Capítulo XX – A Cidade das Batalhas

 

CAPÍTULO XX – A CIDADE DAS BATALHAS

 

Uma grande névoa pairava sobre a região quando o grupo chegou à Titanius. Contudo, a condição climática não era o mais intrigante: centenas de humanos e ogros circulavam pelo vilarejo, carregando armas e munições por todo o lugar.

– Não estou gostando disso – disse Safir, com aspereza. – É melhor descobrirmos o que pudermos com esses operários.

Ivain e Leonel interceptaram um homem que passava carregando dois elmos de prata entre as mãos. – O que pensa que está fazendo? – disse Ivain, irritado. O homem rapidamente se desvencilhou e disse:

– A batalha está para começar; sem tempo para conversas desnecessárias! – E saiu, seguindo em direção ao local onde os equipamentos estavam sendo estocados.

Aaron estava confuso com a situação – Por que estes homens parecem estar hipnotizados? Não há nenhum perigo nas redondezas; não há motivo para que todos se comportem assim! – O pensamento de Aaron foi interrompido pela exclamação de Gareth:

– Homens! Vamos atrás do próximo pergaminho! Seja o que for que acontece aqui, não compete a nós descobrir! – E saiu correndo, passando entre as casas em busca de algo que pudesse revelar a localização do artefato.

A tarde passou rapidamente enquanto os guerreiros procuravam o próximo pergaminho – a bainha de Excalibur sempre me ajudou a achar os pergaminhos… Como será que ela vai ajudar dessa vez? – Aaron pensava, enquanto, freneticamente, visitava as casas do vilarejo.

Aflito, Aaron entrou em um dos vários armazéns em que os soldados estavam estocando os equipamentos. Um escudo em particular chamou sua atenção: nele, estava gravado o mesmo símbolo que havia na bainha. – É isso! O pergaminho está aqui! – pensou Aaron, correndo para inspecionar o símbolo. – Venham! Já achei! – O jovem gritou para os companheiros.

Instantaneamente, os cavaleiros e Galatha chegaram até o armazém, justo no momento em que Aaron encontrava um colar preso no verso do escudo.

– Finalmente encontramos! – exclamou Gareth, com a disposição renovada. – E agora? Para onde iremos, Safir?

– Para aquela loja de armas – Aaron respondeu, antes que Safir consultasse o mapa. – Afinal, vejam vocês: passaram todo esse tempo trajados com armaduras e elmos; enquanto eu, visto apenas uma simples camiseta e uma calça!

– Concordo com Aaron; ele merece itens novos – Galatha disse, encaminhando-se para a loja.

O pôr do sol estava quase acontecendo quando os guerreiros deixaram a cidade. Aaron, contente com sua nova armadura e com seu magnífico elmo – forjado no bronze e com plumas vermelhas adornando-o – estava ansioso pela próxima aventura. – Ah, já passamos por tanta coisa juntos… Elfos, Goblins, plantas carnívoras… O que mais nos espera? Seja o que for, estarei lá para descobrir! – Foi interrompido pela ordem de Safir:

– É melhor que descansemos; não posso mais caminhar por hoje: minhas costas doem desde o dia que deixamos Castomurro! – Ao ouvir isso, os companheiros gargalharam. – E desde quando o Grande Rei Safir tem dor nas costas? – caçoou Ivain, enquanto arrumava seu leito. – Deixe disso, Safir! Mas concordo, é bom descansarmos.

 

Publicado em 24/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.