Capítulo XXVI – O Filho Perdido

 

CAPÍTULO XXVI – O FILHO PERDIDO

 

Aaron fechou os olhos, preparado para um novo ataque; foi quando ouviu um novo estrondo: Lancelot fora atingido por Galatha, que apontava seu cetro para ele, enquanto carregava o irmão de Aaron, Hefnna, entre os braços. – Corra, Hefnna! Esconda-se! – disse ela, liberando-o. – Lancelot! Que desprezível surpresa! – disse ela, com rancor.

Lancelot recompôs-se, nada surpreso com o aparecimento da feiticeira. – Eu já imaginava que aqueles Goblins inúteis não seriam capazes de vigiá-la! – disse ele, sibilante. – Mas não há problema: acabarei eu mesmo com você!

Enquanto Lancelot e Galatha guerreavam, Aaron e Merlin tiveram tempo para recuperarem o fôlego e se aproximarem. – Aaron, já é hora de você saber a verdade – exclamou Merlin, sério. – Que verdade? – perguntou Aaron, confuso. Ele não entendia o que Merlin poderia estar escondendo.

– Descobrimos isso há pouco tempo, no combate em Alvendra; entenda que, se eu soubesse disso antes, teria te poupado de certos problemas. Lembra-se de quando você deteve Lancelot naquele dia? Com aquele escudo de energia? – perguntou Merlin. – Há algo que você deve saber sobre ele; na magia, existem certos feitiços que só podem ser criados por uma geração de feiticeiros; era o caso de Arthur, que aprendeu a fazer este escudo de energia quando recebeu Excalibur.

Aaron ainda não havia entendido o que Merlin queria lhe dizer. – Aaron, se você pode criar tal escudo, isto significa que você é um dos descendentes de Arthur! Isto significa que o filho desaparecido de Arthur, Yunnór, sobreviveu à guerra contra Mordred, e você é fruto de sua geração! Aaron, você é o quarto pergaminho; Arthur sabia que a bainha de Excalibur só poderia pertencer a um de seus descendentes!

O jovem estava paralisado. Jamais pensara sobre tal possibilidade. – Corra, garoto, para o Templo Ignión imediatamente! Libertando Arthur, nós conseguiremos deter Lancelot! Vá! – disse o feiticeiro, enquanto levantava-se para ajudar Galatha que, a essa altura, já sucumbia ao poder do guerreiro negro.

 

Publicado em 30/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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