Capítulo XXI – Começa a Batalha!
CAPÍTULO XXI – COMEÇA A BATALHA!
Aaron descansava tranquilo quando uma forte luz despertou-o e chamou sua atenção. Era Merlin.
– Meu jovem, venha até aqui! Precisamos conversar – A feição do mago não parecia nada tranquila. Aaron levantou-se, ainda sonolento, e encaminhou-se para o lugar onde a imagem de Merlin estava.
– Caro Aaron, passei os últimos meses, depois que nos vimos pela última vez, a conseguir aliados na guerra que está por vir. O rei não quer permitir que Arthur volte, e tentará evitar isso com todas as suas forças. Portanto, preciso que vocês viajem imediatamente para a floresta Alvendra; o rei e seus aliados se encaminham para lá.
A feição de Aaron perdeu o brilho. – Como assim? E os pergaminhos? E Arthur? E a missão? – Aaron não parecia nada conformado com a nova ordem. – Tudo o que fizemos até agora para libertar Arthur é em vão?
– De forma alguma, meu jovem pupilo – com um gesto de Merlin, a espada de Aaron, que estava encostada junto ao leito do jovem, levantou-se e encaminhou-se até a eles. – Lembre-se que Arthur voltará para restaurar a paz em Avalon, mas de nada adiantará se não houver Avalon a ser resgatada!
A espada de Aaron parou em frente à imagem de Merlin – Agora, meu jovem, venha mais perto e ajoelhe-se. – Merlin pegou a espada entre as mãos e tocou cada um dos ombros de Aaron.
– Devido à coragem e a bravura demonstrada, nomeio-o Cavaleiro da Távola Redonda, da Ordem de Arthur! – Lágrimas escorriam do rosto do guerreiro e molhavam a terra no chão. – Agora vá, e lute por tudo o que você conquistou nesses últimos seis meses. – A surpresa de Aaron fez com que Merlin gargalhasse. – Sim, meu jovem cavaleiro, seis meses já se passaram. Lute! Lute por seus amigos, lute por seu irmão! E lembre-se: não deixe que te digam o que fazer; o seu destino é você quem faz!
Uma luz azulada surgiu, deixando Aaron sozinho. – Lembro-me do dia que Merlin me convocou para essa missão… Espero que algum dia eu consiga terminá-la… – Levantou-se e acordou Safir:
– Levante-se, Safir! Precisamos partir imediatamente! – Aaron falava com seriedade. – E qual o motivo da pressa? – Safir interessou-se pela ordem. – Merlin esteve aqui! Nomeou-me Cavaleiro e disse para irmos imediatamente para a floresta Alvendra; o exército do rei quer nos derrotar!
– Nesse caso, levantem-se! Uma nova missão para nós; direto para a Floresta Alvendra!
Os guerreiros levantaram-se com um salto, prontos para a caminhada. Passaram toda a noite caminhando, acompanhados apenas pela lua e as estrelas. Ninguém se atrevia a começar uma conversa, todos pensavam consigo mesmos sobre o que seria deles nessa batalha. Gareth era o mais pensativo – Ah, meu velho amigo Arthur, se você soubesse pelo o que estamos passando… Aposto que resolveria facilmente o nosso problema, mas, como não está aqui… Teremos que nos arrumar sozinhos desta vez. – E então, o cavaleiro aproximou-se de Galatha e, suavemente, encostou seus lábios nos dela.
– Galatha, esperei fazer isso por muito tempo, e não quero esperar mais! Minha linda feiticeira! – Apesar da surpresa, Galatha retribuiu o beijo. – Não importa o que aconteça, meu bravo guerreiro, estarei sempre junto a você – A feiticeira arrancou um de seus vários anéis e entregou à Gareth. – Tome. Leve isso com você – o cavaleiro aceitou sem reclamar.
Ao amanhecer, o grupo chegou à concentração dos aliados de Merlin. O mago, que já notara a presença deles horas antes de chegarem, aguardava-os na entrada do acampamento:
– É bom vê-lo pessoalmente, Aaron. Vejo que mudou muito desde a primeira vez que nos vimos. Antes, um jovem mimado e descontente com a vida; agora, um cavaleiro destemido e honrado por seus feitos – o mago curvou-se perante os presentes. – Entrem, é hora de conhecerem nossos aliados.
Quando os guerreiros entraram no acampamento, Aaron ficou assustado com a quantidade de guerreiros prontos para a batalha. Centenas de amazonas, aranhas, minotauros e outras criaturas estavam reunidas para ouvir o que Merlin tinha a dizer. O acampamento, apesar de espaçoso, parecia pequeno com todas aquelas criaturas perambulando por ali; apesar das visíveis diferenças entre cada uma delas, havia uma coisa em comum em cada uma: um olhar destemido, pronto para matar ou morrer se fosse necessário.
– Esse é Aaron, o escolhido para libertar o Grande Rei. Nobre cavaleiro, esse jovem já passou por várias provações e venceu a todas; se há alguém aqui por quem se deve batalhar é por ele! – Merlin exclamou ao público presente. – Aaron, em poucas horas o exército do rei chegará ao acampamento; esteja preparado e concentre toda a sua energia nessa batalha – o ancião virou-se e caminhou até uma majestosa tenda armada perto dali.
O sol brilhava fortemente no céu enquanto os guerreiros montavam armadilhas. Caldeirões de lava foram escondidos entre as árvores, guerreiros camuflados por todos os cantos; as amazonas, exímias arqueiras, posicionadas na última fileira de guerreiros. Aaron via tudo aquilo abismado com o andamento da estratégia. – Quando que eu poderia imaginar que seria um dos líderes de uma guerra? – O jovem pensava, enquanto era conduzido por Leonel até sua própria tenda. – Mas será mesmo que estou pronto para isso?
Publicado em 25/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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