Capítulo IV – Tempos de Guerra
Oi pessoal!
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Vamos então ao quarto capítulo:
CAPÍTULO IV – TEMPOS DE GUERRA
Camelot não era mais o mesmo da época de Arthur. O castelo, que sempre foi tão movimentado, já que Arthur recebia o povo sempre de portas abertas, agora estava vazio: as únicas pessoas que se viam perambulando pelo lugar eram os soldados ou os convidados do rei. A estátua de Arthur, que outrora ocupava lugar de destaque na entrada do castelo, estava esquecida, jogada próximo às masmorras, com várias avarias por todo o monumento.
O salão do trono real era o que mais havia mudado: antes, alegre, adornado com inúmeros presentes, agora vazio, escuro e imundo. O rei, sempre sentado em seu trono, ocupado em lucrar ou espalhar ódio pelos vilarejos, não se importava com esses detalhes.
Merlin apareceu perto dali, em seu antigo laboratório, agora abandonado e cheio de teias de aranhas e insetos esquisitos. Ah, se Arthur estivesse aqui… Ele nunca permitiria isso – pensou o feiticeiro.
O rei estava cochilando no trono quando foi acordado por um soldado do castelo:
– Meu rei, descobrimos Merlin mexendo na área proibida do castelo; ele não sabe que o vimos, e mesmo se tentarmos impedi-lo, nossos soldados não conseguirão capturá-lo.
Subitamente, a feição, outrora sonolenta, de Ostheros mudou, e em seu lugar veio o ódio. – Peguem-no! Aquele mago imbecil deve estar planejando alguma coisa; ele jurou que não permitiria que Camelot ficasse sob o meu governo por muito tempo! – ordenou o rei, preocupado com as intenções do mago.
***
– Digníssimo rei, creio que o feiticeiro escapou dos nossos guardas; quando o alcançamos no laboratório, ele desapareceu sob os nossos olhos! – O soldado anunciou, temendo a ira do rei.
– Quem aquele aprendiz de feiticeiro pensa que é para interferir no meu governo? O tempo extinguiu toda e qualquer sensatez que ainda havia naquele velho! – Ostheros gritava tão intensamente que qualquer um que estivesse nas proximidades podia ouvir os xingamentos claramente. – Ganon! Venha até aqui imediatamente!
Ganon, seu conselheiro militar, estava na entrada do aposento e correu para dentro.
– O que foi, meu senhor? O que quer que eu faça? – Disse ele, tentando adivinhar as intenções do rei.
– Envie um grupo de soldados para os vilarejos próximos da floresta Alvendra, à procura de qualquer coisa que envolva magia. Acho que Merlin está tentando libertar Arthur da magia que o protege! – O rei ordenou, temendo a volta de Arthur.
– Com todo o respeito, meu rei, mas se isto estiver mesmo acontecendo, porque haveria atividades mágicas perto de Alvendra? – Ganon perguntou, estranhando a ordem.
– Ganon, como você é imbecil! Não se lembra de que a espada que trouxe todos os poderes para Arthur, Excalibur, estivera fincada em uma pedra na floresta? Pois então, uma floresta uma vez envolvida com magia, sempre estará envolvida com magia! – O rei respondeu, calculando suas ordens com grande destreza. – Envie também alguns representantes nossos até os reinos daquelas criaturas repugnantes e veja se consegue aliados.
– Mas para quê aliados agora, meu senhor, se não há nenhuma ameaça para nossos soldados neste momento? – Ganon perguntou, intrigado novamente com a ordem.
Sibilante, o rei respondeu:
– Estamos entrando em tempos de guerra, caro Ganon. Toda a ajuda que conseguirmos será necessária.
Publicado em 08/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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