Capítulo XXIV – Ruínas da Guerra
CAPÍTULO XXIV – RUÍNAS DA GUERRA
Trancafiados numa assombrosa cela, Hefnna e Galatha foram despertados pela figura do homem vestido de preto que detivera Galatha na guerra. O cavaleiro negro gargalhava, enquanto removia o elmo de sua cabeça: esvoaçantes cabelos de cor castanha surgiram, juntos a um par de olhos castanhos.
Aaron despertou abruptamente de seu novo sonho. Estava deitado sobre uma cama improvisada em sua tenda. Vozes ecoavam, vindas da cabana ao lado:
– Você nunca nos contou da identidade do garoto, Merlin! – A voz familiar de Leonel soou. – Tudo seria diferente se soubéssemos quem ele era!
– Nem mesmo eu fazia ideia! Arthur nunca deixou que eu me envolvesse nesses seus assuntos! – O mago também parecia bastante agitado.
– Acalmem-se! – A grossa voz de Ivain ecoou também. – Merlin, como está Safir?
– Como Safir está? – A voz do mago aumentou mais ainda. – Gravemente ferido! É assim que ele está!
Subitamente, todos pararam quando viram o jovem Aaron parado sobre a entrada da tenda. – Safir… – Lágrimas encheram os olhos dele quando foi amparado por Ivain.
– Acalme-se, Aaron – o cavaleiro entendia perfeitamente sua dor. – Lembre-se sempre, meu caro amigo: o fim é apenas o começo de uma nova história; e é assim que Safir quer que seja!
– Você não entende! – Aaron desvencilhou-se do amparo do rapaz. – Foi culpa minha! Foi para me proteger que ele está assim! Foi por mim!
– Chega disso! – Gareth finalmente posicionou-se na conversa. – Culpar alguém ou se sentir culpado nunca me levou a nada, e acredito que o mesmo aconteça com vocês!
De súbito, todos pararam de falar e olharam para a entrada da tenda; Anahí, a amazona que os guiara na floresta Castomurro, trazia importantes novidades:
– Merlin! Temos um grande problema em mãos! – disse a mulher, apavorada.
– O que foi, Anahí? O que aconteceu? – perguntou Aaron, recompondo-se do último momento.
– Informaram-nos, há pouco, que um grupo de amazonas foi derrotado próximo ao rio Viohr; acreditamos que o Cavaleiro Negro esteja querendo destruir o Templo Ignión, que fica nas redondezas; ele deve saber que Arthur deve ser libertado lá! – anunciou ela, notícia que deixou a todos alarmados.
Merlin pegou seu cetro, que estava encostado próximo à entrada da cabana, e aproximou de Aaron. – Garoto, eu sei que este não é o melhor momento, mas precisamos partir imediatamente para o templo; não quero nem imaginar o que aconteceria se Ignión fosse destruído. – disse o mago, com tom sério.
O final da manhã passou rápido; ao meio-dia, o exército partiu para o Viohr, liderados por Aaron, Merlin e os outros cavaleiros.
Publicado em 28/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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