS DO INTRÉPIDO GUERREIRO
Os verdadeiros guerreiros, nunca param de lutar; pois correm o risco de perder seu império e logicamente sua fama.

Andejava por dentre as vielas de Paris, caminhava por entre as sombras, alias a luz lhe incomodava. Enquanto caminhava, se perdia em seus devaneios, mas isto pouco durou. Agora via-se defronte para uma praça. Um sorriso surgiu em seu rosto. “Atrasada como sempre” O púbere se sentava em um dos bancos quadriculares de pedra daquele âmbito, aparentemente esperando por alguém.

— Hey, esperando por alguém? — proferiu uma doce voz com um sotaque francês.

O jovem de fato não se assustou, apenas olhou por detrás do ombro.

— Estás atrasada vinte minutos, vós não sabeis o quanto repudio atrasos?

O mancebo agora se colocava de pé, seus olhos negros eram penetrantes, e tinham uma sede ávida, eram praticamente sobre humanos.

— Quando é que você vai se adaptar ao vocábulo atual?

— Este vocábulo, é pútrido, por tanto não vejo a real necessidade de usufruir deste, minha cara. — Sua voz era baixa, mais soava com uma precisão energética e militar.

—Já perdemos nosso custoso tempo.

Por via de um abraço o rapaz se entrelaçou à jovem, agora “desaparecendo” em meio a um vórtice negro. O que seria aquilo? Seres imaculados? Não, estavam mais para “monstros” Ora sim, ambos aqueles seres eram vampiros, sim, imperadores sangrentos que tinham a noite como seu império, mas muitas vezes eram tidos como verdadeiras parlendas, mitos gerados a partir da mente insana dos homens; mas aquilo de pouco importava.

(…)

O vórtice negro de outrora, surgia em meio a um castelo de aparência medieval, sua fachada era um tanto que aterrorizante. “É isto que ocorre com seres impetulantes, que ousam cruzar nossas fronteiras” O alto rapaz, agora olhava atentamente para músculos dissecados, que jaziam na frente dos enormes portais daquele domínio.

Andavam por entre a grama rasteira de um enorme pátio; conforme andejava, sentia os ventos gélidos colidirem contra seu corpo, eriçando pelos de seu corpo, e esvoaçando suas lisas e longas grenhas negreiras. Ao longe se era possível ver uma silhueta se aproximando.

— Hey, estão atrasados, Smith está esperando por vocês.

Gostaram? Vocês podem ler o resto da obra no blog do autor! Lembrando a todos o link: http://asfabulasdointrepido.blogspot.com/

 

Parabéns Jorge Henrique, pela iniciativa!

 

Você também quer ter seu livro divulgado aqui no blog? É fácil! Clique aqui e veja como; é grátis!

 

As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada (filme) 3D

Olá de novo pessoal!

Bom, hoje vim aqui para falar um pouco sobre um filme que estreia logo na segunda semana de dezembro, no dia 10: é As Crônicas de Nárnia 3 – A Viagem do Peregrino da Alvorada, que conta com exibições em 3D! Parece-me que o filme será muuuuito legal; eu já li o volume único de Nárnia, e, sem dúvida, essa é uma das melhores partes do livro!

Mas vamos ao que interessa: assim como fiz com Harry Potter 7, estarei postando alguns materiais que julgo interessantes para quem é apaixonado pela saga.

Comecemos pelo trailer oficial do filme… Confiram, está em HD!

Este vídeo requer o Adobe Flash para reprodução.

Agora, algumas fotos do filme:

E, por último (mas não menos importante), um interessantíssimo site cheeeeio de informações sobre o livro/filme. Confiram!

http://www.mundonarnia.com/portal/

 

Dicas de Livros – Novos Ventos Soprarão do Rumo Norte

Olá novamente pessoal!

Olha, estou achando que a divulgação de livros aqui no blog será um sucesso! Nem bem coloquei o post que abria o serviço no ar, e já recebi um email do escritor Sérgio de Carvalho e Camargo, pedindo para que eu contasse um pouco sobre seu livro, Novos Ventos Soprarão do Rumo Norte.

O livro se chama, como já disse anteriormente, Novos Ventos Soprarão do Rumo Norte, e já está conquistando seu espaço na mídia literária. Sérgio Camargo, o autor, disse que a obra já está sendo traduzida para russo, para ser publicada no país em 2011. Além disso, a Comissão de Leitura e Avaliação de Originais, composta por Artur Rodrigues (Editor Geral e Escritor), Deucimar Cevolela (Editor de Produção), Judite de Castro (Escritora), Maria Cristina Camacho (Mestrada em Lingua Portuguesa e Literatura Brasileira), Emerson Evandro de Oliveira (Professor de Educação) e Teresa Cristina Akil (Jornalista), avaliaram sua obra com o seguinte comentário:

“Em nossas mãos uma magnífica obra, um livro que mostra com equilíbrio a literatura de maneira inteligente, verdadeira.
Ao longo de tantas avaliações, nos chegam obras dos mais variados tipos, temas diversos, interpretações de vida de todas as maneiras. Este livro se destaca com certeza de tantas obras, pois, logo nas primeiras páginas, é vista a preocupação do autor com a estética da obra, sua forma conotativa, se o leitor está realmente vivenciando aquelas linhas de maneira completa.
Nossa equipe realmente se encantou pela forma correta de se usar as palavras, a maneira consciente de se abordar determinados assuntos.
Este é um livro que promete ter um público cativo, leitores e leitoras igualmente preocupados com a palavra, com a importância de se dizer a verdade através de um livro que é capaz de nos fazer pensar, de nos fazer refletir, de nos levar por caminhos diversos buscando sempre o prazer e a emoção em cada linha.
O estilo autoral mostrou ser um talento nato, um talento excepcional, com o dom maior, um livro que só nos deu prazer e sobretudo a certeza de aprová-lo pelo brilho que carrega em seu interior.”

Quem estiver interessado na obra, pode obter mais informações no blog do autor: http://novosventossoprarao24x7.blogspot.com/

Parabéns Sérgio, pela interessantíssima obra!

Ah, aproveito para lembrar a todos sobre o projeto da divulgação de livros, aqui mesmo no blog. Quem quiser mais informações, basta clicar na imagem “Divulgue seu livro conosco!” no barra lateral direita da página. Valeu!

 

Como Divulgar um Livro na Internet – parte IV

Olá de novo galera!

Essa manhã, estava pensando em qual seria a dica que daria aos escritores iniciantes que acompanham o blog… Foi então que me surgiu uma grande ideia.

Pensem comigo: de que adianta eu dar dicas de divulgação de livros, para incentivar a leitura, se eu mesmo não estou dando o meu melhor? Foi então que eu tive uma brilhante ideia: a partir de hoje, 24 de novembro de 2010, estarei prestando um serviço diferente aqui no blog: atenção, escritores atentos, pois agora vocês poderão divulgar seus livros aqui no blog gratuitamente!


Como vai funcionar? Simples! Basta enviar um email com as informações que você deseja que sejam publicadas sobre o seu livro aqui no blog. Vale de tudo: vídeos, imagens, bibliografia do autor, sinopse do livro, disponibilização do primeiro capítulo para degustação… Enfim, o que vocês quiserem!

Enviem o email para: contato.arthurlucena@gmail.com , que eu colocarei um post o mais rápido que conseguir! Vocês podem também entrar em contato comigo através do Twitter: @arthurlucena_94 ou pelo Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9325000394137582620

Bom, era isso! Espero poder divulgar o seu livro aqui no blog em breve! Tchau!

OBS: As primeiras dicas de leitura já estão no blog! Quem quiser conferir, acesse a categoria “Dicas de Livros”

Mudanças na Homepage

Olá pessoal!

Como vocês puderam perceber, fiz uma mudança na página inicial do blog, tudo para ficar ainda mais fácil de acompanhar as novidades aqui no arthurlucena.wordpress.com

Espero que gostem!

Como divulgar um livro na Internet – Parte III

Oi galera!

