Capítulo XIX – Explicações
CAPÍTULO XIX – EXPLICAÇÕES
Titanius. Essa é a próxima cidade do mapa de Arthur e fica há poucas milhas daqui. É melhor nos apressarmos, Aaron! – Safir, ainda abatido pelo encontro com as plantas malignas, calculava quanto tempo levariam para chegar a Titanius, a Cidade das Batalhas. O local era o centro do comércio de equipamentos de guerra, portanto, esse nome lhe cabia muito bem.
O sol já aparecia esplendoroso no horizonte quando os aventureiros puseram-se a caminhar. Aaron e Galatha, que haviam passado a noite acordados no reino élfico, não se aguentavam em pé, tamanha era a exaustão.
– Safir, esse seria um bom momento para você me explicar como se soltaram das plantas em Colosta. Só consegui perceber uma intensa claridade, e depois vocês estavam rodeados por aquela luz colorida. O que era aquilo? Magia? – Aaron indagou, enquanto caminhavam. Um breve silêncio fez-se enquanto os Cavaleiros trocavam olhares, mas foi Galatha quem começou a falar.
– Aaron, você deve entender que estamos envolvidos com coisas além da sua compreensão. Sim, aquilo era magia. Diferente dos feitiços que você vira eu e Merlin fazermos até agora, aquela explosão de magia é um dom dado não a pessoas, mas a objetos. Nenhum dos Cavaleiros possui talento mágico, afinal, só voltaram à vida por causa de Merlin, mas alguns adereços que eles carregam consigo tem, como por exemplo esses colares que todos carregam no pescoço. Esses adereços são chamados de Ignas; a bainha de sua espada é um dos mais poderosos deles – quando Galatha encerrou, Straws chegou voando e se aconchegou no ombro da feiticeira.
– Lembre-se, no entanto, Aaron, que essa é uma fonte de magia limitada, e difícil de ser acionada. Só é válida para metade dos feitiços conhecidos, e mesmo nós necessitamos de um árduo treinamento antes de conseguir controlá-la. Na história, houve alguns guerreiros que conseguiram criar feitiços com Ignas além do que era esperado: feitiços mais fortes e poderosos que o de um experiente mago; mas esses casos são muito raros hoje em dia – Leonel, que andava um pouco atrás do grupo, correu e juntou-se a eles novamente.
– Aaron, você se recorda da história de Arthur, a qual Merlin te contou? – Safir indagou. – Lembra-se de onde ele precisa ser libertado?
– Sim, me lembro, libertado no Templo Ignión – Aaron respondeu, convicto. – Ah, entendi! Ignión deriva-se da palavra Igna! Mas qual a relação entre os dois?
– Na nossa língua, podemos traduzir Templo Ignión para “Templo das Almas”. Arthur deve ser libertado lá porque, pelo feitiço de Merlin, nenhum outro lugar poderia fazê-lo com êxito – Ivain também participava da conversa. Apenas Gareth permanecia quieto.
– Agora, Aaron, já respondemos todas as suas perguntas. Portanto, queira responder a minha: como sabia que o outro pergaminho estava no subsolo daquela casa desmoronada? – Galatha perguntou, interessada.
– Enquanto vocês estavam ocupados com a magia e as plantas, eu estava desmaiado, sonhando com algum tipo de visão do passado. Vi o rei, Arthur, escondendo esse amuleto no solo da casa que, naquela época ainda estava inteira! Foi incrível! – disse Aaron, lembrando-se. – Mas Safir, como pude receber uma visão como essa? Nunca havia visto o rosto de Arthur na vida para poder sonhar com ele!
– Lembre-se que você carrega a bainha de Excalibur, meu rapaz. Ela é a fonte de tudo, e está intimamente associada a Arthur. Era de esperar que coisas como essa lhe acontecessem – Safir acrescentou. – Olhem! Já vejo Titanius a frente! Vamos logo, seu bando de preguiçosos! Avante!
Publicado em 23/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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