Capítulo XXVIII – A Verdadeira Batalha
CAPÍTULO XXVIII – A VERDADEIRA BATALHA
Durante poucos segundos, a guerra parou: foi quando todos perceberam a chegada de Arthur e Aaron. Nem mesmo Lancelot conteve a surpresa do ressurgimento do rei.
– Não! Você não pode estar aqui! – exclamou Lancelot, raivoso. – Esse garoto não pode ter conseguido!
– Mas conseguiu, meu caro Lancelot. E é bom estar preparado para o combate – respondeu o antigo rei.
– Pois estou! Veja só o meu poder! – anunciou o guerreiro, enquanto corria agilmente de encontro a Arthur, procurando atingi-lo com sua espada; um ruído metálico foi ouvido quando duas espadas se chocaram: Lancelot foi interrompido por Aaron e Excalibur, que continuava a arder no fogo.
– Eu serei seu oponente, Lancelot! – bradou Aaron, sério. – Agora você verá qual é o poder de um verdadeiro cavaleiro!
Com uma velocidade quase que impossível de ser percebida, Aaron atingiu Lancelot na armadura; com as vestes em chamas, Lancelot foi obrigado a recuar e a apagar o fogo. – Como pode? – perguntou Lancelot, alarmado. – Nem mesmo vi seus movimentos! Mas não há problemas; também tenho meus truques.
No mesmo instante, o guerreiro negro colocou o elmo novamente, e partiu na direção do jovem. As espadas novamente colidiram, com um força tão poderosa que jogou todos os presentes para longe. Jamais uma batalha havia reunido tamanho poder. Lancelot correu novamente de encontro ao rapaz, chocando as armas novamente; no entanto, com um ardiloso golpe, o guerreiro chutou as pernas de Aaron, que desequilibrou e caiu sobre o chão duro.
– Agora você é meu! – gritou Lancelot, brandindo sua espada para cravá-la no peito de Aaron. Felizmente, o jovem foi mais rápido, e, com um golpe sagaz, jogou a espada do inimigo para longe. Agora, apenas ele possuía uma arma em mãos. Aaron apontou a espada sobre o pescoço de Lancelot, ameaçando feri-lo se ele se movesse.
– Vejam todos! – exclamou ele, para todos os combatentes. – Aqui está Lancelot, vencido por Excalibur!
O que se passou a seguir foi rápido. Os poucos guerreiros inimigos que ainda sobravam, vendo a derrota de seu líder, se renderam. Lancelot foi desarmado, e Merlin encarregou-se de vigiá-lo para que ele não se libertasse.
Juntos, todo o exército que sobrou partiu para Camelot, com o objetivo de destronar Ostheros. Durante a noite, Aaron foi ver Hefnna em uma das tendas.
– Está melhor, meu irmão? – perguntou Aaron, que soube que Hefnna ficara adoecido nas masmorras.
– Aaron! Como é bom vê-lo, meu irmão! – disse o garoto. – Você viu? Arthur está lá fora! O que diria o papai se visse isso!
Aaron riu da alegria do irmão. – É bom vê-lo feliz – disse ele, saindo da cabana.
Quando chegaram a Camelot, surpreendentemente, nenhum dos guardas tentou impedi-los no caminho para o salão real; todos respeitavam Arthur muito mais do que o atual rei.
Ostheros encontrava-se sentado no trono, no fim do salão real. Ele estremeceu quando viu Arthur entrando.
– Guardas! Prendam esse impostor! Arthur jamais poderia ser libertado de um feitiço tão poderoso por um jovem tão insignificante! – esbravejou ele. Contudo, nenhum dos guardas veio ao seu auxílio; ele estava acabado.
Arthur e Aaron finalmente chegaram até o trono. – Ostheros! Ordeno que saia deste assento agora mesmo! – exclamou Arthur, sério. Ele sabia que o rei temia sua presença mais do que qualquer outra coisa. – Por favor, deixe-me ficar! Eu prometo que serei melhor para o povoado! – pediu Ostheros, já submisso a Arthur.
– Sinto muito, meu caro: você já teve a sua chance. – respondeu Arthur, enquanto chamava Gareth e Ivain. – Em nome da ordem dos Cavaleiros, eu, Arthur, eterno rei de Camelot, ordeno que este homem seja levado até as masmorras, pois assim também ordena o povoado!
Publicado em 01/02/2011, em A Lenda de Avalon - A Espada do Rei, Livros & Literatura, Meus próprios livros e marcado como a lenda de avalon, arthur lucena, livros. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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