Capítulo VIII – O Caminho para Kwön
E aí galera! Aí vai o próximo capítulo… Espero que gostem! Valeu!
CAPÍTULO VIII – O CAMINHO PARA KWÖN
O sol já estava no céu há algumas horas quando o grupo chegou até as proximidades da ilha Kwön. O lugar, como todos os outros que os guerreiros viram durante toda a semana, parecia estar vazio; além disso, com exceção de uma fumaça que subia ao longe, não havia sinal de intervenção humana alguma naquela ilha. Cansados e abatidos, todos estavam muito satisfeitos de chegarem até lá; mas foi Leonel que identificou o problema:
– Safir, como chegaremos até lá? – indagou ele, preocupado. – Em nossa época, havia uma passagem, mesmo estreita, que levava até a ilha; mas agora, a passagem foi sufocada pelo mar. O que faremos?
O clima ficou muito tenso. Ivain e Gareth sugeriram procurar algum túnel esquecido dos anões – túneis que existiam em quase todo lugar – e atravessar por ele, mas as chances de que o túnel fosse encontrado eram mínimas: os anões conseguiam esconder muito bem as entradas para seu reino.
Foi Safir quem resolveu o problema: um pouco longe dali, o cavaleiro avistou uma modesta barca, grande o bastante para abrigar os cinco guerreiros apertados. Ela estava um pouco avariada, problema fácil de resolver.
– Pessoal, peguem toda a madeira que conseguirem! Vamos revitalizar essa barca! – Safir falava, exaltado. Há tempos que ele não podia provar seu valor como marceneiro: desde quando fora chamado para ser cavaleiro de Arthur.
– Mas Safir, não temos nenhum instrumento! Essa é uma tarefa impossível! – exclamou Ivain, indignado.
– Deixe disso, cavaleiro – respondeu Safir – a natureza nos fornece tudo o que precisamos, desde um simples toco de madeira até a mais resistente corda de cipó.
Ao meio-dia, a barca estava completamente restaurada, pronta para atravessar a pequena passagem entre o continente e a ilha. Exaustos, os aventureiros resolveram descansar o resto da tarde para, ao anoitecer, atravessarem a passagem.
O anoitecer chegou rápido. Aaron, que há várias noites não dormia, por causa dos vários hematomas adquiridos nos treinos com Safir, aproveitou a tarde toda dormindo. Foi acordado por Leonel, e logo já entrou no clima dos guerreiros:
– Vamos logo com isso, Ivain! – Safir gritava, entusiasmado. – E você, Gareth, o que faz parado? Vamos, ajude Leonel a colocar nossos mantimentos na barca; precisamos ser breves se quisermos chegar a Kwön ao anoitecer.
Devido às insistências de Safir, com o escurecer do céu os guerreiros já estavam no barco. À noite, que prometia ser fria e tenebrosa, fez com que todos se amontoassem e dormissem juntos, deixando apenas Safir solitário, comandando os movimentos do barco.
Publicado em 12/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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