Capítulo IX – Morgana
E aí galera! Bom, aqui vai o próximo… Falta pouco!!
CAPÍTULO IX – MORGANA
Já era de manhã quando Safir acordou a todos para dar a grande notícia: – Chegamos!
Realmente, eles haviam chego. Aaron levantou-se, ainda aturdido pelo sono, inclinou-se até o rio e lavou o rosto. A ilha parecia muito maior de perto do que a beira do riacho; as árvores, de espécie desconhecida para Aaron, eram maiores do que as de Mazera.
– Certo, chegamos. Mas, onde está Morgana? – Perguntou Aaron, confuso. – Não há nem sinal de que exista vida nessa ilha desprezível!
Repentinamente, uma voz misteriosa fez-se ouvir perante os guerreiros, que estavam amarrando o barco para que este não fosse tragado pelo mar:
– QUEM OUSA CHAMAR A MINHA ILHA DE DESPREZÍVEL?! – A voz parecia furiosa. – POIS VAI MORRER ANTES QUE POSSA MOVER UM MÚSCULO PARA SE DEFENDER! DIGAM SEUS NOMES FORASTEIROS!
– Como ela pode nos ouvir, se nem ao menos podemos vê-la? – Aaron não conseguia acreditar no que ouvia. Safir adiantou-se e exclamou:
– Grande feiticeira Morgana, sou Safir, e estes são Aaron, Gareth, Ivain e Leonel. Desculpe-nos pelo atrevimento, somos amigos do grande rei Arthur.
– ÓTIMO! POR SEREM AMIGOS DE ARTHUR, TEREI COMPAIXÃO DE VOCÊS E DEIXAREI ESCAPAREM SÃOS, SE SAÍREM IMEDIATAMENTE DA MINHA “DESPREZÍVEL ILHA”! – Morgana fazia com que aparecessem trovões no céu enquanto falava.
Aaron estava incrédulo. – Levamos mais que duas semanas para chegarmos até aqui e agora vamos embora? Não, isso não pode estar acontecendo! – Uma mão pousou no ombro de Aaron.
– Jovem Aaron, sei o quanto é importante para você sermos breve nessa missão, mas Morgana não nos deixa opção: vamos sair daqui e procurar outra forma de conseguirmos os pergaminhos de Arthur – Leonel disse, dirigindo-se para o barco.
Aaron, irritado, o acompanhou, tentando imaginar o que fariam a seguir. No mesmo instante, uma nova mensagem de Morgana fez com que parassem:
– ESPEREM! O QUE É ISSO QUE CARREGA ENTRE OS BRAÇOS, JOVEM ATREVIDO?
Aaron, dominado por um fio de esperança, mostrou sua espada ao vento, imaginando se Morgana poderia vê-la. No mesmo instante, uma figura apareceu perante ele, causando-lhe um susto.
– Há quanto tempo não via essa bainha! Vejo que Arthur se empenhou em mantê-la segura dos mercenários – Morgana exclamou, um pouco mais calma, depois do susto que deu em Aaron ao projetar-se a sua frente.
– O quê? Essa bainha pertenceu a Arthur? Como você sabe? – Aaron, recuperado do susto, perguntou.
– Criança, acha mesmo que eu não reconheceria minha própria criação? EU a criei, como presente a Arthur por ter conseguido retirar a legendária espada Excalibur da pedra em que ela estava presa. – Morgana ria, com gosto – Ah, me desculpe pela minha hostilidade. É que não recebo visitas há mais de dois séculos: a última pessoa que me visitou foi o próprio Arthur!
Safir adiantou-se e perguntou:
– Nesse caso, você deve saber algo sobre os planos de Arthur, e como ele ficou enfeitiçado no Templo Ignión, correto? Será que você pode nos ajudar?
– Ah, se eu soubesse que era isso que Arthur planejava… Teria impedido aquele palerma do Merlin de trancafiá-lo naquele templo! Agora, pelo que vejo, o destino de toda Avalon está nas mãos de um garoto! Que ideia Arthur foi ter! – Morgana menosprezava Aaron. A feiticeira parecia não admitir que o jovem pudesse ter sido escolhido pelo destino para a missão. – Mas, em todo o caso, prefiro ficar quieta e apenas realizar a minha função: venham, tenho algo que aposto que vocês vão querer ver em minha casa!
Aaron não entendeu: – Mas como podemos segui-la, se nem ao menos sabemos onde a sua casa fi… – Não houve tempo. Os guerreiros foram transportados para uma pequena cabana, cheia de poções e experimentos, invadida pela natureza por todos os cantos.
– Antes que Arthur partisse, ele pediu-me para guardar esse mapa, endereçado a você, jovem – Morgana entregou o envelope para Aaron, junto com uma inscrição que dizia: “Para aquele a quem o destino escolher”. – Nunca entendi o que Arthur quis dizer com isso, mas agora vejo o verdadeiro significado dessa frase. Pegue-o, é seu agora.
Publicado em 13/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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