Capítulo XXIII – O Cavaleiro Negro
CAPÍTULO XXIII – O CAVALEIRO NEGRO
A batalha já persistia por horas, e todos estavam visivelmente abatidos. Um vulto negro destacou-se entre os inimigos. De repente, um grito horrendo foi ouvido. – O mesmo sonho que outrora Aaron tivera, voltou rapidamente em sua memória: o vulto no lado inimigo era do Cavaleiro Negro. – Agora, de quem será o grito? – O jovem pensou, quando viu Gareth, Ivain, Leonel, Safir e Galatha correndo em direção ao feroz inimigo.
– NÃO! Ele vai matá-los, Merlin! Impeça-os! – O jovem guerreiro implorava, enquanto, desesperadamente, descia do cavalo do feiticeiro.
– Pare Aaron! Deixe-os! Você não pode ajudá-los! Ainda não é forte o suficiente! – Merlin gritava, sem sucesso, para que Aaron voltasse.
Galatha, junto a Straws, enviou uma rajada de fogo contra o cavaleiro; rapidamente, o adversário segurou o feitiço com as próprias mãos, enviando-o contra a feiticeira. Galatha tombou na relva desacordada.
Impressionados com a capacidade de luta do inimigo, os quatro cavaleiros resolveram voltar-se para a magia. Safir era quem organizava o feitiço a ser jogado sobre o adversário, mas parou seus planos ao avistar Aaron correndo na direção do cavaleiro negro.
– Aaron! Volte! Você não pode vencê-lo! – Um raio projetou-se de Safir e atacou Aaron, empurrando-o para longe da luta e do perigo; o som metálico da queda de sua espada no chão ecoou pela floresta. Entretanto, o mesmo não aconteceu a Safir: alguns momentos bastaram para que o Cavaleiro Negro aproveitasse a oportunidade e desferisse um golpe contra o experiente guerreiro. Assistindo a cena, Aaron viu o sangue fluir do dorso do amigo que, instantaneamente, caiu contra o chão.
Uma impressionante luz esverdeada surgiu da bainha de Aaron quando o jovem guerreiro agarrou sua espada em meio às plantas; ela projetou um poderoso escudo de energia separando o cavaleiro negro dos outros. Incapaz de quebrar o escudo, o cavaleiro caminhou para sua esquerda; um corpo desacordado estava ali.
– Galatha! Deixe-a! – Gareth gritou, enfurecido com a audácia do inimigo. Mas já era tarde. O cavaleiro correu por entre a floresta, galopando seu cavalo negro com Galatha a tiracolo.
Misteriosamente, o escudo de energia provindo da bainha desapareceu; assustados com tamanho poder, ogros, humanos e goblins correram, escondendo-se por entre a mata: a guerra acabara graças a Aaron.
O jovem, exausto, debruçou-se em uma grande árvore que estava perto de si. A sua frente, avistou o mago correndo em sua direção.
– Aaron! Você está bem? – O mago estava visivelmente assustado. – O que você fez foi… Incrível!
– Acabou? – A voz do jovem cavaleiro mostrava visíveis sinais de exaustão.
– Sim. Acabou, por enquanto – o mago colocou-o entre os braços. – Mas não há muito pelo que comemorar; perdemos muitos guerreiros na batalha; aliás, ambos os lados perderam – mago e cavaleiro olharam para o campo de batalha, destruído e lotado de corpos. No alto, era possível ver a lua, cuja luz já não mais brilhava como outrora. Abruptamente, os olhos de Aaron começaram a fechar, lentamente, até que o cavaleiro desmaiou sobre os braços do feiticeiro.
Publicado em 27/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário
Comentários (1)