Capítulo X – O Mapa de Arthur
CAPÍTULO X – O MAPA DE ARTHUR
Uma simples cópia de um dos vários mapas existentes em Avalon. Mais nada. Mesmo depois de ficarem algumas horas inspecionando cada canto do mapa, nenhum dos guerreiros, nem mesmo a feiticeira, conseguia identificar a razão de Arthur ter deixado o mapa com Morgana; a única coisa que encontraram era uma mensagem que dizia “Neste mapa, guardada Excalibur está; Quem a ela no mapa encontrar, será digno de me libertar”.
– Sempre odiei essas charadas de Arthur – Gareth exclamou, irritado. – Por que ele simplesmente não nos entregou o mapa pronto, para que não perdêssemos tempo procurando a resposta de uma charada como esta?
– Nem mesmo duzentos anos depois vamos entender Arthur – disse Ivain, divertido com o desafio da charada.
– Não consigo entender… Como Excalibur pode estar em um mapa de Avalon? Se fosse assim, quase todos os habitantes deste reino teriam Excalibur em suas mãos! – Aaron exclamou, confuso.
– Tem que haver uma explicação! Deixe me ver… Arthur saberia que apenas nós nos lembraríamos de procurá-lo aqui, portanto, a resposta deve ter algo em comum com algum de nós! – Safir tentava desvendar o mistério.
O anoitecer chegou, e o mistério não foi decifrado. De repente, Aaron falou:
– Chega, não aguento mais! Eu desisto! – Jogou sua espada na mesa e saiu do aposento. A espada soltou-se da bainha e, por instinto, Leonel segurou-as antes que caíssem na mesa e, assim, desvendou o mistério.
– Olhem! – Ele exclamou, entusiasmado. Em oposição à luz, os enfeites de ouro que havia na bainha refletiam uma sombra no mapa que exaltava quatro vilarejos de Avalon; justo o número de pergaminhos escondidos por Arthur.
– É, agora eu entendo o quão sábio foi Arthur ao planejar tudo isso… – Morgana exclamou, enquanto revirava um grande armário de madeira.
– É, realmente, a engenhosidade de Arthur com essa charada foi impressionante. Dessa forma, se você se enganasse e o mapa caísse em mão erradas, o indivíduo que o possuísse, sem a bainha de Excalibur em mãos, não conseguiria prosseguir – Leonel, impressionado com a destreza de Arthur, disse.
– Sim, mas não falo apenas disso: Arthur escolheu bem ao planejar tudo isso porque acreditava que um jovem corajoso como Aaron aceitaria sua missão – Morgana disse, dirigindo-se a Aaron. – Garoto, me enganei com você. Provou-me que é muito melhor do que eu imaginava. Aceite minhas desculpas por ter te subestimado.
– Estamos prontos para voltar, jovem Aaron – Gareth, com o mapa entre as mãos, interrompeu o discurso de Morgana. – Seria prudente voltarmos antes que o sol fique muito forte.
– Sim. Acredito que já possamos ir. Morgana, agradeço por tudo e, se isso te serve de algo, tem a minha palavra que de forma alguma desistirei desta missão; tenha certeza que você ainda terá notícias minhas, como o jovem que libertou o grande rei! – Aaron exclamou, orgulhoso de si.
– Tenho certeza que cumprirá suas promessas, Aaron. Arthur sabia o que estava fazendo quando lhe incumbiu de realizar essa missão. Adeus – No mesmo instante, os guerreiros foram transportados para as proximidades do barco, que estava reformado e possuía alguns novos apetrechos; o barco agora abrigava os cinco guerreiros com espaço de sobra.
– Espero que gostem deste meu último presente! Ah, e Aaron, lembre-se: a profecia disse que você era digno de libertar Arthur, e não que você o libertaria! Não seja uma marionete de uma profecia! – lembrou a feiticeira.
– Eu não serei. – O guerreiro levantou sua espada ao vento e depois partiu, deixando a feiticeira e a ilha para trás.
Publicado em 14/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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