Bom, vamos continuar então com as nossas dicas de como divulgar um livro na internet, que já está na 3ª parte. Hoje vou retomar uma ferramenta que já citei na 1ª parte do “pacote de dicas“: é o agBook, ferramenta de publicação e divulgação de livros na internet. Para a publicação e afins, é similar ao que falei no post anterior sobre o Clube de Autores… Mas o que eu quero ressaltar é algo bastante interessante.

Não pude deixar de notar as dezenas de pesquisas no blog sobre “divulgação de livros por email“, e é exatamente isso que o agBook oferece. Segue abaixo o email que me enviaram:

O principal objetivo do agBook continua o mesmo: Ajudar diversos autores a realizar o sonho de publicar a sua obra e ainda auxiliar na sua divulgação. Por isso, temos preocupação de disponibilizar cada vez mais ferramentas, afim de cumprir os nossos objetivos.

Um exemplo dessas ferramentas é o E-mail Marketing Gratuito. Onde nós enviamos gratuitamente um e-mail para o seu banco de dados, que podem ser familiares, amigos, conhecidos, colegas profissionais, entre outros, informando sobre o seu livro e onde ele pode ser adquirido.

Para participar da ação de E-mail Marketing basta ter o seu livro publicado no site www.agBook.com.br e seguir os seguintes passos:

-Mande um e-mail para: agbook@agbook.com.br;

-Envie o nome do seu livro com o seu link, dentro do site do agBook;

-Escreva a sinopse do livro;

-Escreva um breve currículo sobre você, autor;

-E não se esqueça de mandar a base de dados para quem você quer que seja disparado o e-mail.

A base de dados deve ter o nome completo de cada pessoa que você deseja que receba o comunicado e o e-mail correto de cada um deles. Se preciso, nós enviamos o modelo do banco de dados para você, basta solicitar também através do agbook@agbook.com.br.

Garantimos total confidencialidade da sua base de dados mas, se preferir, podemos mandar o e-mail para você fazer o disparo por conta própria.

Conte conosco!

Abs,

Time agBook

www.agbook.com.br

www.twitter.com/ag_book

Achei bastante interessante essa iniciativa, e já enviei as informações das minhas duas obras para o Marketing Gratuito. Assim que o email marketing chegar, eu atualizo esse mesmo post para que vocês possam ver como ficou! ;D

Em breve…

Olá pessoal!

Bom, vou interromper (só por hoje) os posts diários sobre as dicas de divulgação de livros para contar a vocês uma novidade: já comecei a escrever meu terceiro livro!

Chama-se S.O.S. – Código Azul, e, diferente dos meus outros dois livros que falam sobre a idade medieval, nesse eu resolvi radicalizar e mudar para um tema completamente diferente: assassinatos em um hospital. A história se passa em um grande hospital metropolitano, onde dois excelentes detetives tem pouquíssimo tempo para descobrir a identidade do criminoso, antes que esse consiga se safar dos crimes que cometeu. Além disso, os investigadores temem por suas vidas, e ainda tem que presenciar inúmeras operações arriscadas, tradicionais de um dia-a-dia hospitalar.

Não deixem de participar dessa emocionante aventura cheia de ação e suspense! Publicação prevista para Janeiro de 2011!

Enquanto 2011 não chega, que tal já irem “aquecendo” e lendo as minhas outras obras? Magic e A Lenda de Avalon podem levar você a descobrir um mundo inteiro de aventuras!

Um grande abraço,

Arthur Lucena

Autor de A Lenda de Avalon e Magic

Como Divulgar Um Livro na Internet – Parte II

E aí galera!

Bom, aqui vamos nós, mais uma vez, trazendo algumas dicas de divulgação de livros na rede. No último post, falei sobre o Clube de Autores, uma editora online onde podemos publicar nossos livros (quem não leu o post, vale a pena conferir!).

Publicação feita, livro lançado! Mas e agora, o que fazer? Uma sugestão bastante interessante é o blog “Ei, Olha Meu Livro!”, criado há pouco mais de seis meses, na tentativa de ajudar os novos escritores a conseguir divulgar suas obras gratuitamente. Moderado pela Rafaela Rocha e o Jonas Lopes, http://olhameulivro.blogspot.com/ rapidamente levantou a curiosidade de vários escritores. Quem quiser participar da iniciativa, basta acessar o blog (http://olhameulivro.blogspot.com/) e seguir as instruções para divulgar a obra.

Bom, ninguém melhor para explicar um pouco mais sobre o blog do que os próprios autores, não é mesmo? Pois então, aqui vai o comentário do Jonas e da Rafaela sobre os objetivos do blog:

Abaixo Assinado

Nosso objetivo principal é conseguir o maior número de assinaturas possível para o abaixo assinado que vamos enviar para os produtores de vários programas de entretenimento, sugerindo a criação de um quadro no qual o escritor possa ter seu livro divulgado.
Pode parecer um projeto grande, ousado e que muitos dirão que será tempo perdido, mas mesmo assim pretendemos ir em frente.
Sabemos que o Brasil está longe de ser um país reconhecido pelo seu número de leitores, mas acreditamos que havendo um espaço na mídia pode ajudar a mudar esse quadro.
Como diria o saudoso e inesquecível Chaplin, “a persistência e o caminho do èxito”; e vamos persistir o quanto for necessário para que esse sonho se torne realidade.
Para assinar basta mandar um e-mail com seu nome completo para:olhameulivro@gmail.com. É rapidinho e não custa nada!
2 – Divulgação de Livros
Nosso segundo objetivo – não menos importante que o primeiro – é ser mais um lugar onde o autor possa divulgar seu livro.
Depois passar pela longa espera até receber uma resposta positiva de alguma editora e ter seu livro nas prateleiras de todo país, o escritor precsa divulgar seu livro.
Acreditem, existem ótimos livros nas livrarias que só não são sucesso de venda ainda por que não recebem toda divulgação que merecem – isso quando recebem alguma.
Curiosamente, os livros que amplamente divulgados são só aqueles que cujo os autores já são famosos; os que estão começando no mercado literário mal recebem um informe de lançamento.
Por isso se você já tem um livro publicado e quer divulgá-lo através do nosso site, entre em contato conosco através do e-mail: olhameulivro@gmail.com.

 

Os meus dois livros já estão divulgados lá! Vocês podem conferi-los acessando clicando nos links abaixo:

Clique aqui para acessar a página de Magic, no Ei, Olha Meu Livro!

Clique  aqui para acessar a página de A Lenda de Avalon – A Espada do Rei, no Ei, Olha Meu Livro!

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Dicas de Como Divulgar um Livro na Internet

Olá novamente galera!

Nos últimos dias, percebi que haviam bastante consultas no blog com o termo como divulgar um livro na internet e coisas parecidas… Então, para ajudar esses novos colegas escritores que estão surgindo por aí, vou criar aqui no blog uma categoria sobre divulgação de livros, contendo dicas as quais eu mesmo segui, e outros escritores também.

Algumas semanas atrás, postei aqui um material bem interessante que encontrei sobre divulgação de livros. Você pode encontrá-lo visitando a categoria Divulgação de Livros, na barra lateral da página.

Bom, vamos lá então… A primeira dica que é essencial é em relação a editoras. Vocês devem bem saber o quanto já é difícil divulgar livros por conta própria, então, para vendê-los, propriamente dito, sugiro que conte com uma ajudinha da editora. Se você está inseguro se sua obra agradará as editoras maiores, ou mesmo não pretende gastar muito $$ imprimindo cópias do original para enviar por aí, uma dica boa é o Clube de Autores, uma editora online de impressão por demanda.No Clube de Autores (que, aliás, é onde eu publico meus livros), você pode publica sua obra por conta própria, escolhendo você mesmo a capa, a mensagem que ficará nas orelhas do livro, e a sinopse da contracapa. Ah, e, é claro, a diagramação (estética) do miolo (o texto em si). Quem quiser conferir, basta entrar em http://clubedeautores.com.br . Lá tem uma sessão interessante com esclarecimentos para autores novos. Uma desvantagem um pouco incômoda do Clube é que os preços ficam um pouco salgados se comparados aos livros que compramos nas livrarias… Mas isso acontece porque, como disse, a impressão é por demanda, e não em atacado como acontece nas editoras mais famosas, e isso acaba encarecendo um pouco o preço. Mas não é nada de muito alto não! E aliás, você pode administrar um pouco esse valor, visto que é você quem escolhe o valor dos seus direitos autorais (quanto ganhará pelo livro).

