A Lenda de Avalon – A Espada do Rei (disponibilização gratuita)
E aí galera!
Então… Estive pensando nos últimos dias, e notei que eu escrevo muito pouco texto narrativo aqui no blog, né? Uma vez ou outra eu publico uma série de contos ou coisa parecida, mas acho que ainda não dá para ver direito meu jeito de escrever…
Dizem por aí que um livro conta mais sobre seu autor do que sobre seus personagens, não é? Pois então, decidi que disponibilizarei online o primeiro livro que escrevi, ano retrasado, com 14 anos, para vocês se aventurarem um pouco no meu mundo. Como vai funcionar? Da seguinte forma: publicarei um capítulo por dia aqui no blog. Como são 29 capítulos, creio que até dia 02 de fevereiro termina, ok?

Vou deixar também uma página só com o sumário do livro, onde vocês podem ter acesso a cada capítulo separado. Assim, se alguém se perder e não quiser ficar “caçando” o capítulo que parou, pode acessá-lo por lá. Outra coisa: existem alguns links interessantes já publicados anteriormente no blog sobre este livro, que vocês podem encontrar na página “A Lenda de Avalon – A Espada do Rei“, no menu superior do blog.
Outra coisa: peço um favorziiinho para vocês: gostaria que comentassem sobre os capítulos aqui no blog… Sabe como é, é muuuito importante saber as opiniões alheias para estar sempre melhorando! Valeu!
Tá, vamos começar então… Boa Leitura!
CAPÍTULO I – VITÓRIA
Sim, o fim é apenas o começo de uma nova história! – exclamou Arthur, com as vestes toda manchada e embarreada, extasiado.
Era um homem alto, media cerca de um metro e oitenta centímetros; musculoso e extraordinariamente forte. Sua face, marcada por inúmeras cicatrizes, resultado das aventuras que participara, era também envolta por sua grande barba castanho-escura. Possuía grandes olhos azuis, um nariz um pouco curvo e o queixo quadrado. O cabelo, que quando criança, esteve sempre penteado e arrumado, agora se tornara longo e rebelde. Uma grande cicatriz atravessava seu peito – resultado de seu último confronto com Mordred, quando Arthur quase perdeu sua própria vida, mas venceu.
Finalmente, a guerra que durou por todo o seu reinado tinha acabado. Mordred, seu maior inimigo foi vencido por sua espada – a Excalibur. E Lancelot foi banido por traição ao reino de Avalon, embora, por muitos anos, tinha sido ele o melhor Cavaleiro da Távola Redonda.
Arthur mal conseguia acreditar: há pouco tempo, era um simples camponês, ainda adolescente, quando se deparou com a espada Excalibur cravada em uma pedra. Poderosa e imponente, ela possuía a empunhadura revestida de prata; na intersecção com a lâmina, havia três grandes rubis; e a lâmina, por sua vez, era feita de diamante – o que lhe garantia nunca perder o fio. Era toda trabalhada, e trazia gravada na lâmina a seguinte profecia: “Esta é Excalibur, a Espada do Rei. Quem a possuir, a glória eterna encontrará”.
Na época, ele não poderia ter pensado nas consequências: resolveu retirar a espada da pedra, e apreciá-la em suas mãos. Jamais vira algo tão bem preso e difícil de soltar; demorou um pouco, mas quando a espada saiu, uma poderosa explosão mágica mostrou-lhe que aquela não era uma arma comum. Desde então, sua vida nunca mais foi a mesma: coroado, com apenas quinze anos, tornou-se rei de Avalon, e passou a morar no castelo Camelot desde então. Nunca mais se separou de Excalibur: a espada parecia possuir vida própria, como jamais se viu em toda Avalon.
Junto à espada, ele tinha enfrentado as mais emocionantes aventuras. Sua última, porém, foi a mais fascinante. A guerra tinha começado há cerca de dez anos, quando Avalon começava a se desenvolver, graças a seu governo. Entretanto, os reinos distantes começaram a alimentar um grande rancor de Avalon. A ganância os deixara cegos. Com a ajuda de Lancelot, que fingia ser seu fiel conselheiro, os povos distantes tramaram um sinistro plano para destroná-lo. Felizmente, ele descobriu tudo e baniu Lancelot de seu conselho, mas já era tarde: a batalha havia começado.
Necessitou juntar todo o seu exército rapidamente, mas, graças ao apoio dos verdadeiramente fiéis conselheiros – os Cavaleiros da Távola Redonda – ele venceu Mordred, o líder dos revolucionários e mestre dos druidas – um grupo de pessoas com poderes místicos dedicados a experimentos com feitiçaria. Agora, ali estava ele, sendo homenageado pelo seu povo, contando sobre como ele e seus guerreiros tinham, heroicamente, vencido a guerra.
Neste dia, enquanto Arthur procedia com seu discurso para o reino, surgiu Safir, um dos Cavaleiros da Távola Redonda – o mais sábio entre eles. Ao ver seu nobre cavaleiro em pé, diante de si, Arthur percebeu um intrigante transtorno no semblante do guerreiro. Ele parecia apavorado.
Como que adivinhando suas impressões, Safir falou aos ouvidos do rei:
– Ilustre rei, receio que haja uma péssima notícia a qual você deva ficar ciente. Enquanto checávamos os resultados da guerra, assim como os danos sofridos a Camelot, descobrimos que sua mulher, Guinevere, desapareceu do castelo. Testemunhas dizem que ela fugiu com Lancelot, levando junto de si o seu filho, o pequeno Yunnór! O que faremos? Muitos de nossos guerreiros estão feridos; será difícil organizar uma expedição para procurar por eles.
– Faça o que for necessário – murmurou Arthur, no mesmo tom de voz. – Reúna nossos melhores guerreiros que têm condições de lutar; sabemos bem do que Lancelot é capaz.
Safir saiu imediatamente do salão, indo em direção aos guerreiros. Arthur, por sua vez, voltou-se para o povoado e exclamou:
– Como disse, o fim é apenas o começo de uma nova história; meu jovem filho, Yunnór, foi sequestrado. Não sei o que o destino reserva a mim e a meus homens, mas peço que se lembrem deste dia, não como um dia triste, mas como um dia inesquecível para toda Avalon!
Sem terminar o discurso, Arthur saiu, subindo apressado os degraus que levavam a seus aposentos, no Castelo de Camelot.
Publicado em 05/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, excalibur, rei arthur. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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