Capítulo XXVII – O Passado Ganha Vida

 

CAPÍTULO XXVII – O PASSADO GANHA VIDA

 

Não demorou muito para que Aaron encontrasse o templo. Esquecido através dos séculos, o lugar estava todo revirado. Mesmo assim, o jovem conseguiu identificar claramente onde ficava o altar do templo. Cautelosamente, ele dirigiu-se para lá; levou um susto quando identificou uma espada com desenhos idênticos ao de sua bainha: Excalibur. De repente, a bainha soltou-se do cinto de Aaron e encaminhou-se para o altar; uma incrivelmente forte explosão de energia empurrou o jovem contra uma das espessas paredes do templo. Aaron tentou se levantar; foi quando percebeu um homem que estendia sua mão para ajudá-lo. A sua frente, carregando Excalibur, estava o grande Rei Arthur.

– Sempre soube que você conseguiria – disse Arthur, enquanto ria do olhar apalermado de Aaron. – Estive ciente, em todos os momentos, do que você passou, e quero que você receba meus mais sinceros agradecimentos por sua coragem. Você foi mais valente do que qualquer outro guerreiro que eu já conheci – disse o rei.

– Já que você já sabe de tudo o que aconteceu, é melhor que corramos para ajudar Merlin e Galatha; Lancelot é muito poderoso – lembrou Aaron, enquanto dirigia-se para a entrada do templo. De súbito, Arthur segurou o braço do rapaz:

– Espere só um momento; eu quero que entenda tudo o que aconteceu; você tem o direito de saber – disse o rei. – Quando fui, em uma expedição, procurar pelo meu jovem filho Yunnór, há dois séculos, eu o encontrei, junto a Lancelot e Guinevere. O covarde guerreiro fugiu, levando a mulher e deixando a criança para trás, e eu, temendo que pudessem acontecer coisas piores, entreguei-o para um casal de mercadores que eu conhecia em Mazera.

– Eu entendo suas razões, caro rei – respondeu Aaron, enquanto corria para fora do lugar. – Mas devemos nos apressar! Já pode ser tarde para você vencer Lancelot!

– Não serei eu quem fará isso – disse Arthur, entregando Excalibur para o garoto. – Tome, ela lhe pertence agora. Creio que sabe o que fazer com ela.

Aaron estava incrédulo. – Como que eu vencerei Lancelot? Já tentei; foi inútil! Não sou páreo para ele.

– Sim, você é – respondeu Arthur. – Acontece que Lancelot está usando de feitiços sinistros para ficar mais forte; você só precisa aprender a igualar as forças de vocês dois – dito isso, Arthur tocou levemente a lâmina de Excalibur, o que fez com que ela ardesse em chamas. – Agora vá! Você pode vencê-lo!

 

Publicado em 31/01/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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