Publicando pelo Clube de Autores, você também pode “ativar” uma opção bastante interessante: divulgar a mesma obra em outro site de livros similar: o agBook, que é praticamente igual ao Clube de Autores.

Bom, quem ficou interessado, é só acessar o site (http://clubedeautores.com.br), que lá tem muito mais informações. Você pode também entrar em contato com eles por email, que eles são bastante atenciosos.

Abaixo vão algumas fotos do meu livro que publiquei com eles, para vocês verem a qualidade da impressão e talz… Lembrando que quem quiser ver como fica a página do livro publicado lá, podem acessar as minhas duas obras: A Lenda de Avalon e Magic

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Dicas de Livros – Predestinada

Olá galera!

Hoje eu venho aqui para falar de uma coisa diferente (tá, nem tão diferente porque é sobre livros de novo!): quero falar para vocês sobre o livro Predestinada, da escritora Renata Colombo.

Assim como eu, a Renata é nova nesse negócio de “ser escritora”, mas já deu para perceber que ela tem talento! No blog dela, http://recolomboescritora.blogspot.com, a escritora publicou, capítulo a capítulo, a sua obra (Predestinada). Abaixo, vou colocar o Primeiro Capítulo e um link para vocês lerem o restante se gostarem (o que eu aposto que vai acontecer).

Mas, antes de colocar o primeiro capítulo, alguns comentários importantes:

Quem é Renata Colombo (segundo a própria autora):

Sou alguém que ousou escrever… contar os segredos mais profundos que minha mente criativa me presenteou… E para meu espanto! Você me disse que GOSTOU!

E o que é Predestinada?

Uma história surpreendente de amor e sonhos que podem nos tranformar…

Bom, depois desses dois comentários, acho que só nos resta ler essa obra e descobrir as surpresas de Predestinada! Então vamos lá!

LIVRO PREDESTINADA – CAPITULO I

Prefácio
Sonhos e revelações.
Oniromancia, a previsão do futuro pela interpretação dos sonhos, tem grande credibilidade nas religiões Judaica Cristã.
Consta na tora e na Bíblia que Jacó, José e Daniel receberam de Deus a habilidade de interpretar sonhos…
No novo testamento São Jose é avisado pelo Anjo Gabriel de que sua esposa trás no ventre uma criança divina. E também é avisado em sonho para fugir para o Egito e quando será seguro voltar a Israel.
Na história de São Patrício, na Irlanda, também figura o sonho. Quando escravizado, Patrício em sonho é avisado de que um barco o espera para que retome a terra natal.
Pensadores e Matemáticos como Renè Descartes (1619) e Friedrich August Kekulè Von Stradonitz (1885). Também tiveram visões reveladoras.
Dizem que existem níveis quânticos de nossa consciência e de sua natureza cientifica que em graus elevados funcionam como sonhos premonitivos, sem violar a lei física de causa e efeito
Setembro de 1981.
- Mamãe, hoje que vou conhecer meus irmãozinhos novos?
- Sim, Angelina, espero que você seja uma boa garota, eles estão ansiosos para te conhecer.
- Você vai casar com o tio Rafael mamãe?
- Vou Nina você gosta dele?
- Adoro mamãe. Vou poder chamar o Tio Rafael de papai.
- Pergunte a ele, ela riu e apontou para minhas costas.
Eu virei e deparei com aqueles lindos olhos azuis sorrindo para mim.
- Querida, daqui para frente você será a minha menina, serei o melhor pai que puder, acredite sempre quis ter uma menininha e Deus me mandou você já prontinha, com cinco aninhos!
Pulei no pescoço de Rafael e fomos conhecer meus novos irmãos.
Seis meses depois eles se casaram..
Fevereiro de 1996
Carnaval
Se a mente se abre a uma nova idéia
Jamais volta ao seu tamanho original…”.
Albert Einstein.
Entrei em casa amparada por Bernardo, olhei para o relógio de parede e vi que se passavam das duas da manhã. Meus olhos estavam inchados de tanto chorar, a dor da tristeza era insuportável.
Era para ser um carnaval como os outros aqui da baixada Santista, eu podia jurar que fazia quase quarenta graus, um dia convidativo, assim, como todos os carnavais passados, ficaríamos pulando ao som dos trios elétricos a tarde toda na orla da praia, beberíamos cerveja gelada devido ao calor não só provocado por estarmos em um país tropical, mas pelo calor da massa humana que se formava nas ruas em torno do trio. Os solteiros, com toda certeza se deixariam levar pela excitação e beijariam uma ou mais pessoas, e para completar, à noite curtiríamos um bom baile de carnaval, seria somente festa regada de alegria e diversão, mas não foi assim neste sábado de carnaval.
Pouco depois das onze da noite o telefone de casa tocou, Bernardo estava desesperado nos avisando do acidente de papai, antes mesmo da policia entrar em contato com a família.
Um acidente automobilístico na estrada nos tirou nosso querido e amado Rafael… Ele voltava do trabalho, sozinho e tarde da noite como de costume, na estrada do litoral sul.
O garoto de apenas dezenove anos que dirigia o outro carro estava embriagado e perdeu o controle da direção. Com ele estavam mais dois amigos, todos alcoolizados, saíram para se divertir, curtir o carnaval, ninguém sobreviveu… Dessa vez nem mesmo Bernardo conseguiu impedir que o destino cumprisse seu papel.
Olhei atentamente procurando algum detalhe, que me fizesse acreditar que nada se passara de fantasia de minha mente.
Estava tudo como era antes, a sala pequena e aconchegante exalava um perfume familiar, a poltrona grande azul de papai na posição estratégica do canto esquerdo para enxergar todos os lados e mal ser visto, na mezinha ao lado o cinzeiro que ninguém teve tempo de esvaziar, tinha uma bituca de cigarro e dois papéis de bala de menta, era dele, só ele fumava em casa, respirei fundo e procurei automaticamente outro vestígio do homem que fora um pai para mim. Mas só encontrei dor e tristeza no meu coração.
Bernardo caminhou e se sentou na poltrona confortável do canto esquerdo.
- A poltrona de meu pai… Ele sussurrou. Apertando os apoios laterais com a mão.
Sentei-me no sofá grande a frente de Bernardo. Pensei se o sofrimento dele poderia ser maior que o meu. Rafael era seu pai de sangue afinal. As minhas lagrimas não cediam até que passei a soluçar e tremer.
-Nina se acalme, você sabe que não pode ficar muito nervosa, tente se controlar. Eu vou buscar um copo de água.
Eu sentia que meu coração pudesse saltar do peito a qualquer momento. Mas tinha que controlar minhas emoções eu sabia que se me deixasse levar poderia apagar como das outras vezes que isso aconteceu, desde aquela noite que quase acabou mal eu tinha algumas crises de pânico se não me controlasse, eu não podia dar mais essa preocupação a mamãe. Mas com certeza iria precisar de um comprimido de ansiolítico ao menos essa noite. Não era dependente, poderia ser, tinha motivos, mas consegui me livrar, aos poucos, dos remédios e da terapia.
- Vamos beba, devagar.
Ele me ajudou a engolir uns goles de água, sentou-se no mesmo sofá em que eu estava e me puxou para que eu me aconchegasse perto dele, encostei a cabeça em seu peito e fiquei em silencio por um tempo.
- Me lembre de algo bom de papai Bernardo.
Ele se ajeitou melhor.
- Eu me lembro de quando papai se casou com sua mãe; Nina eu nunca o tinha visto tão feliz.
Eu sorri. Esse foi o dia em que vi minha mãe mais feliz, apesar de pequena eu me lembro de tudo, e me lembro também da festa, lembro que o Bruno, nosso irmão caçula, derrubou o refrigerante nas costas de sua mãe, fazendo a ex- esposa de Rafael tomar o caminho de volta mais cedo. Nada me tira da cabeça ter visto ele derramar o copo de propósito, ele não a considerava como mãe.
- Lembra que meu pai se sentava ali naquela poltrona no escuro e quando chegávamos de madrugada o terceiro degrau rangia e ele ascendia à luz de repente e falava com aquela voz de trovão: Onde estavam, sabem que horas são? Ele imitou a voz grave de Rafael.
-É ele sempre nos pegava no pulo, eu sorri.
- E aquelas férias que nós colocamos mais de oito pares de tênis na maquina de lavar e ela quebrou!Nunca vi papai tão furioso!
Estava dando certo, as boas lembranças estavam afastando a sensação de medo.
- Foi idéia de Daniel, ficamos de castigo o dia todo.
-Bom você e Daniel ficaram o dia todo, eu mesmo passei três dias de castigo.
- Ei, não temos culpa se você não era tão esperto quanto nós.
- Espertos? Você e Daniel sempre foram violadores de regras, não sei como não estão presos a essa altura. Ele falou um pouco mais descontraído com as lembranças.
- Que horror, como pode achar uma coisa dessas?Eu perguntei sorrindo. Mas devo admitir que Rafael sempre foi muito duro com você. Ele nunca se conformou de você passar quase nove anos com sua mãe. Era uma cabeça dura, teimoso. Ele vai fazer falta nessa casa.
- Ele tinha cabeça dura e coração mole. Ele se foi, Nina, mas deixou para nós um exemplo de bom pai, de bom caráter e de persistência. É assim que você deve pensar nele.
- Eu sei, Bernardo. Eu sei.
- No momento, sinto uma ponta de inveja sua afinal, você conviveu com ele mais tempo que eu.
- Não sinta, ele te amava demais, contava os dias para suas férias chegar. Não deve se arrepender de ter ficado com sua mãe.
- Eu não me arrependo, só queria ter tido mais tempo.
Ficamos em silencio e pensativos. Eu podia ouvir o coração dele batendo compassado, enquanto ele enrolava a pontinha dos meus cabelos com uma de suas mãos e com a outra livre segurava a minha.
- Obrigada por me acalmar, você sempre foi meu anjo.
- Sabe que não gosto que me chame assim.
Esperei um pouco e resolvi perguntar o que tanto me incomodava.
- Seus sonhos acabaram Bernardo é por isso que não pôde salvar papai como me ajudou aquela vez?
- Sonhos nunca acabam Nina, e pesadelos também, você sabe que esse é um assunto proibido, não pude evitar o destino desta vez.
- Porque esse assunto foi proibido? Até hoje não entendo, afinal se não fosse esse seu dom eu não estaria viva à uma hora dessas.
-Por que nem sempre eles são verdadeiros, pode virar idéia fixa e não ser real. E isso pode causar muita confusão, não devemos falar sobre essas coisas?
- Confusão? Como daquela vez na cozinha quando eu tinha oito anos? Um dia antes e teria estragado seu aniversário de onze anos.
Bernardo pareceu endurecer com o assunto. Não me lembro bem do acontecido sei que era uma manhã de domingo no mês de Janeiro e estávamos todos ao redor da mesa beliscando os docinhos que sobrou do aniversario de Bernardo. Ele sempre passava o aniversário com nossa família.
Decidi subir em uma cadeira para pegar mais doces, que estavam em cima da geladeira.
Só me lembro de Bernardo ter comentado sobre um sonho e papai dar murro na mesa tão alto, que assustei e cai , batendo a cabeça na pia da cozinha. Acordei no carro com a maior gritaria levei alguns pontos na cabeça, mais precisamente na testa por conta disso, mas com o tempo a cicatriz ficou imperceptível próximo ao couro cabeludo. Tudo isso era muito vago em minha memória.
- Qual foi seu sonho aquele dia Bernardo?
-Não quero falar sobre isso.
Eu desencostei de seu peito, ainda segurando a mão dele.
- Não acha que tenho direito de saber por que quase quebrei a cabeça? Eu ri.
- Foi um sonho errado coisa de criança, e papai se assustou não me lembro do que se tratava.
-Mentira Bernardo, vamos me conte, quero saber. O tem de mal nisso?
- Pare Nina já disse que não foi um daqueles sonhos reais, ok! E isso não é momento para se falar nisso.
-Esta com medo de me contar?
Ele hesitou um pouco.
-Esta bem eu vou te contar, mas, você tem que me prometer uma coisa.
-Eu prometo!
- Não, é serio! Quero que prometa que não vai ficar chateada comigo. Foi uma bobagem de criança eu juro.
-Esta bem vai desembucha!
- Eu sonhei que… quando… Ai ta bom é até engraçado!Eu sonhei que iríamos nos casar, foi isso!
Obvio que fiquei pasma.
-Foi… Isso?
- Foi.
Ele esperou um tempo para que houvesse uma reação de minha parte.
- Não vai rir?
-Não porque iria achar graça disso?
- Prometeu não ficar brava lembra?
- Não estou Brava!
- Então porque esta olhando assim pra mim!
Com certeza eu estava pasma. Para mim Bernardo sonhar era a mesma coisa que dizer que dois mais dois são quatro. Eu tenho uma razão para pensar assim.
- Porque Rafael ficou tão bravo com isso?
- Hora, talvez porque somos irmãos? Nina você tá bem?
-Não somos irmãos, não de sangue, só fomos criados juntos, e quando eu cheguei aqui você já tinha oito anos, depois foi embora e só voltou definitivamente a morar conosco depois dos dezoito anos, isso poderia ter acontecido, não poderia.
-Acontecido o que?
-Eu e você!
- Esta passando mal, Nina? Isso era para ser engraçado!
- Não achei nenhuma graça, estou até um pouco confusa, Se Rafael não tivesse te censurado naquele dia acha que tudo isso de sonho pudesse ser verdade?
Eu levava realmente muito a sério estas coisas de sonhos vindo de Bernardo.
- Você esta me deixando tenso com essa conversa, vamos parar por aqui. Ele soltou minha mão e se levantou se afastando de mim.
-Bernardo… Você… Sente algo. Diferente por mim?  Eu levantei do sofá indo atrás dele.
Ai meu Deus o que acabei de perguntar! Percebi que me arrependi no mesmo instante.
- Não sei de onde tirei coragem para perguntar isso desculpe.
- Chega não vou mais responder nenhuma pergunta, somos irmãos você deveria achar isso engraçado ou talvez doentio, mas esta se comportando como se tudo isso fosse natural.
Ele parecia indignado com meu comportamento.
-Não sou sua irmã!
- Pare Nina isto não é legal para mim, e nem para meu pai, esta bem.
- Eu não sou sua irmã, não de verdade. Eu só queria saber se…
-Eu gostaria muito que as coisas fossem diferentes tá legal, mas não são.
- Você gostaria que fosse diferente?
Ele não respondeu mais nada. Seus olhos castanhos estavam mais claros por chorar por papai, mas no fundo deles eu pude ver algo contido. Fiquei um pouco confusa e assustada comigo mesma, mas me aproximei um pouco mais dele.
Ele falou bem baixo e calmamente.
- Nina você não esta bem. Esta confusa com morte de papai vai descansar esta bem?
Eu me aproximei bem perto dele.
-Bernardo eu nunca fui e nunca serei sua irmã de verdade! Não subestime seus sonhos. Isso poderia ser real e você sabe bem disso.
Assustei-me, mas não quis recuar quando vi que Bernardo vinha para me beijar. Ele também não esperava que eu fosse tão longe aceitando e correspondendo esse beijo.
Nunca eu poderia imaginar que isso acontecesse, ainda mais naquele momento tão terrível e triste. Mas aconteceu nos beijamos, senti seu hálito quente, os lábios me buscando com desejo e senti meu coração pular.
Não sei dizer se estávamos apenas descompassados com a morte repentina de Rafael, talvez isso tenha nos pirado de vez. Eu só sei que desde esse momento em minha vida passei a ver Bernardo com outros olhos.
- Isso não devia ter acontecido, não hoje, quer dizer nunca. Nina desculpe foi minha culpa.
Bernardo me soltou e correu escadaria acima atormentado pela situação.
Gostou? Pois então leia o restante da obra! Clique aqui para lê-la diretamente no blog da escritora, ou aqui para baixá-la e lê-la no computador.

Download – Primeiro Capítulo dos Livros

E aí galera!

Bom, há alguns dias atrás, publiquei o primeiro capítulo de cada uma das minhas obras aqui no blog… Agora, vou deixar disponibilizado aqui o link para download em PDF do primeiro capítulo de cada uma (Magic e A Lenda de Avalon)… Não tem diferença nenhuma entre o conteúdo do que eu postei anteriormente e o PDF, mas tem gente que prefere ler em PDF, porque dá para ajustar tamanho, zoom, etc… Bom, de qualquer forma, quem quiser baixar, basta clicar na capa do livro correspondente:

1º Capítulo – Magic

Olá novamente pessoal! Bom, agora vou publicar aqui no blog o primeiro capítulo da minha segunda obra: Magic. Para quem é novo aqui no blog, sugiro dar uma conferida na categoria Magic, na barra do lado esquerdo do blog, ou mesmo acessar o post do blog Ei, Olha Meu Livro! (clique na capa do livro):

Como sempre me ponho a disposição de quem tiver alguma dúvida e quiser perguntar: é só postar no blog, ou mesmo me enviar um email (contato.arthurlucena@gmail.com) que eu respondo em seguida, ok? Boa Leitura!

 

CAPÍTULO I – MAIS UM DIA DE ESCOLA

Nicholas disparou correndo para alcançar os amigos, Jake e Samantha. Fazia muito calor, e a próxima aula seria Educação Física; eles precisavam voltar para a sala apenas para responder a chamada do professor, e logo depois poderiam descer para a quadra de esportes.

– Rápido! O Professor Oliver já está na sala! – gritou Nicholas para os colegas. Aos seus dezesseis anos, o garoto não gostaria de chegar atrasado à sua aula favorita. Mesmo porque, o professor, sempre muito rígido com as normas da escola, não perdoaria essa falta.

– Não seja tão desesperado, Nick! – respondeu Samantha, enquanto se divertia com a ansiedade do garoto. – Você sabe que o Oliver ainda vai demorar alguns minutos para fazer a chamada. – Samantha, a mais jovem do grupo, com quinze anos, era muito inteligente e calma. Todos a admiravam por sua paciência, mesmo quando os garotos prendiam seus longos cabelos negros na dobradiça da cadeira.

Jake permaneceu quieto. Aliás, em qualquer situação ele estava sempre quieto, pensativo. Raramente o garoto tomava alguma decisão instantânea, sem que tivesse refletido muito sobre o assunto. O rapaz, de dezessete anos, era muito bom em jogos de concentração e lógica; sem dúvida, algo incomum entre os jovens.

Fazia mais de dois anos que o trio de amigos se juntara; os três entraram no colégio no mesmo ano, e logo trataram de se conhecer. Aliás, grande parte da turma havia se conhecido naqueles anos: todos eram alunos novos.

Os meses passaram, as amizades logo surgiram, e todos acabaram por criar um grupo de amigos, com uma única exceção: o Kevin. O garoto, sempre vestindo roupas excêntricas e interesses incomuns, sempre se isolava do resto da turma quando havia qualquer atividade diferente.

– Turma, sinto muito, mas vamos demorar um pouco mais para ir à quadra hoje – avisou o professor Oliver, quando todos os alunos entraram na sala. – Quero falar com vocês sobre um acampamento, que eu estou organizando para a próxima semana. Conversei com o professor de Biologia, e ele concordou que será muito bom se vocês puderem aplicar o conteúdo teórico na prática!

A algazarra foi geral. Todos estavam muito ansiosos para o acampamento, e Nick, Jake e Sam não eram exceções. Já fazia tempo que o colégio não disponibilizava uma oportunidade como essa, e há tempos os alunos já pediam por algo “diferente”.

***

– E aí, já pensaram no que vão levar? – perguntou Jake aos colegas, logo que os viu no dia seguinte. Mesmo ele, sempre tão reservado, havia se contagiado com a ansiedade dos amigos, sobretudo de Nick. Como sempre, Nicholas estava nervoso com a novidade.

– Tenho a impressão que este acampamento será inesquecível! – disse Nick, sem imaginar que isto seria uma verdade incontestável.

1º Capítulo: A Lenda de Avalon – A Espada do Rei

Bom pessoal, resolvi publicar o primeiro capítulo de cada uma das obras para ver se vocês gostam… Vamos começar por A Lenda de Avalon – A Espada do Rei. Lembrando sempre, que, para mais informações sobre a obra, basta acessar esse post do blog Ei, Olha Meu Livro! (clique na capa do livro):

Qualquer dúvida, deixe um comentário no post; será um prazer responder. Boa Leitura!

CAPÍTULO I – VITÓRIA

- Sim, o fim é apenas o começo de uma nova história! exclamou Arthur, com as vestes toda manchada e embarreada, extasiado.

Era um homem alto, media cerca de um metro e oitenta centímetros; musculoso e extraordinariamente forte. Sua face, marcada por inúmeras cicatrizes, resultado das aventuras que participara, era também envolta por sua grande barba castanho-escura. Possuía grandes olhos azuis, um nariz um pouco curvo e o queixo quadrado. O cabelo, que quando criança, esteve sempre penteado e arrumado, agora se tornara longo e rebelde. Uma grande cicatriz atravessava seu peito – resultado de seu último confronto com Mordred, quando Arthur quase perdeu sua própria vida, mas venceu.

Finalmente, a guerra que durou por todo o seu reinado tinha acabado. Mordred, seu maior inimigo foi vencido por sua espada – a Excalibur. E Lancelot foi banido por traição ao reino de Avalon, embora, por muitos anos, tinha sido ele o melhor Cavaleiro da Távola Redonda.

Arthur mal conseguia acreditar: há pouco tempo, era um simples camponês, ainda adolescente, quando se deparou com a espada Excalibur cravada em uma pedra. Poderosa e imponente, ela possuía a empunhadura revestida de prata; na intersecção com a lâmina, havia três grandes rubis; e a lâmina, por sua vez, era feita de diamante – o que lhe garantia nunca perder o fio. Era toda trabalhada, e trazia gravada na lâmina a seguinte profecia: “Esta é Excalibur, a Espada do Rei. Quem a possuir, a glória eterna encontrará”.

Na época, ele não poderia ter pensado nas consequências: resolveu retirar a espada da pedra, e apreciá-la em suas mãos. Jamais vira algo tão bem preso e difícil de soltar; demorou um pouco, mas quando a espada saiu, uma poderosa explosão mágica mostrou-lhe que aquela não era uma arma comum. Desde então, sua vida nunca mais foi a mesma: coroado, com apenas quinze anos, tornou-se rei de Avalon, e passou a morar no castelo Camelot desde então. Nunca mais se separou de Excalibur: a espada parecia possuir vida própria, como jamais se viu em toda Avalon.

Junto à espada, ele tinha enfrentado as mais emocionantes aventuras. Sua última, porém, foi a mais fascinante. A guerra tinha começado há cerca de dez anos, quando Avalon começava a se desenvolver, graças a seu governo. Entretanto, os reinos distantes começaram a alimentar um grande rancor de Avalon. A ganância os deixara cegos. Com a ajuda de Lancelot, que fingia ser seu fiel conselheiro, os povos distantes tramaram um sinistro plano para destroná-lo. Felizmente, ele descobriu tudo e baniu Lancelot de seu conselho, mas já era tarde: a batalha havia começado.

Necessitou juntar todo o seu exército rapidamente, mas, graças ao apoio dos verdadeiramente fiéis conselheiros – os Cavaleiros da Távola Redonda – ele venceu Mordred, o líder dos revolucionários e mestre dos druidas – um grupo de pessoas com poderes místicos dedicados a experimentos com feitiçaria. Agora, ali estava ele, sendo homenageado pelo seu povo, contando sobre como ele e seus guerreiros tinham, heroicamente, vencido a guerra.

Neste dia, enquanto Arthur procedia com seu discurso para o reino, surgiu Safir, um dos Cavaleiros da Távola Redonda – o mais sábio entre eles. Ao ver seu nobre cavaleiro em pé, diante de si, Arthur percebeu um intrigante transtorno no semblante do guerreiro. Ele parecia apavorado.

Como que adivinhando suas impressões, Safir falou aos ouvidos do rei:

– Ilustre rei, receio que haja uma péssima notícia a qual você deva ficar ciente. Enquanto checávamos os resultados da guerra, assim como os danos sofridos a Camelot, descobrimos que sua mulher, Guinevere, desapareceu do castelo. Testemunhas dizem que ela fugiu com Lancelot, levando junto de si o seu filho, o pequeno Yunnór! O que faremos? Muitos de nossos guerreiros estão feridos; será difícil organizar uma expedição para procurar por eles.

– Faça o que for necessário – murmurou Arthur, no mesmo tom de voz. – Reúna nossos melhores guerreiros que têm condições de lutar; sabemos bem do que Lancelot é capaz.

Safir saiu imediatamente do salão, indo em direção aos guerreiros. Arthur, por sua vez, voltou-se para o povoado e exclamou:

– Como disse, o fim é apenas o começo de uma nova história; meu jovem filho, Yunnór, foi sequestrado. Não sei o que o destino reserva a mim e a meus homens, mas peço que se lembrem deste dia, não como um dia triste, mas como um dia inesquecível para toda Avalon!

Sem terminar o discurso, Arthur saiu, subindo apressado os degraus que levavam a seus aposentos, no Castelo de Camelot.

Book Trailer – Magic

Olá de novo!

Como prometido, já estou trazendo o Book Trailer de Magic, para quem quiser dar uma conferida… Qualquer dúvida, deixe um comentário no post!

Arthur Lucena

Autor do Livro

Magic – Uma envolvente história de magia!

Imagine você, embarcando naquela viagem, ou naquele passeio tão desejado por semanas, ou meses…. Agora imagine você se divertindo nele quando… PUF! Algo acontece e você vai parar em um lugar totalmente estranho, e ainda mais: recebe uma missão altamente perigosa que deve ser cumprida o mais rápido possível! Isso seria algo totalmente… hum, como é a palavra mesmo? Acho que é…. MÁGICO!

Pois é, estou eu aqui de novo, para falar sobre a minha mais nova obra: o meu livro Magic. Para quem não sabe, há alguns meses publiquei o meu primeiro livro, entitulado A Lenda de Avalon – A Espada do Rei. Logo que terminei de publicá-lo, uma vontade insaciável de começar tudo de novo tomou conta de mim… E em poucos mais do que alguns meses, terminei mais essa obra. Mas não se engane! Magic não é qualquer livrinho que se vende por aí não! É a história de Jake, Nicholas e Samantha, três jovens estudantes do Ensino Médio que se descobrem vivendo uma aventura um pouco… incomum. Quem quiser saber mais sobre o livro, basta clicar na capa do livro, e entrar no post do blog Ei, Olha Meu Livro:

Mas, se você já está morreeeeendo de vontade de começar a ler logo, pode acessar a obra no site da Editora Online do Clube de Autores:

Bom, antes que eu me esqueça, vou postar a sinopse que consta na contracapa do livro:

Jake, Samantha e Nicholas jamais imaginariam que um tranquilo passeio escolar poderia levá-los a viver uma aventura tão emocionante. Viajar ao passado, guerrear com monstros malignos e enfrentar um temido demônio da Idade Média eram apenas obstáculos para desvendar um grande segredo sobre a Magia. Venha você também se aventurar nessa intrigante história medieval, e descubra o verdadeiro significado de Magia!

Por favor, sintam-se a vontade para opinar sobre a obra. Podem enviar elogios, críticas, sugestões, dúvidas, enfim, qualquer outro comentário que quiserem aqui mesmo, neste post, que responderei logo que o vir. Logo mais, postarei o Book Trailer de Magic, para quem estiver curioso sobre a história. Boa Leitura!

Book Trailer – A Lenda de Avalon – A Espada do Rei

Vemos trailers de filmes, de novos produtos, de novas empresas… Por que não de um livro? Pois é, eu resolvi fazer o trailer do meu livro (para aqueles que não sabem, confiram nos posts anteriores – A Lenda de Avalon – A Espada do Rei).

Espero que, com esse book trailer, eu consiga mostrar um pouco mais para vocês sobre o que é o misterioso mundo de Avalon! Vale lembrar que para acessar o livro basta entrar no site da editora:

http://clubedeautores.com.br/book/21183–A_Lenda_de_Avalon__A_Espada_do_Rei

Boa leitura e bom vídeo a todos!

Arthur Lucena

Autor de A Lenda de Avalon – A Espada do Rei

A Lenda de Avalon – A Espada do Rei

Quem acompanha o blog assiduamente, pôde perceber uma diferença deste post com outros da mesma categoria: enquanto os demais são obras conhecidas internacionalmente, esta é uma obra pouco falada. Deixe-me explicar o porquê: esta é a minha obra.

Sim, meus caros internautas, eu me aventurei no mundo da literatura e escrevi meu próprio livro. Como vocês já podem perceber, numa rápida análise ao blog, sou um amante da ficção, e como tal, não poderia escrever algo diferente disso. A obra relembra um pouco a famosíssima história do Rei Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda; mas logo parte para uma nova história, que mistura o passado e o presente numa épica batalha.

O jovem camponês Aaron, de uma vida simples, nunca poderia imaginar que um dia seria o personagem principal de uma história eletrizante… Um presente de família no seu aniversário de dezessete anos, faz mudar tudo e o coloca ao lado de guerreiros em terríveis batalhas, enfrentando armadilhas e perigos; emoções que ele nunca esperou viver. Mas em “A Lenda de Avalon – a Espada do Rei”, o grande segredo só será revelado no momento certo para aquele que realmente merecer. Viaje ao mundo medieval e descubra essa emocionante história cheia de magias, lendas e muito suspense!

Sem dúvida, os amantes de O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia, Harry Potter, Eragon adorarão da obra. Quem quiser conferir esta história (prometo que será muito compensador), é só acessar o site da editora, clicando na imagem abaixo:

Sei bem o quanto é irritante você ler uma obra, ter dúvidas sobre elas e querer, no âmago do seu ser, fazer aquela perguntinha que coça na garganta para o autor… Sem problemas! Perguntem, comentem, opinem! Prometo que lerei atentamente os comentários e que os responderei pessoalmente! Boa leitura!

PS: Alguns posts abaixo tem o book trailer de A Lenda de Avalon – A Espada do Rei…. Deem um olhada, está bem legal!

 

10 Dicas para Divulgar seu Livro!

Harry Potter e as Relíquias da Morte (parte I) – O Filme

Bom pessoal, como todos já devem estar sabendo, faltam pouquíssimos dias para a estreia do novo Harry Potter nos cinemas. E como não poderia deixar de ser, vou publicar aqui um materialzinho que reuni pela internet… Então vamos lá!

Primeiramente, vamos ao trailer oficial do nosso filme! É muito massa, assistam!

Um site lotaaaado de informações sobre a obra:

http://www.scarpotter.com/especiais/reliquias-da-morte/

E algumas (várias) imagens!!

A História por detrás da História V: Leonel, Ivain e Gareth

Diferente do que fiz nos últimos posts, neste contarei a história de três personagens simultaneamente: Leonel, Ivain e Gareth. As histórias desses guerreiros estão intimamente ligadas: eram sempre eles, os Cavaleiros da Távola Redonda, que estavam juntos em qualquer ocasião, enfrentando as mais inusitadas aventuras e os mais diversos problemas. Foi numa dessas aventuras que o trio se tornou conhecido pelos demais cavaleiros.

Meses antes do início da Grande Guerra, quando o clima entre os reinos estava tenso, a nação Goblin aproveitou a situação para saquear alguns vilarejos distantes. Ao descobrir o repentino ataque, Arthur, furioso, ordenou que um grupo de soldados, liderados por três de seus Cavaleiros, deveriam rastrear e atacar o grupo de Goblins. Como o exército das criaturas era numeroso, não foi difícil encontrá-los; sendo assim, os guerreiros do rei logo encontraram o grupo inimigo, e uma sangrenta batalha começou. Os números de guerreiros se igualavam, mas os Goblins eram mais habilidosos: não era surpresa que eles estivessem ganhando.

Era necessária uma boa tática para que a batalha se invertesse: cabia aos três Cavaleiros essa tarefa. Rapidamente, o trio ordenou ao exército do império que recuassem para a floresta; os Goblins, que não eram muito inteligentes, os seguiram, sem imaginar que estavam sendo atraídos para uma armadilha.

Ao chegar às imediações da floresta, os guerreiros imperiais agilmente subiram nas árvores, e ficaram à espreita. Logo, os Goblins chegaram, mas, como eram menores em tamanho, não conseguiam subir nas árvores e ficavam vulneráveis a ataques aéreos. Dessa forma, os guerreiros venceram os Goblins facilmente. Vitorioso, o exército voltou a Camelot, e Ivain, Gareth e Leonel foram condecorados pelo rei, por sua bravura e esperteza.

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A História por detrás da História IV: Morgana

Mais uma personagem que tem um importante papel na lenda de Avalon é a feiticeira Morgana. Poderosa, a bruxa é conhecida por todos por ser aquela cujos feitiços acabam por influenciar a vida de todos; nem mesmo Arthur foi exceção, pois a posse de Excalibur fez com que ele criasse um importante vínculo com a feiticeira.

Desde o reinado de Arthur, Morgana vive em Kwön, uma ilha deserta próxima ao continente; no entanto, nem sempre foi assim: Morgana já fora uma das mais populares feiticeiras do próprio Castelo Camelot.

Séculos e séculos antes da ascensão de Arthur ao trono, Avalon era conhecida como a mais pacifista nação de todo o continente: tudo isso graças ao rei, e também ao seu fiel grupo de conselheiros que, naquele tempo, não eram de guerreiros, mas sim de feiticeiros. Morgana e Merlin faziam parte do Conselho. Sábios como eram, os bruxos escolhiam boas decisões e raramente discordavam entre si; tudo mudou quando a feiticeira apaixonou-se por um outro bruxo de nome Durtha, um sinistro feiticeiro que pouco se interessava com o reino.

Esse feiticeiro, ao perceber como a suprema feiticeira (Morgana) estava cega de paixão por ele, logo tratou de se aproveitar da mulher: seduzindo-a, tentou convencê-la a causar uma grande intriga entre os membros do Conselho; tudo o que a feiticeira teria que fazer era espalhar boatos de que Arthur pretendia dissolver a Assembleia dos Magos e manter apenas um deles, o mais poderoso, para ser seu conselheiro. Não foi preciso de nada mais para criar uma grande desavença entre o reino mágico; duas alianças se formaram, e a guerra foi inevitável. Diferente das guerras comuns, a magia invocada pelos feiticeiros era muito poderosa: destruiu a quase todos, restando apenas alguns bruxos, entre eles Morgana, Durtha e Merlin.

Percebendo o que Morgana e Durtha haviam feito, Merlin logo correu para contar a Arthur o que havia acontecido. O rei ficou furioso com a trama, e condenou Durtha, o mandante, à forca, e Morgana, a cúmplice, ao exílio. E assim foi: Durtha foi morto na manhã seguinte, e Morgana partiu rumo à Kwön. Anos depois, a feiticeira percebeu o grande erro que havia cometido; jurou lealdade a Arthur, dizendo que jamais se rebelaria de novo, e provou sua fidelidade durante a Grande Guerra quando, por si só, desvendou grande parte dos planos de Mordred.

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A História por detrás da História III: Safir

Outro importante personagem da história é o guerreiro Safir. Antes da traição de Lancelot, a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda apresentava uma hierarquia: Lancelot era o mais confiável, seguido por Safir, e logo depois vinham os outros. Descoberta a traição de Lancelot, Safir assumiu o “posto” de líder dos Cavaleiros, tornando-se o fiel conselheiro de Arthur. O guerreiro honrou seu posto: prestou grande ajuda a Camelot durante a Grande Guerra, protegendo o rei de alguns ataques fatais.

Tempos depois do término do reinado de Arthur, Safir teve chance de assumir um cargo de maior responsabilidade em Camelot. Foi então que participou de sua maior aventura até então: Camelot estava sendo ameaçada por um monstro maligno, uma hidra, que destruía tudo aquilo que estivesse em seu caminho. Junto à guarda imperial, Safir partiu para o vilarejo de Alandhur, o último lugar onde a criatura tinha sido avistada. Não demorou até que encontrassem os vestígios deixados pelo monstro, que estava a arrasar uma fazenda inteira.

Os soldados, rapidamente, tentaram atacar a criatura com suas espadas: foi inútil. Num único movimento, a hidra atingiu uma dezena de guerreiros. Safir agilmente aproveitou a distração da criatura e pulou sobre seu dorso; não precisou mais de alguns momentos para decepar a cabeça da criatura, saindo da batalha vitorioso, sofrendo apenas alguns arranhões.

Foi recebido em Camelot com louvor; o boato de Safir, o Assassino de Hidras já se espalhara por toda Avalon. Entretanto, mal sabia Safir que sua batalha traria péssimas consequências: os arranhões que a hidra lhe causara fizeram com que o guerreiro ficasse muito adoecido. Sendo assim, o Cavaleiro afastou-se de Camelot, terminando sua participação na história de Avalon até então.

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A História por detrás da História II: Aaron

Dando continuidade ao meu projeto, neste post falarei sobre outro protagonista da minha obra: o jovem Aaron. Na ficção, Aaron tem dezessete anos quanto começa a viver sua grande aventura; porém, o que não fica explicado é o seu passado: tudo começou dezoito anos atrás, antes com seu nascimento. Sua mãe, Alaetha, até então era conhecida por todos como uma mulher rancorosa e malvada; jamais tivera a intenção de ficar grávida, mas nada podia fazer quanto ao acontecimento. No entanto, no momento do parto, tudo mudou; parecia que o destino de Aaron não era ser rejeitado. A jovem Alaetha, ao ver a criança, caiu em prantos, jurando amá-la e protegê-la de todos os perigos, abandonando a antiga personalidade de outrora.

Tudo ocorria como o desejado; juntos Aaron, Alaetha e Lagorn eram uma família feliz, exemplo de união para os vizinhos. Foi então que, quatro anos depois, algo maravilhoso aconteceu: Alaetha estava grávida de novo. Nove meses depois de uma esplendorosa gravidez, a mulher deu a luz à Hefnna, o irmão mais novo de Aaron. Contudo, com a família ampliada, as finanças começaram a ficar difíceis para Lagorn. Mesmo com Aaron ajudando-o na colheita, o fazendeiro mal conseguia comprar provisões, quanto mais pagar os cobradores. O tempo passou, e as coisas se apertaram ainda mais: certo dia, um grupo de soldados apareceu na porta da casa, desejando o pagamento de impostos atrasados. Lagorn, sem ter outra opção, recusou-se a pagá-lo: não tinha dinheiro. Foi o bastante para que os soldados desejassem matá-lo; afinal, esta era a lei de Camelot desde que Ostheros, o rei, assumira o poder. Lagorn, experiente guerreiro, conseguiu impedi-los de feri-lo; mas o mesmo não aconteceu com Alaetha: a mulher foi morta pela espada de um dos soldados. Dando-se conta do que haviam feito, os soldados fugiram, assustados.

Dessa forma, a infância de Aaron, marcada pelo sangue, influenciou-o a se tornar alguém que não desejava ser; sempre desejou vingança. Apesar disso, a educação que sua mãe lhe dera, até os cinco anos, serviu para que este crescesse e se tornasse um homem nobre e digno de si. E estava nisso quando, aos dezessete anos, descobriu-se em uma misteriosa aventura em que passado e presente se misturavam.

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A História por detrás da História – As Personagens de A Lenda de Avalon

Dois meses e alguns dias depois de publicar oficialmente meu livro, estive pensando na melhor maneira de explorá-lo mais, contar aos leitores um pouco mais sobre a lenda de Avalon, algo além das 164 páginas do livro. Sendo assim, hoje dou início a esse trabalho: estarei postando aqui no blog algumas curiosidades sobre as personagens do livro, coisas que às vezes são até citadas na obra, mas não esclarecidas completamente.

Lembrando sempre a página de acesso do livro:

http://clubedeautores.com.br/book/21183–A_Lenda_de_Avalon__A_Espada_do_Rei


ARTHUR

Comecemo-nos pelo Grande Rei, o glorioso Arthur. Anos e anos após a personagem, criada por Bernard Cornwell ter alcançado fama entre as histórias e lendas da Inglaterra, várias versões foram escritas, ou mesmo passadas como segredo de família de geração a geração.

Arthur começou sua vida como um simples camponês, alheio as brigas e discussões que assolavam o reino: era a época de uma grande guerra entre os povos. Na época, o reino de Avalon ainda não possuía tamanho respeito na questão bélica; o reino era um dos mais fracos do continente, e a grande causa disso era a inexistência de um rei legítimo: há anos, desde o falecimento de Uther Pendragon, o governo de Avalon era exercido por regentes; o rei legítimo seria aquele que retirasse a mística espada Excalibur de sua fenda rochosa no coração da Floresta Alvendra.

Quando o jovem Arthur completou quinze anos, surgiram boatos no reino de um concurso, para eleger o melhor guerreiro do reino (teoricamente, aquele capaz de retirar Excalibur da pedra). Foi então que um rico cavaleiro, que morava próximo ao casebre de Arthur, convidou-o para ser seu escudeiro. O jovem Arthur, entusiasmado com a aventura que seria percorrer o reino, aceitou a missão, e ambos trataram de ir até as imediações da Floresta Alvendra, onde o concurso estava sendo organizado.

Pela ordem do sorteio, o cavaleiro ao qual Arthur servia seria o primeiro a batalhar. Ao entardecer, com uma grande multidão assistindo, o duelo começou. Arthur, rapidamente, arrumou seu cavaleiro da melhor forma que pôde; no entanto, na emoção do momento, esqueceu-se de prender o elmo na cabeça do guerreiro para que este não se movimentasse com a luta. Foi então que o pior aconteceu: o cavaleiro até estava indo muito bem, sobrepujando seu inimigo, no entanto, um simples golpe em seu elmo fez com que este caísse sobre seus olhos, tampando sua visão. O oponente não precisou de mais do que alguns segundos para perceber o acontecido e apontar a espada para seu pescoço: o cavaleiro havia perdido a batalha.

Sob os enlouquecidos gritos de seu cavaleiro, Arthur tratou de correr para longe da arena de batalha. Ele entendeu que não poderia mais ser o escudeiro daquele cavaleiro. Estava nisso quando encontrou Excalibur presa na rocha, e se encantou com sua beleza. Enfeitiçado pela sua magia, Arthur nem pensou quando tentou removê-la da rocha. Puxou-a com força, e quando esta saiu, emitiu uma energia tão poderosa que chamou a atenção de todos. E foi assim que Arthur foi proclamado Rei de Avalon e governou por anos a fio.

Vídeos – Livros & Filmes

Aqui vai alguns vídeos dos livros comentados nos artigos… Espero que gostem!

Entrevista com Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson sobre o filme Harry Potter e o Enigma do Príncipe: [Inglês]

Trailer de O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei: [Inglês]

Trailer do terceiro filme de As Crônicas de Nárnia (A Viagem do Peregrino da Alvorada): [Inglês]

Entrevista com Christopher Paolini (Autor de Eragon): [Inglês]


Entrevista com Logan Lerman (Percy Jackson no filme): [Inglês]

Na era da mitologia – Percy Jackson & os Olimpianos!

Depois de Harry Potter e o Senhor dos Anéis, é a vez de Percy Jackson chamar a atenção nas telinhas dos cinemas. Ricky Jordan é o autor da série (que possui cinco volumes), e pelo visto, ele não vai parar apenas em cinco obras: já está sendo escrita uma nova coleção, titulada “O Acampamento Meio-Sangue“, também relacionada a mitologia grega.

O protagonista da saga é Percy Jackson, um jovem garoto que descobre ser um semi-deus, filho de Poseidon (que, na mitologia, é o deus dos mares), e assim se vê vivendo as mais emocionantes aventuras.

O primeiro filme da série estreiou nas telinhas em 2010, e já conquistou seu público. Com uma trilha sonora impressionante (Poker Face, Lady Gaga, entre outros) e com personagens mitológicos para lá de interessantes, os próximos filmes da série prometem atrair ainda mais espectadores.

Como já disse, a coleção possui cinco volumes; são eles: O Ladrão de Raios, O Mar de Monstros, A Maldição do Titã, A Batalha do Labirinto e O Último Olimpiano.

Para quem quiser saber mais, basta acessar o blog e o site oficial da saga:

http://www.percyjackson.com.br/#/home

http://www.percyjackson.com.br/blog/

Eragon – Uma aventura medieval

Não poderia deixar de continuar com a seção “Livros & Literatura”, sem falar da minha obra predileta: Eragon. Os amantes da ficção, sem dúvida, acham a história incrível; aqueles que se divertem com histórias de dragões, grandes batalhas, magia e duelo de espadas, certamente, não poderiam viver sem ler a obra.

Não é só a história do livro que impressiona: o autor, Christopher Paolini, também tem uma história interessante. Começou a escrever Eragon, o seu romance de estréia, com apenas quinze anos. Ainda incerto sobre a construção da obra, o jovem autor começou a escrever as seis primeiras páginas da obra sem o uso do computador; tudo era manuscrito. Quando percebeu que poderia dar certo, Paolini continuou a escrevê-la em seu computador pessoal, mas demorou vários meses para contar a seus pais a idéia. Os pais adotaram a obra para si, publicando o livro na gráfica da família.

Infelizmente (para a tristeza de centenas de fãs), a obra não obteve sucesso na indústria cinematográfica. Apenas o primeiro volume da obra foi lançado, há quatro anos, e há poucas esperanças que o segundo e o terceiro (sim, é uma trilogia) sejam lançados. Bom, mas, independente disso, a obra faz um grande sucesso na literatura; francamente, vale a pena conferir!


As Crônicas de Nárnia – Bem vindos a um novo mundo!

Escrita pelo autor escocês C. S. Lewis, a coleção ganhou seu espaço nas prateleiras das livrarias. Não há como passar batido a grande semelhança entre a obra e a outra trilogia de mesmo gênero, O Senhor dos Anéis, de Tolkien; para os desinformados, isso pode parecer plágio, mas não, C. S. Lewis é um fã declarado da trilogia. No entanto, uma grande diferença é rapidamente observada: enquanto Tolkien escreveu uma obra para adultos, C. S. Lewis construiu a coleção para o público jovem.


Uma curiosidade: apesar de o título ser “As Crônicas de Nárnia”, a série de livros não apresenta crônicas, mas sim contos! Um pouco estranho, mas aceitável… Afinal, o título “Os Contos de Nárnia” não seria tão agradável aos ouvidos, concordam?


Seguindo a ordem cronológica, podemos enumerar os contos da seguinte forma: O Sobrinho do Mago, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, O Cavalo e seu Menino, Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada, A Cadeira de Prata e A Última Batalha. A indústria cinematográfica, até o ano atual, só lançou o segundo e o quarto volume, mas promete lançar o quinto volume no fim do ano, e os próximos nos anos seguintes. Sem dúvidas, sendo crônicas ou não, vale a pena conferir!


O Senhor dos Anéis – A trilogia que marcou época

Como dissera Tolkien, o autor da trilogia: “O mundo está dividido entre aqueles que leram O Senhor dos Anéis e aqueles que não leram”. Como outros gêneros da série, O Senhor dos Anéis conquistou muitos fãs. A coleção conta a história de Frodo Bolseiro, um jovem hobbit do Condado que ganha de seu tio um anel de presente. É esse mesmo anel que o leva para dentro de uma antiga e cruel batalha entre dois grupos distintos, e é ele quem tem o poder de decidir o vencedor entre a épica batalha entre o bem e o mal.


A trilogia, obviamente, tem três volumes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei. Todos os volumes já foram lançados no cinema em 2D, e a produtora promete uma regravação em 3D. Resta a nós, pobres mortais, esperar, mas saibam: vale a pena.


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